Frase de Fernanda De Paula
e não se escrevem cartas como antigamente aliás nem se escrevem mais cartas hoje em dia não se falam mais ao telefone como antigamente aliás nem se falam mais hoje em dia não se encontram mais como antigamente aliás nem nos encontramos mais hoje em dia não se fazem mais nada como antigamente aliás nem se fazem mais nada hoje em dia com certeza são outros tempos tempos modernos e virtuais tempos de não se tocarem mais de ninguém ter tempo pra mais nada a vida passando e nada nada de dizer "eu te amo" agora tudo é no sentido figurado ou desfigurado com ou sem sentido quando encontro um pedaço de papel eu escrevo o que vem à mente e transcorre pelo coração e paira sobre minha mão somente escrevo sentimentos ...no papel alumínio escrevo quando estive em declínio, sob forte domínio, sem muito raciocínio... ...no papel de carta escrevo poemas, poesias, versos e frases de carinho e afeto às pessoas amadas... ...no papel carbono escrevo quando estive no trono da minha petulância e imprudência, este trono não me pertence mais, então eu abandono... ...no papel quadriculado escrevo tudo o que estava preso à garganta, antes por um momento de arrogância, o que ficou entalado, e hoje está libertado... ...no papel crepom escrevo todo meu dom, de ser mãe, mulher, esposa, filha, irmã, amiga, etc sem nenhuma perfeição, uma hora acho o tom... ...no papel de seda escrevo nada, é tão delicado que desisti, só senti... ...no papel de pão escrevo tudo o que me vem à mente e principalmente ao coracao... ...no papel passado escrevo o que ainda não está adequado, apropriado, provado, consertado, ordenado, pacificado, estruturado ou acabado... ...no papel de trouxa escrevo o quanto fui feita de boba, e um aviso aos navegantes..."tudo o que vem volta"...lei do retorno, de causa e efeito... ...no papel reciclado escrevo o que não deve ser falado, somente abraçado, beijado, amado, acariciado, compartilhado... ...no papel higiênico escrevo minhas, mágoas, raivas, ódios, ofensas, nervoso, pus tudo pra fora...aí deu merda!!! rsrs ...no papel de presente escrevo tudo o que Deus me deu, a vida, a familia, as amizades, as oportunidades, as imperfeições, tudo o senti, falei, ouvi, vi, esqueci, medi, li, vivi, chorei, sorri...coisas básicas que todo ser humano sente... ...no papel jornal escrevo o quanto sou sensacional, anormal, fatal, liberal, auto-astral, radical, fenomenal, angelical... ...no papelão escrevo as besteiras, as baboseiras, as palhaçadas, os erros e ainda a frase: - Que papelão hein menina!!! ...no papel vegetal escrevo todas as receitas de tudo o que foi e é bom, e deu certo comigo e com o próximo, e a tal receita da felicidade, se é que ela existe... ...no papel de arroz escrevo o quanto sou feroz, atroz, veloz e algoz... ...no papel de parede só desenhei, criei de tudo, fiz muitos coracoes, retratando o amor imensurável e desmedido, só que a parede era finita e o meu amor sem fim... ...no pergaminho escrevo toda minha trajetória, meu caminho percorrido, atalhado, esburacado, pulado, corrido, devagarinho, feliz da vida e com todo o carinho... ...no papiro escrevo todos os meus suspiros, faltando o suspiro final, pois esse não tem como escrever, apenas partir e daí preparei uma placa dizendo: "descansarei em paz!!! nova meta para além da vida"... esses são um pouquinho dos papeis representados e vividos nesta Terra de meu Deus... então escreverei sempre com amor pela vida!!!
No pensador.ai desde