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Frase de Wislene F. Cardoso

⁠O Beijo Que Ficou Lembro daquele beijo quente, cheio de alma, cheio de gente, beijo que ardia na pele e aquecia o peito da gente. Beijo com sorriso nos lábios, beijo molhado, beijo de abrigo — onde o mundo parava e só restava o nós. Beijo sensual, que roubava o fôlego, meus dentes nos teus, um suspiro, um desejo. O coração correndo solto, os corpos, sem pressa de ir, e a gente só queria amar, amar, e repetir... Aquele beijo, que nunca vai se apagar, é o beijo do meu amor — o beijo que ficou só pra eternizar.

Wislene F. Cardoso

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Pensador.com

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⁠O Olhar da Criança A criança é essência que escapa à razão, é puro mistério em forma de expressão. Carrega um jeito só dela de ser, de olhar o mundo, de o compreender. Atribui sentidos ao que a rodeia, resignifica o que a vida semeia. É intensa, é pura, transparente, carrega a verdade, clara e presente. Aprende no tempo que o coração dita, com passos leves, de forma bonita. Cada gesto, uma forma de dizer: “Estou aqui, quero aprender!” O adulto, ao tentar decifrar seu viver, procura palavras pra descrever esse ser que um dia também foi, mas que agora vê de onde já se foi. Brinca, imita, tenta se encaixar nos jogos, nas falas, no imaginar. Mas por mais que tente, é aproximação, pois lhe falta o código da emoção. O olhar da criança sobre o adulto, então, reflete o que vê em sua ação. Se não lhe agrada o que lhe é mostrado, não é culpa — é apenas o reflexo formado. O respeito, o afeto, a forma de amar, é o que a criança vai memorizar. E o adulto, se quiser ser lembrança bonita, precisa ser ponte, precisa ser vida.

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⁠Quando a Noite Cai Quando a noite cai e o frio desce devagar, vem com ele a angústia — silenciosa, sutil, letal. Quando o frio me visita, sinto falta do teu calor, aquele que apagava toda dor, todo medo, toda solidão. Quando percebo tua ausência no eco da casa vazia, bebo tuas palavras guardadas, e nelas, me cura a poesia. Quando olho ao redor e não te encontro, as lembranças surgem — nítidas, quentes, com o gosto do nosso último beijo. E quando tudo silencia, até o tempo se recolhe… Fecho os olhos — e, inevitavelmente, é em ti que meu pensamento dorme.

⁠A Voz Que Me Iludiu Foram só palavras, sem corpo, sem abrigo,
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⁠A Voz Que Me Iludiu Foram só palavras, sem corpo, sem abrigo, mas nelas encontrei sentido, achei amor onde era vazio, vi promessa onde era ruído. Seria melhor que não tivessem vindo, que tivessem se calado antes de me tocarem tão fundo, antes de fazerem do engano um mundo. O que era fato, parecia mentira, o que era sombra, parecia luz. Demorou — mas aprendi a ler o silêncio por trás do que se traduz. Hoje sei: palavras são só palavras, mas quando tocam um coração, ganham voz, forma e direção. Nunca esquecerei... aquelas belas palavras que mudaram minha vida — e também meu viver.

⁠Almeirim, Terra Que Inspira Almeirim, teu nome ecoa forte, no sopro doce da mata e do rio,
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⁠Almeirim, Terra Que Inspira Almeirim, teu nome ecoa forte, no sopro doce da mata e do rio, és poesia que nasce no Norte, és raiz, és caminho, és desafio. Teus traços moram nas mãos do artesão, na dança que gira em roda de chão, no batuque que pulsa a tradição, no canto que embala o coração. Tens no povo teu maior tesouro, simples, valente, guardião do ouro que não brilha em metal — mas em alma, em histórias contadas com calma. Sou filha de tuas águas, de tuas ruas, onde aprendi que o mundo também é meu. Em teus braços, cresci, sonhei, e hoje declamo: Almeirim sou eu! Cidade-menina de colinas reais, te reverencio em verso e canção. Não trago ouro, nem trago festim, te trago, inteira, no meu coração.