Frase de EdsonRicardoPaiva
Bela era ela Poesia entre acordes Beleza que se beija Mordida que se deseja Ela morde Espinho que ardia Que ardia atrasado Era dor que era viva Como são vivas as saudades Como eram vivas As árvores em cujas sombras De mãos sujas estávamos Todo dia, na hora do almoço Onde a gente semeava Sementes de sonhos Que permaneciam Aguardando que lágrimas de tempo Viessem regá-las E era vida e morria Mas ficaram chaves escondidas Em meio a frases sem sentido Que nos vem nas falas, nos acertam Nos momentos em que a alma Te parece que deseja desertar Bela era ela Beleza que deseja ter por perto Como belo é o olhar Quando a gente só quer ver Sem medo de perder Nem prender e nem tocar Assim que nos pertence Por ter conquistado Pois o tempo vence a quase tudo No silêncio que se escuta O poder que se oculta Temeroso aliado Que luta em favor do outro lado É assim que nos parece Vida à toa Alegria que dói Dor da boa Amor que faz sentido Bela era ela Poesia que transforma a gente Em ser pensante No momento em que descobre O fruto da vivência O ser vivente Que devia sempre ter sido. Edson Ricardo Paiva.
No pensador.ai desde