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Frase de Ana Stoppa

Eternidade Acolha-me amado na tumba fria onde habitas Desnude a face desfigurada entre pálidos véus Deixa-me ficar abraçada ao teu inerte corpo Liberte-me de vez deste infernal mundo louco Preciso-te hoje percebo na minha alma perdida Desfalecida na essência desde a trágica despedida Amargas lembranças de vidas em desencontros Perdidas nas expressas vias destoadas de pontos Misturo-me às trevas testemunhas do momento Impotente sinto-me diante da fome dos vermes Destruidores implacáveis a cobrir tua alva derme Arrebata-me de vez para o cinza de teu sepulcro Buscarei na dor do umbral acender tardia chama Luz nas contas do rosário, lágrimas de quem ama.

Ana Stoppa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Os poetas viajam, divagam, fantasiam. Vivem intensamente, sofrem compulsivamente, esperam pacientemente e sempre amam exageradamente.