Frase de Cláudio Martins
Vai, meu poema! Leva para ela todo meu dilema! Diga-lhe em sua face serena: Que a vida sem ela é uma dura pena; Que aceite meu amor em forma de poema. Vai, meu poema! Leva para ela minha paixão; Fala-lhe de minha solidão, Com a mais intensa emoção. Diga-lhe que ainda tens meu coração. Vai, meu poema! Lembra ela de nosso amor. No mais sublime esplendor; Que exaltávamos com fervor. Sem medos. Sem pudor. Vai, meu poema! Conta-lhe minha triste sina. Que até a alma desatina; Em sintonia fina, Sem versos, sem rima. Vai, meu poema! Encontre para mim minha amada; Nesse caminho. Nessa estrada. Onde a vida quase findada, Nesta alma quase desalmada. Vai, meu poema! Exonera de mim essa saudade; Que meu peito fere em profundidade, Na mais perversa insanidade; Tirando-me a liberdade. Vai, meu poema! Leva-me aos braços dela! Pois, não vivo sem ela; Minha bela donzela, É para ti, esta rima singela.
No pensador.ai desde