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Frase de Neide Souza

A menina e o Cavalo De onde vem tanta ternura? Tanta intimidade.. tanta cumplicidade? Do ventre ou de sempre? Do olhar ou do falar? Do saber ou do sentir? Da força ou da inocência? Há tantas coisas inexplicáveis. E há outras tão simples Que basta um olhar para decifrar. Da força brota sensibilidade.., Da simplicidade brota bondade. Quem não consegue entender um olhar Jamais conseguirá entender um gesto. Quem não pratica a bondade Jamais entenderá o que é amar. Quem prefere ser amargo jamais se sentirá amado. Quem não sabe silenciar Não sabe o que é a paz verdadeira. Quem não se abre ao novo Nao sabe o que é viver livre. Quem não se aceita Não sabe amar o outro como Ele é. Quem tenta ver o fim do horizonte Limita-se a si mesmo. Quem busca a perfeição Jamais sentirá o gosto de se dar uma nova chance. Quem se cobra tanto Não consegue entender que o outro também tem o direito de falhar. Quem tenta entender a razão de tudo Não vê os acontecimentos mais simples ao seu redor. E essa é a grandeza da vida. Essa é a essência.do sentir. O aroma que exala no coração Daqueles que conseguem ver em uma imagem A harmonia entre dois seres Com extremidades completamente diferentes. A menina com sua doce inocência Absorve do Cavalo com toda a tua força O mais doce gesto de ternura. A mais linda forma de amar E de se entregar Sem medos Sem muros sem receios Sem querer um do outro além do que se pode doar.

Neide Souza

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Onde estão os gestos de delicadeza? Onde estão as mãos que cuidam? Onde estão os olhares que observam? Onde estão os ombros que consolam? Onde estão os abraços de solidariedade? Onde estão os corações que se compadecem? Onde estão as palavras que aconselham? Onde estão os braços que apoiam? Onde estão os ouvidos que escutam? Onde estão os passos que guiam? Onde está o toque que acalenta? Onde está o sorriso que alimenta? Onde está o calor que une? Onde está O Ser Humano?

SENTENÇA Minha sentença é viver sem o teu amor.. Sofrer essa dor,
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SENTENÇA Minha sentença é viver sem o teu amor.. Sofrer essa dor, Que é como um punhal que penetra minha alma, Sem piedade e compaixão, Sem culpa, me fere o coração... O Homem é para a sentença, A sentença é para o Homem, O tempo todo somos vigiados, Chegamos à ser julgados e até condenados. Qual a culpa? Qual o pecado? Amar.... Minha sentença é a saudade, O amargo de todo e qualquer sentimento... Que dia a pós dia nos tortura, Com sua rispidez e frieza, Que é dura como uma rocha, Insensível como, O olhar de quem um dia dizia me amar... Minha sentença é viver só.... No meio de uma multidão que corre Para alcançar seus objetivos de pedra, De queda.... Minha sentença é a indiferença... Daqueles que me rodeiam, Que me bajularam e, ou ainda bajulam Quando é do seu interesse... Quando os convêm.. Quando é para o seu bem. Minha sentença é viver longe Do abraço, dos braços. Do laço ... Minha sentença é chorar, Deixar rolar a lágrima da sua ausência, Transparecer por eles, a minha condição, Que é viver esperando... Por aquilo que talvez nunca virá.. Nunca chegará... Mas com a certeza de que, Jamais passará... Nunca acabará. Seria essa a pior de todas as Sentenças?

Despedida Triste é a despedida... De dois corações partidos...
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Despedida Triste é a despedida... De dois corações partidos... Triste é a despedida... Se enganam os que pensam que na despedida parte também o amor... Que tudo morre... Que nada resta... Enganam-se os corações partidos! Para o amor não existe despedida... Para o amor não existe partida... Os corpos se foram... Mas ficou o sonho... Sonho vivo de ser feliz... De renascer em outros braços a felicidade... Que em vida... Não foi vivida... Adormecerei agarrado a saudade.. Querendo apenas sentir a tua magia e encanto... Hoje, a dor me consome o peito... Sufoca meus desejos... Faz meus olhos chorar... Busco recordações dos momentos em que você foi todo meu encanto. E amanhã... Somente o desencanto... De um amor... Intenso... Imenso... infinito... Tatuado no peito... Onde a dor da saudade e me faz lembrar... Nossa despedida...

CAIPIRONA Vestido de chita As perna arrebita
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CAIPIRONA Vestido de chita As perna arrebita De pé no chão Não tem jeito não Essa moça é prendada De saia rodada E calo na mão. Corre livre Como cavalo selvagem Sem cercas Sem cela E sem solidão. A alegria é seu trunfo O sorriso seu troféu Carrega nos lábios o doce do mel. Seu jeito tão rústico De casca grossa E olhar atento Tranças compridas Tem um encanto Debaixo daquele chapéu Mas se provoca a moça Ela vira fel. Caipirona levada De coração quente Sem frescura na mente Que enfrenta o roçado Sem medo do perigo Sabendo que a terra é seu abrigo. Que deita na grama Se lambuza na lama Toma banho na chuva E não usa armadura Há quem a inveje Há quem a tente domar E sua simplicidade querem mudar Mas não adianta A moça é tinhosa, e gosta de desafiá Mas seu coração já tem dono E somente esse amor a faz acalmar. Eita caipirona Eita moça formosa Que gosta de rosa De moda de viola E vive a bailar. Sem preconceitos Sem mesmice Sem quem a faça ser infeliz. E carrega na veia Esse mundão de Deus E é feliz do jeito que Deus quis.