Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AS OLIVEIRAS * Velhas ou novas, troncos rijos Raízes pregadas à terra lusa As oliveiras cantam o ungir das dores Terra de aromas, encantado sentir Pedras na mão de palavras de uma vida Verdes, pretos frutos Verdes óleos, verdes folhas Feridas, machucadas, esquecidas Por séculos que tanto alimentou Celtas, Iberos, lusitanos, Celtiberos, Helenos Godos, Romanos, Visigodos, Alanos e Árabes Desde o Faraó Ramsés II a Moisés Com o seu coração torcido agarrado ao chão Há um azeitar de olhares pelo olival Das graciosas azeitonas de cores Oliveiras fincadas na serenidade do silêncio Onde a máquina e o homem as acordam Depois é o milagre da natureza, azeite virgem Nas vasilhas, talhas, potes outrora de barro Ou nas talhas de azeite feitas em folha-de-flandres Que permanecem até à nossa atualidade Benditas sejam as oliveiras que nos dão o azeite Néctar dos deuses da nossa gastronomia.
No pensador.ai desde