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Frase de Erica Gaião

Em silêncio levantou e abriu a janela. Contemplou, com olhos de amor à primeira vista, aquela manhã surpreendente. O sol que brilhava intensamente lá fora tocava suavemente a sua face; sentia um calor na alma, semelhante ao calor do sangue que corria em suas veias… Era a vida se descortinando, se revelando na sua própria delicadeza. Era a vida se fazendo na mais pura beleza. Do lado de fora, sob àquela paisagem que pouco a pouco se manifestava, identificava com riqueza de detalhes, cada um de seus pedaços; percebia no frescor daquela manhã, cada um de seus desejos… Na paisagem emoldurada, a natureza viva lhe falava sobre as suas verdades ocultas. E cada uma delas, no seu tempo, sob a luz do sol, ia tomando forma e se transformando em cenas do seu cotidiano. Na sutileza daquele mágico momento, ouvia a voz da sua memória. Era um sopro de eternidade trazido pela agradável brisa que vinha do lado de fora. Na memória, traços de alegria revelavam lembranças daquele tempo em que nada era capaz de lhe roubar a esperança. Ainda em silêncio, permaneceu ali, pensando em tudo que havia experimentado: nos amores e seus sabores; nos dissabores, também. Nos julgamentos, nos encontros, nos desencontros… Sob o véu da reflexão surgiam por dentro, sentimentos dos mais variados. Uma mistura híbrida de sentimentos que contrastavam com a beleza daquela paisagem. Era em parte solidão, mas na solidão havia um pedaço de presença; no medo, a coragem; no começo, o fim. De repente, um inesperado vento soprou-lhe a face, levando com ele os maus sentimentos, trazendo de volta a esperança que havia se perdido dentro do baú das recordações. A partir daquele dia, cada vez que abria silenciosamente a janela, ouvia um cântico, entoado pelo som da sua própria voz, dizendo que o sol que descortinava a escuridão do quarto era o mesmo que iluminava por dentro.

Erica Gaião

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Erica Gaião

Muito do mesmo cansa, não é? Andei cansada também, desejando surpresas boas, daquelas de tirar os pés do chão e levar a cabeça até as nuvens. Desejei a ousadia e o espaço. Desejei o mundo inteiro dentro de mim. Mas uma certeza mansa me diz que algumas das melhores surpresas só vê…
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Muito do mesmo cansa, não é? Andei cansada também, desejando surpresas boas, daquelas de tirar os pés do chão e levar a cabeça até as nuvens. Desejei a ousadia e o espaço. Desejei o mundo inteiro dentro de mim. Mas uma certeza mansa me diz que algumas das melhores surpresas só vêm ao nosso encontro no tempo certo. Enquanto isso não acontece, nos divertimos com a rotina. E escrevemos para desafogar a alma e libertar os desejos

Os meus avessos são os mais reveladores e o não estar é o que me faz mais presente em mim mesma. Porque quando não estou, estou sendo… Sendo o que? Isso não importa. O importante é se misturar nas coisas e sair delas viva. Às vezes é preciso se perder de si mesmo para, enfim, se…
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Os meus avessos são os mais reveladores e o não estar é o que me faz mais presente em mim mesma. Porque quando não estou, estou sendo… Sendo o que? Isso não importa. O importante é se misturar nas coisas e sair delas viva. Às vezes é preciso se perder de si mesmo para, enfim, se encontrar…

Às vezes os pensamentos voam até o lugar onde não devem estar, mas eu volto. Sempre volto. Porque a fé em algo melhor me faz voltar. E isso é voltar pra casa. É sentir-se em casa, não é mesmo? Porque lá moram essas "falsas alegrias". E eu “quero esvaziar a mente e fazer ir embora…
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Às vezes os pensamentos voam até o lugar onde não devem estar, mas eu volto. Sempre volto. Porque a fé em algo melhor me faz voltar. E isso é voltar pra casa. É sentir-se em casa, não é mesmo? Porque lá moram essas "falsas alegrias". E eu “quero esvaziar a mente e fazer ir embora toda dor". E aqui, dentro de casa, bem perto do que sinto, tento adornar a vida louca, incerta e cotidiana. Aqui, dentro de mim, é o lugar onde deve estar o meu coração. Porque "o coração está onde está o seu tesouro".