Frase de Diane Leite
A MENINA QUE AMAVA DEMAIS (E VOLTOU A ARDER) Ela nunca precisou de muito para sentir tudo. Uma música já bastava para transbordar. Um olhar já a atravessava inteira. Um toque e o coração dela escrevia romances inteiros que o outro nem imaginava ter começado. Até os 20 anos, ela era puro vulcão. Ria com o corpo todo. Amava como quem respira. Chorava só por ver beleza demais onde ninguém via. E por amar tanto… viveu sendo chamada de exagerada. Intensa demais. Sensível demais. Tola, até. Então ela congelou. Não por escolha, mas por defesa. A partir dos 22, a erupção virou pedra. O riso virou silêncio. O amor, contenção. As pessoas passaram a chamá-la de fria, distante, calculada. Mas ela não era fria. Era só uma alma ardente que o mundo não soube acolher. E então, por anos, viveu escondida sob a própria pele. Hoje, ela voltou. Não com a mesma fúria dos 20. Mas com a sabedoria de quem sabe: Ser intensa não é ser demais. É ser inteira. Ela não tenta mais caber. Ela se honra. Ela dorme cedo, acorda com a aurora, faz do silêncio um templo. Não grita mais para ser ouvida — ela sussurra, e o universo escuta. Porque entendeu que ser intensidade não é erro. É só amor demais num mundo ainda aprendendo a amar.
No pensador.ai desde