Frase de Letícia da Silva
Eu olho para os lados em uma rua de mão-única Deixo as palavras e um copo vazio Corro ao vento tentando não parecer atônica E nem percebo o leve arrepio de frio. Infiltrando-me no escuro de um beco Fugindo do quê talvez nunca a de saber Sentindo o efeito do porre de vinho seco Pus-me a pensar nas consequências de viver. Daqui um tempo a minha mente já não vaga Já não fiz planos nem vontade de fazer Não estou mais totalmente embriagada E os tais tormentos começam a aparecer. Queria ver ao menos de perto a lua Pedir conselhos e tentar me convencer Não ouço vozes dos estranhos na rua Estou sozinha e já percebo amanhecer. Volto a largos passos para o meu apartamento No automático sinto medo percorrer Sei que há tempos se repete o mesmo momento Mas é de longe o que entendo por viver.
No pensador.ai desde