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Frase de Rev. Miquéias de Castro

É CEDO OU TARDE DEMAIS? "Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." Eclesiastes 3.1 Acordou naquela manhã e olhou no relógio. Os ponteiros começavam a marcar as primeiras horas do dia. Ainda com aquela preguiça matinal, puxou o cobertor sobre si e ficou ali encolhido sem saber o que haveria de fazer. Mas ainda era cedo demais, não sabia muito bem o que fazer e nem como fazer alguma coisa. De repente o Grande Relógio da copa, daqueles antigos de pêndulo, badala num alarido forte que lhe causa calafrios. Era alto o ressoar do seu gongo anunciando 06h da manhã. Ainda deitado, com um pouco de medo e muita ansiedade esperou ser chamado. Com os olhos abertos o tempo parecia ter parado, ou quem sabe estivesse extremamente lento e entre um badalar e outro, do Grande Relógio, se ouviu soar oito vezes o gongo marcando 08h da manhã. Ainda era cedo demais. Mesmo sendo cedo, se levantou, foi até a cozinha à procura de algo para comer. Esticou a mão e sem conseguir alcançar levantou o pé para pegar um pacote de bolacha que estava pelo meio de cima da mesa. Frouxou a ponta do pacote que estava torcida, pegou uma bolacha e comeu ali mesmo em pé, pegou mais duas, torceu a ponta do pacote novamente e foi até a sala para comer e ver televisão, pois ainda era muito cedo. Ainda sonolento, o pouco de atenção que ainda restava foi arrebatada pela programação daquele canal, mais logo adormeceu mergulhado nas muitas almofadas do sofá. De repente é acordado com forte barulho do Grande Relógio e ao contar os badalos somavam 14h. Não mais tinha medo daqueles gongos, naquele momento ele nem parecia tão alto mais, não lhe causava mais calafrios. O sol já entrava pelas janelas de vidro e penetrava o fino tecido das cortinas e seus raios terminavam bem em cima dele. Com muito calor se levanta e para aliviar aquela sensação térmica vai até o armário, passando pelo Grande Relógio, que já nem era tão Grande mais, e sem se importar com ele pega um copo enche de água, vai até a geladeira tipo duplex e abre o frízer para lançar mão de alguns cubos de gelo. Apesar do Grande Relógio marcar 14h, não tinha nada importante para fazer, preferiu se preocupar mais tarde, quem sabe à noite. O dia estava apenas começando para ele. Pegou sua bicicleta foi até a “prainha”, uma curva do riacho que mantinha uma margem de areia, à 3km de sua casa e ali gastou todo o resto da tarde. Mesmo longe e sem ouvir os gongos do Grande Relógio, as horas continuavam a passar, mas não estava lenta como antes, o dia foi acabando rapidamente. Saiu do riacho pegou a bicicleta e correndo voltou para casa. Ofegante toma um banho e sai para uma festa de um amigo e não percebe que o Grande Relógio não parou e que já não era mais cedo, estava ficando tarde. Fim de festa, começou a ficar cansado como até então não tinha sentido. Suas pernas começaram a perder a firmeza, seus olhos se tornaram sensíveis à luz e a fala tornou baixinha. Saiu da festa, pegou o carro e completamente sem forças e exausto voltou para a casa. Antes de abrir a porta ouviu soar forte e aterrorizantemente, como nunca ouvira antes o Grande Relógio soar 00h. Entrou portas a dentro se apoiando na parede pois o dia lhe pesava nas costas como o peso de 100 anos. Caiu de joelhos frente aquele Grande Relógio e viu que o tempo passou e era tarde demais para fazer o que era importante, ainda que soubesse o que tinha que fazer e com fazê-lo. Agora não dava mais tempo o tempo passou, a vida acabou e descobriu no fim da vida que nunca foi cedo e sim tarde demais.

