Frase de Samuel Eduardo Fortes
O menino que Vendia Palavras Na esquina, Nesta pedra de Assuntá, Rabiscava o chão Escrevia em muros Vendia versos Por trocados de lua Palavras miúdas Que o vento dispersava Quem compra um sonho? Gritava à tarde Enquanto a cidade Passava sem ver Nas mãos, Só lhe restavam sílabas gastas E o eco das frases Que ninguém levou. Mas ele, teimoso, Escreveu letras no chão E assim, Entre riscos e poeira O menino poeta Se fez eterno
No pensador.ai desde