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Frase de Rama Amaral

⁠ Trópicos de Sangue O sol se punha atrás das montanhas, quando os olhos da menina lacrimejavam sentimentos borrados de manchas pretas misturadas à púrpura e a angústia do drama do ente dilacerado no asfalto quente do caos. Mais um dia nós trópicos. Mais uma “vida ao mar” de sangue! Mais um tempo de luto nos “brasis” da impunidade! Por essas terras até a libélula se comove sobre o fio das vestes ensopadas ao liquido vermelho do terror! Enquanto isso larvas e bactérias aguardam ansiosamente por mais um cadáver no “Jardim da Saudade”. Bala perdida, ainda ilude, é álibi que testifica a violência! Legítima a morte! Lá se foi mais uma vida sem sorte! Para o IML. Para o além... “Meus Deus!” “Meu Deus!” Onde estais que não intercede com tuas mãos nessa guerra de zumbis? Por que não cura essas feras perdidas, que tanto fazem da vivência uma selva voraz? Vivem como máquinas: vazios de sentimentos, mas sempre em busca de aparências, de poder! Até quando, Senhor, permitirá essa barbárie? Até quando? Até quando seremos apenas números de pesquisas? Até quando? Responde-me, Senhor! Até quando? Como o “Poeta dos Escravos”, “eu delírio ou” será “verdade” perante a conivência dos que ainda vivem nessas terras? O que me diz, Senhor? Pois o líquido que jorra aqui também prolifera no Oiapoque, banha o Chuí, irriga o Serrado, molha o Sertão, se esconde na parcialidade da justiça do patrão ou de quem tem mais títulos nas mãos. Os gemidos, Senhor, os gemidos que se ouve no meu lugar, ecoam tristemente de Leste a Oeste, de Norte a Sul desse imenso Campo de Batalha! “Senhor meu Deus!” “Senhor meu Deus!”... Tende piedade de nós! Tu sabes que não é nossa essa guerra! Acaba, Senhor, por meio da tua luz toda essa escuridão! Apaga desse país toda essa violência! Toda forma de corrupção! Não deixe a diversidade das cores serem coberta pelo sangue de inocentes! Antes que o sol se esconda mais uma vez desse povo alegre e descivilizado, sobrevivendo nos limites do medo dessa pobre/rica e sangrenta nação! Não nos vire as costas, Senhor! Há um tempo de morte, de escravidão! Não nos abandone diante de tantas injustiças! “Ó Senhor Deus” dos ensanguentados! Do livro, O Rio e a Criança. De Rama Amaral.

Rama Amaral

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Riso fácil... um tanto insosso, necessário num mundo tão louco e fúnebre; riso puro e espontâneo eclode do coração, essencial, riso que eleva tudo.