Frase de Mateus Sebastiao Kilola
Talvez hoje eu morra Talvez hoje eu morra — e o mundo siga, sem notar o silêncio da minha partida. O sol nascerá com a mesma coragem, e o tempo seguirá sem pressa ou miragem. Talvez hoje eu morra — e ninguém veja, a lágrima oculta, a alma que almeja um último abraço, uma palavra guardada, um perdão não dito, uma dor calada. Talvez hoje eu morra — e em minha ausência, fiquem perguntas, vazios, ausência. Fiquem poemas sem fim, versos sem dono, um copo pela metade, um sonho sem sono. Talvez hoje eu morra — e no fim de tudo, encontre em Deus o silêncio mais mudo, a resposta que em vida busquei, aflito, nos becos do peito, no chão do infinito. Talvez hoje eu morra — ou talvez não, mas já deixo escrito, do fundo do chão: se eu partir, que seja com paz no olhar, pois viver também é saber descansar. E se hoje eu morrer — só peço, enfim, não chorem por mim, nem pelo meu fim. Guardem apenas o que fui de verdade: um sopro, um suspiro, um eco de saudade. Patrono: Mateus Sebastião Kilola
No pensador.ai desde