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Frase de Eduardo de Paula Barreto

⁠LATIFÚNDIO . O primeiro dono da Terra Abriu mão de fazer escritura Apenas a distribuiu em glebas Para a subsistência das criaturas Que plantavam para comer E comiam para viver Cuidando dos pedaços de chão Chão que alimentava os animais E que com ricos mananciais Fazia germinar os grãos. . Como vassalos do suserano Deus Tinham que cuidar da terra recebida Permitindo a todos os irmãos seus O livre acesso às bênçãos Divinas Como trabalhar para alimentar o corpo E exercitar a fé no verdadeiro dono Das terras cheias de minérios nobres Deus dava tudo e não exigia nada Mas das Suas criaturas Ele esperava Que na terra não houvesse pobres. . Os que receberam as terras como dádiva Nelas fizeram semeaduras de prantos Pois com a cobiça produziram lágrimas Que caindo regaram os campos E como água salgada não nutre o solo Nas plantações de dor só vingou o ódio Que até hoje alimenta as guerras Pela posse da terra pessoas se consomem Mas a terra não pertence ao homem É o homem que pertence à terra.

Eduardo de Paula Barreto

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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