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Frase de Ivo Terra Mattos

⁠Um sábado de sol. Trajeto na parte da manhã: -Passar da casa do Dr, Cleon engraxar os sapatos dele. e saborear um doce de banana feito pela esposa dele. Sempre tinha. -Grande Hotel. O professor Antônio deixava os sapatos do lado de fora para ser engraxados. Sempre pagava no próximo sábado. -Vez ou outras engraxava as botas o seo Otávio, no açougue do seo Júlio. -Um giro pela rodoviária olhando os ônibus imaginado um dia viajar num daqueles. ´-Uma passagem na farmácia do ikeda para me pesar e medir a altura. -Uma olhada na camioneta que vendia mexerica ponkan, sempre sobrava alguma doação. -Uma entrada sorrateira na sorveteria, na esquina, e esperar que o dono desse uma "colherada" tipo, assim: vaza. -Ficar ouvindo musicas na sapataria Paraiso, -Ver os painéis de filme do cine Rios. -Chegar no ponto e esperar os "clientes" com suas botinas incrustada de barro. -Na hora do almoço, esconder a caixa e a cadeira na prefeitura e descer para casa, Na parte da tarde ia direto até as 18 h. Haja botinas e botas. -Acho que eu era feliz assim. Gostava daquela felicidade, não conhecia outra

Ivo Terra Mattos

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Ivo Terra Mattos

Um conto de outras primaveras passadas. Como era.... As moças de famílias com mais recursos financeiros, tinham que namorar os rapazes que fossem da mesma estirpe, ou que tivessem um bom emprego, de preferência em algum banco,. se fosse no banco do Brasil, melhor ainda. O preten…
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Um conto de outras primaveras passadas. Como era.... As moças de famílias com mais recursos financeiros, tinham que namorar os rapazes que fossem da mesma estirpe, ou que tivessem um bom emprego, de preferência em algum banco,. se fosse no banco do Brasil, melhor ainda. O pretendente que não se enquadrasse nos requisitos exigidos pela família da moça, só podia namorar "escondido." A moça que namorava "escondido", para ir ao cinema, tinha que sempre estar acompanhada com alguma amiga, ou com os pais, mas nunca sozinha.. O mancebo atrevido e sem os requisitos necessários, ficava por ali , na espera, na ante sala do cinema. Quando começava o filme, ele, na penumbra, saia procurando a moça. Vez ou outra,depois de estar sentado e curtindo a namorada, acontecia algum problema com o filme e as luzes se acendiam, era hora de se levantar e sair, deixando a moça sozinha. Assim que resolviam o problema com a fita, apagavam se as luzes, voltava o rapaz novamente a se sentar ao lado da namorada. Quando terminava o filme, aliás, antes do fim, o namorado já tinha que ir saindo, deixando a namorada sozinha. Normalmente alguns pais ficavam esperando a filha na saída do cinema, ou então, ela ia para casa acompanhada de alguma amiga, mas nunca com o mancebo. Os encontros extras, ou seja, fora da sala do cinema, eram sempre furtivos e rápidos. Quando os pais da moça descobriam aquele namoro, vinha o desfecho sempre com o argumento de que eles não haviam criado uma filha para aquele tipo de rapaz. Fim do idílio. Ivo

Sou dessa terra distante . Sou viajante errante. Não tenho raizes; germino pelo vento e
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Sou dessa terra distante . Sou viajante errante. Não tenho raizes; germino pelo vento e cresço pelo sol. Do tudo que sei, aprendi e ensinei Sou de idas e de muitas voltas, quantas forem necessárias As marcas das lutas travadas, silencio no meu coração. Morro e renasço nas minhas saudades, tantas vezes for preciso. Tudo que me sobrou, levo dentro da alma. Ivo