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Frase de Marcela Albuquerque

Mais um ano, mais um dia, mais um sopro Anunciando mudanças. Sempre estamos assim: Mudando. Não me lembro de todas as mudanças, Só sei que elas ocorreram. Algumas foram procuradas, Outras provocadas, Mas a grande parte naturalmente trazida pelo vento. De repente, eu não era mais a criança que desenhava suas próprias bonecas, E não sei dizer onde ficaram aquelas bonecas nem a criança. De repente, eu não era mais a adolescente que escrevia suas próprias peças E interpretava os papéis que não lhe cabiam na vida real, E não sei precisar quando as cortinas se fecharam. De repente, mudanças. E passagem de pessoas e pessoas de passagem... Novos que chegavam, velhos que partiam, Velhos que chegavam, novos que partiam, E novos velhos... E novos novos. E estamos sempre assim: Mudando. E as bagagens se acumulam, Algumas precisam ser deixadas pelo caminho, Servirão a alguém. O importante é ter sempre consigo o essencial, Já que estamos de passagem. Mais um ano, mais um dia, mais um sopro A comemorar. E as mudanças seguem E hão de vir até a partida, Porque inevitáveis. Então sinto o vento neste rosto de agora E me permito a emoção que aflora. O hoje é para comemorar a estada.

Marcela Albuquerque

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Marcela Albuquerque

2007 e 2008 marcaram a minha vida. Naquele, morri um pouco; neste, nasci de mim mesma. Precisei morrer para me permitir nascer.
FAZ DE CONTA Quando a gente é criança, vive no mundo do faz de conta. Quando adulto, muita gente faz de conta
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FAZ DE CONTA Quando a gente é criança, vive no mundo do faz de conta. Quando adulto, muita gente faz de conta Que não enxergou o que viu, Que não escutou o que ouviu, Que é feliz, Que é importante para várias pessoas, Que é inesquecível. E se perde em tantas contas com tanto faz de conta. Mas esse faz de conta não tem magia alguma. Quando criança, ainda resta a esperança. Quando adulto, ou esquece o faz de conta Ou faz de conta que realmente viveu.

NAQUELE AGOSTO Naquele agosto, chorei tanto Que nem a mais baixa umidade deste lugar
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NAQUELE AGOSTO Naquele agosto, chorei tanto Que nem a mais baixa umidade deste lugar Seria capaz de irritar meus olhos. Naquele agosto, eu me senti secar Como o solo, o verde, as coisas deste lugar. Naquele agosto, senti uma dor tão intensa Que não sabia precisar o lugar. Naquele agosto, acabou a minha esperança De que nós voltássemos para o nosso lugar. Naquele agosto, senti o amargo do desgosto Com a poeira comum deste lugar. Naquele agosto, vi o que meus olhos não conseguem apagar: Você deitado para sempre naquele lugar. Naquele agosto, precisei loucamente de setembro Para tentar ver novamente alguma beleza nas coisas Com a chegada da Primavera.