Pular para o conteúdo

Frase de Florbela Espanca

Fumo Longe de ti são ermos os caminhos Longe de ti não há luar nem rosas Longe de ti há noites silenciosas Há dias sem calor, beirais sem ninhos Meus olhos são dois velhos pobrezinhos Perdidos pelas noites invernosas Abertos sonham mãos cariciosas Tuas mãos doces, plenas de carinho Os dias são outonos: choram, choram Há crisântemos roxos que descoram Há murmúrios dolentes de segredo Invoco o nosso sonho, entendo os braços e é ele oh meu amor, pelos espaços fumo leve que foge entre os meus dedos.

Florbela Espanca

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Florbela Espanca

É pensando nos homens que eu perdoo aos tigres as garras que dilaceram.
É noite pura e linda. Abro a minha janela E olho suspirando o infinito céu Fico a sonhar de leve em muita coisa bela
Continuar lendo

É noite pura e linda. Abro a minha janela E olho suspirando o infinito céu Fico a sonhar de leve em muita coisa bela Fico a pensar em ti e neste amor que é teu! D’olhos fechados sonho. A noite é uma elegia Cantando brandamente um sonho todo d’alma E enquanto a lua branca o linho bom desfia Eu sinto almas passar na noite linda e calma. Lá vem a tua agora. Numa carreira louca Tão perto que passou, tão perto à minha boca Nessa carreira doida, estranha e caprichosa. Que a minh’alma cativa estremece, esvoaça Para seguir a tua, como a folha de rosa Segue a brisa que a beija… e a tua alma passa!

És a filha dileta da noss´alma Da noss´alma de sonho e de tristeza Andas de roxo sempre, sempre calma
Continuar lendo

És a filha dileta da noss´alma Da noss´alma de sonho e de tristeza Andas de roxo sempre, sempre calma Doce filha da gente portuguesa! Em toda a terra do meu Portugal Te sinto e vejo, toda suavidade Como nas folhas tristes dum missal Se sente Deus! E tu és Deus, saudade!… Andas nos olhos negros, magoados Das frescas raparigas, Namorados Conhecem-te também, meu doce ralo! Também te trago n´alma dentro em mim, E trazendo-te sempre, sempre assim, É bem a pátria qu´rida que eu embalo!