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Frase de EdsonRicardoPaiva

Somos humanos Fazemos planos que não dão certo desejamos ter por perto Quem já não nos quer Desejamos coisas impossíveis E temos sentimentos mundanos Isso é perfeitamente normal Ainda não alcançamos a Divindade Aceitamos ver crianças Vivendo sem dignidade E gostamos de pessoas desprezíveis Não temos como saber Mas a cada vez que cometemos erros Que não sabíamos ser errado Aprendemos algo novo Cada vez que alguém nos nega um sorriso Evita nosso abraço ou se recusam a apertar a nossa mão Sem motivo justo Deus nos sorri, nos cumprimenta e nos abraça Se a coisa que você faz hoje e amanhã houver de ser retribuída Com ingratidão Não faz mal; faça Se amanhã lhe virarem as costas agradeça Agradeça a Deus Por poder viver distante delas Mas não precisa odiá-las Elas já odeiam você E querem, desejam muito Que você se torne um ser desprezível Igual a elas Pois elas sabem que ainda não podem te alcançar Tenha piedade daqueles Que compensam o fato de serem Pessoa vazias Ostentando coisas visíveis e brilhantes Os olhos delas Ainda não conseguem Enxergar o brilho do invisível O valor da paz a alegria de compartilhar E a companhia que nos faz a solidão Não peça a ninguém que interceda por você Interceda você por elas Esteja um passo adiante Não para vê-las tropeçar Mas para impedir que tropecem Pois agindo assim Mesmo que não seja este teu desejo Um dia estará tão distante Física e espiritualmente Que elas vão tropeçar cair e se machucar e se lembrarão de você Um dia o brilho efêmero das coisas que elas ostentavam há de se tornar muito fosco E elas desejarão ter você por perto Pra descobrir com você Como viver sem aquilo E como adquirir o brilho das coisas invisíveis Que elas não enxergavam Mas nesse dia Você não poderá ser encontrado

EdsonRicardoPaiva

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Pensador.com

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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva