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Frase de Fagundes Varela

⁠VOZ DO POETA Perdão, Senhor meu Deus! Busco-te embalde Na natureza inteira! O dia, a noite, O tempo, as estações mudos sucedem-se, Mas eu sinto-te o sopro dentro dalma! Da consciência ao fundo te contemplo! E movo-me por ti, por ti respiro, Ouço-te a voz que o cérebro me anima, E em ti me alegro, e canto, e penso! Da natureza inteira que aviventas Todos os elos a teu ser se prendem, Tudo parte de ti e a ti se volta; Presente em toda a parte, e em parte alguma, Íntima fibra, espírito infinito, Moves potente a criação inteira! Dás a vida e a morte, o olvido e a glória! Se não posso adorar-te face a face, Oh! basta-me sentir-te sempre, e sempre! Eu creio em ti! eu sofro, e o sofrimento Como ligeira nuvem se esvaece Quando murmuro teu sagrado nome! Eu creio em ti! e vejo além dos mundos, Minha essência imortal brilhante e livre, Longe dos erros, perto da verdade, Branca dessa brancura imaculada Que os gênios inspirados nesta vida Em vão tentaram descobrir no mármore!

Fagundes Varela

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Pensador.com

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Por tudo que o céu revela, por tudo o que a terra dá, eu te juro que minh'alma de tua escrava está!... Guarda contigo este emblema da flor do maracujá!

Cântico do Calvário - À memória de meu Filho morto a 11 de dezembro de 1863 Eras na vida a pomba predileta Que sobre um mar de angústias conduzia
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Cântico do Calvário - À memória de meu Filho morto a 11 de dezembro de 1863 Eras na vida a pomba predileta Que sobre um mar de angústias conduzia O ramo da esperança. Eras a estrela Que entre as névoas do inverno cintilava Apontando o caminho ao pegureiro. Eras a messe de um dourado estio. Eras o idílio de um amor sublime. Eras a glória, a inspiração, a pátria, O porvir de teu pai! - Ah! no entanto, Pomba, - varou-te a flecha do destino! Astro, - engoliu-te o temporal do norte! Teto, - caíste!- Crença, já não vives! Correi, correi, oh! lágrimas saudosas, Legado acerbo da ventura extinta, Dúbios archotes que a tremer clareiam A lousa fria de um sonhar que é morto!