Frase de Sérgio Júnior
PAIS DE IMIGRANTES Lá vem de novo esta mão, esta tinta e esta pena. Me fazendo escrever poema, que ora anima ora a mim mesmo condena. Pois as letras que aqui escrevo, são oriundas de dores reais. O assunto que aqui incejo, conseguiu me tirar a paz. Pessoas reais são mesmo assim, ora racionais ora emocionais. São sempre revestido de dons especiais, mas sempre voltados aos pais. Eles que deram a força e seguravam firme a nossa mão. E depois que nós crescemos e pegamos o avião. Descobrimos outro povo, outra cultura, outra nação. E os mesmos que um dia disseram: não tenha medo do trovão. Tem medo de vir aqui, na casa do filho que foi campeão. Com a desculpa de dizer, que já é velho, é um ancião. A pergunta que se faz, quando se está em terra estranha. Vale a pena deixar tudo e viver essa façanha ? Fui a caça, conquistei, estruturei e fiz estudos. Mas o convite que enviei, foi ignorado e ficou mudo. Minha intenção era mostrar a minha casa e a vossa netinha. Dizer que embora eu tenha vencido, essa honra não é só minha. Continuo aqui no labor e minha memória de elefante. Não encontro outra referência, não que eu seja ignorante. Eles sempre serão meu porto seguro, ainda que estejam distantes. Preciso aprender a curar a saudade, pois sou um filho imigrante.
No pensador.ai desde