Frase de Miriam Da Costa
Eu tenho uma espécie de simbiose com a profundidade. E tenho um certo quê de radical e de extremos. Almejo elevar-me e amo as alturas, seja em pensamentos, sentimentos ou atitudes. Mas nem por isso deixo de amar e respeitar as minhas quedas e os meus abissais, pois, afinal, eles foram e são parte da estrutura na construção de quem sou. A minha escritura, ora intensa e visceral, ora mais leve e racional, convive em si com o meu paraíso e o meu inferno. Meu lirismo poético me fornece um olfato capaz de inalar essências que muitas vezes passam despercebidas. Assim como, em outras vezes, vai desfolhando o meu âmago até a fratura exposta do meu ser. Não sei viver sem escrever, assim como não sobreviveria sem poesia. A escritura me salva e a poesia me descreve nos meandros extremos do meu ser. Dito isso, assumo o compromisso de respeito e lealdade com as palavras. Palavras são seres sagrados no altar do meu viver. Então não venham me dizer o que posso ou devo escrever. Apreciar ou não é algo subjetivo. Concordar ou não é indicativo. Respeitar é imperativo. ✍©️@MiriamDaCosta
No pensador.ai desde