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Frase de Ismara Alice

Espero que entenda que o meu silêncio não quer dizer um “não”. Que quando abrevio todas as palavras não significa que eu não queira conversar e que quando te bloqueio por alguns segundos não é porque te odeie, muito pelo contrário, eu te amo demais e seria bobagem te magoar com palavras grotescas na hora da raiva. De vez em quando, fico calada ou monossilábica propositalmente só para não falar asneiras e pôr tudo a perder. Entenda que quando você me olhar cheio de amor e eu baixar os olhos é porque preciso apenas do teu abraço confortante ou de um selinho no canto da boca. Entenda que nem sempre serei 100% amor, que eu nunca consegui ser romântica, mas por você talvez eu consiga. Entenda que quando eu falar que não sou perfeita, é um pedido para que aceite os meus defeitos. Que quando eu escrever em “códigos” é para te fazer entender letra por letra de um amor que só a gente entende. Entenda que quando eu escrever o que você não entende é porque quero que você não entenda mesmo. Entenda que quando digo que sua beleza é bela em todos os aspectos, estou tentando dizer que você me enche de orgulho por ser quem é. Entenda que eu amo a sua voz rouca e suas poucas palavras. Que eu adoro o seu jeito engraçado de surpreender e sua mania insuperável de me deixar sem graça. Por favor, entenda que eu amo você e seria tolice ter outro em seu lugar. Sobretudo, entenda me entender. Confesso que não é tarefa fácil e que às vezes nem eu me entendo.

Ismara Alice

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Ismara Alice

Se era realidade ou não, não sabia nem sentia. Hoje mesmo ele apareceu no meu sonho. Acordei com um sorriso sem tamanho. Lembrei vagamente das palavras juradas ao pé do ouvido. Sonho. Tudo sonho... Durante o dia inteiro fiz o que tinha que fazer. De quando em quando, ele me apare…
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Se era realidade ou não, não sabia nem sentia. Hoje mesmo ele apareceu no meu sonho. Acordei com um sorriso sem tamanho. Lembrei vagamente das palavras juradas ao pé do ouvido. Sonho. Tudo sonho... Durante o dia inteiro fiz o que tinha que fazer. De quando em quando, ele me aparecia inesperadamente na memória. Coisa boba. Onde já se viu pensar tanto assim em alguém que vi poucas vezes na vida? Antes dele, eu era uma pessoa sensata. Ele simplesmente surgiu do nada e me roubou o sossego. Do mesmo modo repentino que me apareceu, sumiu. Antes dele, eu ponderava o amor. Dominava a ansiedade. Mantinha equilíbrio. Fazia tudo certo. Com Cautela e com calmaria cuidava para que nada fugisse do controle. De repente, um homem que só fez me olhar por três noites, sem nenhuma compaixão bagunça o meu sentimento assim, pouco e simples. Dou para ele minha paixão repentina. Tudo o que ganho em troca é ele me olhar a noite inteira. Só me olha. Sem insinuar nada. Sem pedir, nem dar. Sem ao menos saber meu nome, fica no mesmo bar a noite toda olhando quilômetros de mim. Que homem é esse cheio de tanto mistério e tatuagem? Quando o vejo perco o foco. Nada é compreensível. Tudo fica apertado demais. A vista embaça, as cores vão ficando desfiguradas, sem forma, sem efeito. Uma ingênua excitação toma conta de mim. Meu coração bate em desordem. Minha concentração fica justa. Pernas bambas. Saliva pesada que quase não se consegue engolir. Coisas fora do comum. Sentimentos contrito. O amargo é doce demais. O azedo é puro sal. Uma confusão que treme. Uma paciência que se perde.A presença dele me causa toda essa graça estranha. Ele me faz perder o controle de mim mesma. Ele me faz ser louca... E do mesmo tanto que me faz ser louca, me faz ser burra. Pois nem lúcida consigo mais ordenar minha loucura.

