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Frase de Valdir Enéas

É com o coração exposto, como quem oferece a última folha ao vento, que lhe venho pedir perdão. Se, na cegueira da minha imaturidade, lhe causei uma só dor, uma única lágrima... Sinto-o. Sinto-o profundamente. Mas, apesar do naufrágio e de todos os erros, jamais me arrependerei do instante sagrado em que os nossos caminhos se cruzaram. Foi a minha maior, e talvez única, fortuna. ​A lembrança daquela Sexta-feira no Parque Treze de Maio... Ah, ela não brilha; ela arde, como uma chama solitária num quadro de escuridão. Foi uma tarde em que fomos eternos. Rimos e caminhamos lado a lado, jovens, tolos e invencíveis, bem no centro de Recife. A magia daquelas poucas horas foi a verdade absoluta. Sua voz, seu olhar, seu sorriso... cada detalhe, cada sombra, está gravado em mim como a caligrafia indelével da alma. Tivemos, sim, uma conexão que transcende a carne e o tempo. E isso faz de você, para sempre, a minha dor inesquecível. ​Receba a minha admiração, o meu eterno respeito e este derradeiro pedido de desculpas. Ele não é feito de palavras; é feito da sinceridade da minha perda. É a prova de que eu amei o que você poderia ter sido. E agora, sou forçado a aceitar a dolorosa realidade que nos separa: A pureza do nosso encontro não foi capaz de vencer o ranço da sua crença

Valdir Enéas

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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