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Frase de Laerte Antônio

Condição Humana Mais uma vez um vírus, sim: um vírus nos diz — zombeteiro — que tudo o que construímos, que todas as nossas luzes, todas as nossas glórias e conquistas — tudo isso é tão pouco, tão quase nada... .................................................... Sim, ora um vírus, ora um micróbio e outros microscópicos nos dizem coisas desse tipo... ...................................................... Temos visto as ruas do mundo: desertas — escatológicas —, ruas e monumentos belíssimos, belíssimos e desertos — os seres humanos entocados, fugidos uns dos outros — e tudo por um vírus, por mais um vírus... ........................................................... Meu Deus, são tantos vírus, tantos vírus através dos tempos, tantos vírus que nos separam, que nos impedem!... ........................................................... Enquanto — humilhados — lutamos por soluções, a Vida parece convidar e propor a todo ser humano empatia e reflexão, reflexão e empatia com e sobre esta hora — com empenho, ações e ajuda ao Outro em nossa pobre condição humana. LA

Laerte Antônio

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Pensador.com

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SENSAÇÕES-VIAGENS Há sensações que são barcos enquanto velejamos
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SENSAÇÕES-VIAGENS Há sensações que são barcos enquanto velejamos no oceano interior da vida. Há sentimentos que são portos num gosto adiado de chegar: um sabor de lonjuras, cristalizadas em azuis, lembrando o verde das vagas de um nômade fluir, distantes, azulizantes... Sensações barcos, sentimentos portos — enfunados de um vento azul, indo e vindo, daqui, dali, azul azul azul... Sinestesias de um viajar interno, vestido de amplidão e pensamento no vasto sabor anil e sal, entre o glauco arfar das ondas e vôos lonjuras de gaivotas...

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Um Tilintar De Prata... Um tilintar de prata, um quê de rosa, aquela voz caía fundo em alma, brisa morna através de fina palma, murmúrios a luzir poesia em prosa. Um tilintar claríssimo, uma glosa de fino repentista em tarde calma... o escorrer pelo rosto de uma lágrima, uma lembrança entre azul e rosa. Finos talheres que jamais usei, taças cantando um sonho cor de vinho, voz hialina dizendo o que não sei. A rosa, a prata, a voz: esse o caminho — lembrança sazonada de um outono caindo como folha ao abandono. LA