Frase de Eugénio de Andrade
Até Amanhã Sei agora como nasceu a alegria, como nasce o vento entre barcos de papel, como nasce a água ou o amor quando a juventude não é uma lágrima. É primeiro só um rumor de espuma à roda do corpo que desperta, sílaba espessa, beijo acumulado, amanhecer de pássaros no sangue. É subitamente um grito, um grito apertado nos dentes, galope de cavalos num horizonte onde o mar é diurno e sem palavras. Falei de tudo quanto amei. De coisas que te dou para que tu as ames comigo: a juventude, o vento e as areias.
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: ANDRADE, E., Até Amanhã, 1956 | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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