Frase de Neiva Chemite
LETRAS MORTAS NO PORÃO Houve um tempo em que letras eram soterradas a sete palmos do chão. Junto a corpos dizimados pela ignorância de fuzil na mão. Letras sem fala, sem grafia. Esmagadas por coturnos em um país soturno. Nas ruas, o carnaval passava enquanto a vida sem plenitude agonizava. Mas ninguém notou. Ninguém viu. E uns ainda clamam, renunciando à própria palavra, por esse carnaval sombrio.
No pensador.ai desde