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Frase de Federico García Lorca

A Monja Cigana Silêncio de cal e mirto. Malvas nas ervas finas. A monja borda goivos-amarelos sobre uma tela de palha. Voam na aranha cinza, sete pássaros do prisma. A igreja grunhe de longe Como um osso pança acima. Como borda bem! Com que graça! Sobre a tela de palha, ela quisera bordar flores de sua fantasia. Que girassol! Que magnólia de lantejoulas e fitas! Que açafrões e que luas, no mantel da missa! Cinco toranjas se adoçam na cozinha próxima. As cinco chagas de Cristo cortadas em Almería. Pelos olhos da monja galopam dois cavaleiros. Um rumor último e surdo lhe descola a camisa, e ao mirar nuvens e montes nas árduas distâncias, quebra-se o seu coração de açúcar e lúcia-lima. Oh, que planície íngreme com vinte sóis acima! Que rios postos de pé vislumbra sua fantasia! Mas segue com suas flores, enquanto que de pé, na brisa, a luz joga xadrez alto da gelosia. ⁠ Tradução de Mª Clara M.

Federico García Lorca

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Pensador.com

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Outras frases de Federico García Lorca

O mais terrível dos sentimentos é o sentimento de ter a esperança perdida.
Se as minhas mãos pudessem desfolhar Eu pronuncio teu nome nas noites escuras,
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Se as minhas mãos pudessem desfolhar Eu pronuncio teu nome nas noites escuras, quando vêm os astros beber na lua e dormem nas ramagens das frondes ocultas. E eu me sinto oco de paixão e de música. Louco relógio que canta mortas horas antigas. Eu pronuncio teu nome, nesta noite escura, e teu nome me soa mais distante que nunca. Mais distante que todas as estrelas e mais dolente que a mansa chuva. Amar-te-ei como então alguma vez? Que culpa tem meu coração? Se a névoa se esfuma, que outra paixão me espera? Será tranqüila e pura? Se meus dedos pudessem desfolhar a lua!!

Gazel do Amor Desesperado A noite não quer vir para que tu não venhas,
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Gazel do Amor Desesperado A noite não quer vir para que tu não venhas, nem eu possa ir. Mas eu irei, inda que um sol de lacraus me coma a fronte. Mas tu virás com a língua queimada pela chuva de sal. O dia não quer vir para que tu não venhas, nem eu possa ir. Mas eu irei entregando aos sapos meu mordido cravo. Mas tu virás pelas turvas cloacas da escuridade. Nem a noite nem o dia querem vir para que por ti morra e tu morras por mim.