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Frase de Miriam Da Costa

Vivemos um tempo em que a privacidade deixou de ser um direito silencioso para tornar-se um território constantemente tensionado. A entrada definitiva na era digital, e-mails, redes sociais, smartphones, inaugurou uma nova forma de exposição: voluntária, muitas vezes; inevitável, quase sempre. Hoje, a vigilância já não se limita a câmeras fixas nas esquinas. Ela veste óculos, repousa em relógios de pulso, habita acessórios discretos e tecidos inteligentes. A tecnologia, que prometia praticidade e conexão, também carrega a possibilidade permanente de registro, captura e difusão da nossa imagem, às vezes sem consentimento, quase sempre sem controle real. Ninguém está integralmente protegido. Mesmo os mais prudentes deixam rastros. Dados circulam, imagens são armazenadas, algoritmos nos interpretam. Somos observados não apenas por olhos humanos, mas por sistemas que analisam comportamentos, preferências e rotinas. A exposição tornou-se condição quase estrutural da vida contemporânea. Até que ponto é possível conviver com essa presença constante de “olhos invisíveis”? Devemos responder com medo? Ou com cautela consciente? A linha entre prudência e paranoia é delicada. Blindar-se completamente significaria abdicar da vida social e das facilidades do mundo moderno. Ignorar os riscos, por outro lado, é uma ingenuidade perigosa. Alguns vislumbram no retorno a um estilo de vida mais simples, menos conectado, mais rural, menos dependente de dispositivos inteligentes, uma tentativa de reconquistar espaços de silêncio e resguardar a intimidade. No entanto, mesmo o afastamento físico não garante invisibilidade total em uma sociedade interligada por redes e sistemas globais. Talvez o desafio do nosso tempo não seja escapar completamente da vigilância, o que parece cada vez menos viável, mas aprender a conviver com ela de forma crítica, exigindo regulamentação ética, proteção jurídica efetiva e responsabilidade das empresas e do Estado. A tecnologia não é, em si, inimiga; o problema reside na ausência de limites claros e no uso indiscriminado de seus recursos. Viver neste século é, de certo modo, sobreviver às pressões e aos riscos que acompanham o progresso. O avanço tecnológico amplia horizontes, mas também estreita zonas de intimidade. Cabe à sociedade decidir se deseja apenas adaptar-se ou se pretende estabelecer fronteiras que preservem a dignidade humana. A privacidade talvez nunca mais seja absoluta. Mas ainda pode, e deve, ser defendida como um valor essencial do indivíduo. ✍©️@MiriamDaCosta

Miriam Da Costa

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Pensador.com

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O risco de ingerência golpista dos EUA, desde sempre, paira sobre Brasília, mas o debate público silencia. A isso somam-se as Forças Armadas, especialmente o Exército, historicamente o maior celeiro golpista do Brasil. Até quando vamos ignorar essa conivência traíra dos militares? ✍@MiriamDaCosta

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Vivemos uma era de vandalismo ético, cultural e político. Quando a dissonância cognitiva (a recusa em aceitar os fatos) se alia aomau-caratismo (a má-fé intencional), o resultado é avassalador. Destrói-se o debate público para alimentar um ciclo onde o caos beneficia poucos. ✍@MiriamDaCosta

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Ode à Minha Pátria Amada ❤🇧🇷 (O Escudo da Democracia) Oh, Pátria Amada! Ergo minha voz ao teu solo sagrado, não com o ufanismo cego do passado, mas com o amor urgente de quem te vê à beira do abismo, ameaçada pelas garras afiadas da ganância e do cinismo. No horizonte das iminentes eleições, batem descompassados milhões de corações. A democracia, nossa fortaleza e direito, sente o sopro frio do medo em seu peito. Ela, que foi conquistada com sangue, suor, lágrimas e clamor, não pode ser entregue ao arbítrio e ao terror. Tremo diante da sombra do entreguismo, desse pacto obscuro com o egoísmo, onde os antipatriotas, de falso manto vestidos, negociam teu futuro e teus filhos esquecidos. Sob o disfarce de um falso amor varonil, querem fatiar as riquezas do Brasil, entregar tuas terras, teu povo, tua história, ao vil metal que apaga a tua glória. Dizem amar a bandeira que ostentam na mão, mas vendem a alma e o destino da nação! Pois o verdadeiro patriota não aceita a opressão, não curva a cabeça à vil submissão. Ele defende as urnas, a voz do cidadão, e sabe que a liberdade é a única direção. Oh, Mãe Gentil, que as urnas que se aproximam sejam o escudo onde os tiranos desanimam! Que o voto seja a arma da nossa resistência, guiado pela coragem, pela paz e pela consciência. Não permitiremos que rasguem a nossa história, a democracia viverá para a tua eterna vitória! ✍️ @MiriamDaCosta

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Uma amiga me perguntou: "Miriam, você já tem o e-Título?" - Sim, desde que foi criado. "Que bom! Vai votar em quem?" Sabendo que ela é bolsonarista e querendo evitar polêmica, saí pela tangente: - O voto é secreto, né? Ela insistiu: " Eu vou votar no Flávio Bolsonaro." Não aguentei e disparei: - Mas ele é envolvido e conivente com a milícia! A resposta dela veio na hora: "Tudo o que dizem sobre ele é mentira. O importante é tirar o Lula do poder." *Detalhe👉 a criatura tem ensino superior completo. Preferi encerrar o assunto ali mesmo assim 👇 - Como já dizia a minha falecida avó, política, religião e futebol não se discutem. Foi ótimo te encontrar, mas preciso ir para casa terminar a releitura de "O Alienista", do Machado De Assis. Até a próxima! Quando o diploma não imuniza contra o "fanatismo"... eu recorro ao Machado. ✍@MiriamDaCosta