Rev. Miquéias de Castro

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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PEQUENAS, MAS MORTAIS Aquela caminhada na trilha lhes renderam vários arranhões no corpo, cortes profundos nos pés e respiração ofegante. Ele gostava muito de se aventurar em meio a natureza. Calça camuflada, coturno até a canela, uma casaco mais grosso sobre a camiseta, um caj…
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PEQUENAS, MAS MORTAIS Aquela caminhada na trilha lhes renderam vários arranhões no corpo, cortes profundos nos pés e respiração ofegante. Ele gostava muito de se aventurar em meio a natureza. Calça camuflada, coturno até a canela, uma casaco mais grosso sobre a camiseta, um cajado nas mãos, chapéu na cabeça e muita disposição de antar longos trechos, que as vezes chegavam a dezenas de quilômetros. Todas as suas férias separava uma semana para curtir de uma forma mais “hard” a natureza com dois de seus amigos. Esperou tanto pelo mês de setembro, mês de suas férias, e quando chegou juntou todas as suas tralhas, passou a mão no cantil e foi para o ponto de partida, anteriormente combinado, pois, como de costume, iriam sair os três juntos. Quando ele desceu do metrô se arranjaram ali mesmo no chão da estação e começaram a discutir pequenas coordenadas, traçaram planos e em pouco tempo estavam prontos a subir montanha acima. Parecia que tinham planejado tudo, parecia que nada estava faltando. Nenhum sentimento negativo tomou conta deles ou até mesmo pois tinham bússola, barracas, facas, radiocomunicador, sinalizadores. Tudo isso sem falar na vasta experiência caça e pesca que ambos dominavam muito bem. Estavam preparados para tudo. Já haviam enfrentado juntos todo clima (de frio intenso e calor escaldante), tempestade (de água, de vento e de areia). Nenhuma fera os assustavam facilmente. Nada parecia intimidá-los. Depois de três dias no meio da mata densa e úmida, estavam orgulhosos pois achavam que mais uma mata virgem e desconhecida estava para ser vencida. Sem perceber um deles esbarra numa casa de abelhas que estava em seu caminho. De repente um sonido forte das asas das abelhas prontas a ferroar os alarmou. Começaram uma correria alucinante, pois se tratava de “abelhas africanas”. Para correrem mais começaram a soltar todo o peso que estava carregando. O pavor era tamanho que não sentiam grandes espinhos rasgarem suas roupas e suas carnes, tropeções e tombos fazia-os rolar no chão. Sabiam que as abelhas africanas podiam perseguir suas presas até 900 metros distante da colméia. Não podiam mais voltar, pois na correria perderam a bússola, suas barracas ficaram em algum lugar em meio a mata. Nada havia sobrado a não ser escoriações e feridas. Sorte deles foi o fato de estarem no último quilômetro daquela floresta. Estavam prontos a enfrentar feras e tempestades, mas não estavam prontos a enfrentar os pequenos insetos. Nem sempre o que nos derruba são as coisas grandes, os problemas imensos, mas sim as pequenas coisas, as que subestimamos, as que não vemos.

EU NUNCA SERIA UMA MÃE Ser mãe é ser boba, é ser fraca, chorona... é ser chata. É ser tão boba que nunca pensa nela mesma se preocupando com a família. Seus filhos e marido são sempre favorecidos com o melhor, enquanto se satisfaz com o pouco. Passa a noite em claro apavorada e…
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EU NUNCA SERIA UMA MÃE Ser mãe é ser boba, é ser fraca, chorona... é ser chata. É ser tão boba que nunca pensa nela mesma se preocupando com a família. Seus filhos e marido são sempre favorecidos com o melhor, enquanto se satisfaz com o pouco. Passa a noite em claro apavorada enquanto os filhos se divertem nas festinhas de amigos. Está sempre pronta a abrir mão do conforto e descanso para ver todos bem. Muitas vezes todo seu trabalho e esforço não é reconhecido, mas mesmo assim o faz. Ama tanto sem ser correspondida à altura, doa-se tanto sem ser retribuída na mesma proporção... É ser tão fraca que mesmo brava e irritada se desmancha depois de um beijo, esquece todo o passado assim que o presente a faça feliz, ainda que por segundos. Sua fraqueza é tamanha que não é capaz de desejar o mal muito menos faze-lo quando um filho a maltrata... É tão chorona que é capaz de chorar simplesmente por uma vitória do filho, se derrama toda quando recebe um beijo ainda que seja beijo interesseiro. Chora quando é maltratada, quando é esquecida, quando é ignorada, mas também chora quando é lembrada, bem querida considerada. Aprendem a arte do choro quando ouvem pela primeira vez: Parabéns, você é mamãe e esse choro vai até os seus últimos dias de vida por qualquer motivo, sejam eles de alegria ou de tristeza, mas nenhum deles por ressentimento. É tão chata que não permite os filhos andarem sujos, desarrumados. Gosta de levar para a escola e em plena chatice dá um beijo da frente dos amigos. Nunca deixa sair sem blusa no frio, sem proteção na chuva e sem chapéu no calor. É chata esperando na hora do dever de casa esperando notas boas, é chata se intrometendo no namoro e permanece ainda chata se preocupando com os filhos mesmo depois de velhos. Eu nunca poderia ser uma mãe, pois jamais seria capaz de transformar a bobice, a fraqueza, o choro e a chatice em qualidades. Qualidades essas tão essenciais que jamais viveria sem elas. Deus me deu a facilidade de ser pai comparado a tamanha dificuldade, trabalho e sacrifício de ser mãe.