Frase de Mario Quintana
Escrevo diante da janela aberta. Minha caneta é cor das venezianas: Verde!... E que leves, lindas filigranas Desenha o sol na página deserta! Não sei que paisagista doidivanas Mistura os tons... acerta... desacerta... Sempre em busca de nova descoberta, Vai colorindo as horas quotidianas... Jogos da luz dançando na folhagem! Do que eu ia escrever até me esqueço... Para quê pensar? Também sou da paisagem... Vago, solúvel no ar, fico sonhando... E me transmuto... iriso-me... estremeço... Nos leves dedos que me vão pintando!
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: Quintana de Bolso. Porto Alegre: L&PM Editores, 1997. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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