Era uma vez um amor. Era uma vez outro amor. Dois amores em um só. Só dois amores. Um é certeza, o outro contradição. Um nunca tem culpa pelas brigas, o outro sempre tem. Um é o oposto do outro, o outro é diferente de qualquer um. Um xinga quando está com raiva, já o outro faz…
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Era uma vez um amor. Era uma vez outro amor. Dois amores em um só. Só dois amores. Um é certeza, o outro contradição. Um nunca tem culpa pelas brigas, o outro sempre tem. Um é o oposto do outro, o outro é diferente de qualquer um. Um xinga quando está com raiva, já o outro faz biquinho. Um fala, o outro escuta. Um machuca, o outro chora. Um explica, o outro não entende. Um canta, o outro encanta. Um é realista, o outro sonhador. Um diz que é pra sempre, o outro fala que é eterno. Um é teimoso, o outro manhoso. Um ama blues, o outro jazz. Um adora a cor roxa, o outro também. Um pira quando escuta "realize", o outro quando escuta " brighter than sunshine". Um adora chimarrão, o outro odeia. Um é marrento, o outro mais ainda. Um tem tatuagem, o outro também tem. Um arrisca pés e mãos, o outro nem tanto. Um é fofo, já o outro... O outro tenta ser. Um diz:" Eu te amo", o outro responde:" Eu também". Um completa o outro, o outro completa um. Um se declara, o outro não percebe. Um diz que precisa, o outro diz que satisfaz. Um discute, o outro briga. Um liga, o outro recusa. Um insiste, o outro atende. Um chora, o outro consola. Um chora, o outro também chora. Um diz:" Eu TE quero pra sempre ao meu lado", o outro responde:" Eu ME quero pra sempre do seu lado". Um pede pra voltar, o outro pensa. Um desiste, o outro se arrepende. Um desabafa as mágoas no violão, o outro nas palavras...

Aquela tarde era completamente "inédita" para mim, foi a tarde mais esperada de todas as tardes dos dias de todos os anos. Eu trêmula. Eu ansiosa. Eu chorando. Eu feia. Eu gargalhando. Eu desanimada. Eu esperançosa. Eu contundida. Eu empolgada. Eu arisca. E a avidez dominando me…
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Aquela tarde era completamente "inédita" para mim, foi a tarde mais esperada de todas as tardes dos dias de todos os anos. Eu trêmula. Eu ansiosa. Eu chorando. Eu feia. Eu gargalhando. Eu desanimada. Eu esperançosa. Eu contundida. Eu empolgada. Eu arisca. E a avidez dominando meu Eu. A conversa se aproximava. Eu te esperava, sentada, deitada, levantava e andava. Rua, carro, outro carro, mais rua, rua, rua, ninguém, deserto... VOCÊ! Você no início e eu no fim, no fim da rua. A cada passo que dava em minha direção eu te contemplava imóvel, te olhava frigidamente, te queria decididamante, te renagava de uma forma sutil e enfim te abracei de um jeito como quem procura afago nos braços da mãe. Talvez a conversa pudesse esperar. Talvez nem precisassemos conversar. Um milhão de palavras queriam saltar da minha boca. Silenciei. A única frase que me escapou foi: " não é hora". Não era hora de quê, afinal? Não era hora do diálogo tão esperado acontecer? Não era hora de acabar? Não era hora do amor prevalecer? Não era hora de reiniciar? ... Nada. Não era hora de nada. Aliás, a única coisa que a hora conseguira ser naquele momento, foi certeza. Certeza de que nenhuma palavra pensada antes precisava ser dita. Ou pelo menos, não àquela hora. Quando você ia falar algo, eu, calmamente te beijava e intuitivamente te calava. Era pra ser assim? Você queria assim? Eu queria falar que ... ah, esquece... Não há mais nada a falar sobre ... Você me deixa sem palavras!

Coisas que somam. Pensamentos que diminuem. Dias que se explicam. Outros que não se entendem. Atos singulares. Momentos cheios de plural.
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Coisas que somam. Pensamentos que diminuem. Dias que se explicam. Outros que não se entendem. Atos singulares. Momentos cheios de plural. Um abraço medroso em braços cheios de afago. Um beijo calmo em bocas que só falam de dúvidas. Insistência necessária em um diálogo invariável. Um Carinho útil para uma carência involuntária. Céu cheio de estrelas. Uma estrela cadente no céu. Pedido feito na hora exata. Desejo realizado no momento certo. Em um sorriso misteriosamente satisfeito, cai uma lágrima teimosa. Emocionalmente abraçados. Sutilmente emocionados. Palavras falantes. Silêncio calado. Um selinho carinhoso. Um carinho selado.