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Frase de Saul Mariano de Souza

⁠TEM QUE SER ASSIM? já cansei! já cansei! Quanto custa o amor? Onde comprar? Em que mercado o posso encontrar? Se não, quem pode, pra mim, fabricar? Já cansei de investigar. . . Em que loja posso achar um querer? Quem pode, por caridade, vender Tal virtude, tal bem, esse prazer? Já cansei de buscá-lo. . . E alegria? Como hei de conseguir? Que arquiteto há de, dela, me cobrir? Que feitiço fá-la sempre sumir? Já cansei de almejá-la. . . Quem pode, a paz, ao meu peito transpor? Que súplicas devo orar, por favor? Que preço pagar e granjear amor? Já cansei de pesquisar. . . já cansei! Amor, querer, alegria e paz; Meios de consumo que não têm mais. Jóias raras -- saíram de cartaz! Já cansei de procurar... já cansei! já cansei!

Saul Mariano de Souza

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Pensador.com

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⁠A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE CORRE! Vesti meu terno de domingo singular; Botei perfume de alfazema pra agradar;
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⁠A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE CORRE! Vesti meu terno de domingo singular; Botei perfume de alfazema pra agradar; Corei meu rosto de cobiça de encontrá-la; Saí de casa com meu passo de esperança; Cheguei bem cedo na pracinha sem tardança; Sentei num banco do jardim para esperá-la; "Tem que ser hoje! Vou dar fim ao meu anseio!" Colhi três ramos de determinada flor; Lembrei palavras pra dizer com muito amor; Provi meu peito do frescor daquele instante; Cantei poemas e canções por distração; Contei estrelas no horizonte em oração; Sorri pra lua, com prazer no meu semblante. "É só esperar pra ser feliz! Verá! Verá!" Traguei fumaça de cigarro como um louco; Senti pontadas de suspeita pouco a pouco; Cruzei as mãos, adivinhando a má verdade; Baixei meus olhos carregados de certeza; Desfiz meu peito com soluços de tristeza; Deixei cair três ramos murchos de saudade. "Ela não veio! Santo Deus. . . ela não veio!" Sequei meu rosto amolecido pelo pejo; Ergui meu vulto fatigado de desejo; Rumei meus passos no retorno à solidão; Despi meu corpo umedecido da garoa; Deitei meus sonhos num colchão largado à toa; Dormi com a dor do desengano, da ilusão. "Ela virá! Sei que amanhã ela virá!. . ."

⁠AMOR VERSUS AMOR Olhei teu rosto e então eu vi! E te confesso — estremeci;
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⁠AMOR VERSUS AMOR Olhei teu rosto e então eu vi! E te confesso — estremeci; Me perturbei, me comovi. O que de há muito eu carecia Ali floria, tão patente, Tão nítido, tão eloquente Que eu temia ficar demente Se não fosse vero o que eu via! Se fossem palavras apenas, Alguns gestos, algumas cenas A traduzir ideias plenas, Tranquilo eu podia ficar. Pois palavras no ar se apagam; Gestos. . . se diluem, se vagam; E cenas. . . somente propagam O que é simples, preliminar. Mas o mais puro, o mais profundo, O amor que aspira neste mundo, Ali no teu rosto rotundo Se espelhava, em todo esplendor. Teus olhos, nos meus cravejados, Lançavam apelos velados; Rogavam que fossem amados Com igual parcela de amor!

⁠TEMPO SEM TEMPO Três meses passam... mas não passa a nostalgia. Três meses passam... vai crescendo dia a dia
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⁠TEMPO SEM TEMPO Três meses passam... mas não passa a nostalgia. Três meses passam... vai crescendo dia a dia Uma revolta... uma saudade... uma esperança... Três meses passam... e esta espera me atordoa. Três meses passam... e a cidade me magoa Com o mesmo chão... mesma rotina... igual lembrança... Três meses passam pelo tempo e vão passando... Três meses passam... e um de nós dois vai ficando Sem mais revolta... com saudade... com esperança... Três meses passam... três estágios da partida. Três meses passam... fica apenas a sentida Dor do tempo. Dor da espera. Dor da privança. Três meses chegam... a alegria quase vem. Três meses chegam... e um de nós agora sem Uma revolta e uma saudade... só esperança... Um ano passa... pouco tempo vida nessa. Um ano passa... passará muito depressa Com um ficando com coragem e confiança. Três meses passam... passa tudo e nada volta. Três meses chegam... despedida da revolta. Tempo sem tempo... sem surpresas... sem mudança... Um ano passa... passa a prova da saudade. Ano de amor... ano de busca... de amizade... Tempo de dar... de ter... de amar... sempre a esperança!...

⁠TODOS AMAM AS CORES Muitos gostam do vermelho, a cor da vida; Da chama ardente, que corações balança.
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⁠TODOS AMAM AS CORES Muitos gostam do vermelho, a cor da vida; Da chama ardente, que corações balança. Muitos gostam da cor verde da esperança; Da ramagem donde brota a flor querida. Muitos escolhem o azul do céu sereno, Que refresca os olhos e acalenta as almas. Muitos preferem o branco das nuvens calmas; Da paz tão rogada no globo terreno. Preferências variam, pelas mil cores, Revelando os mais diferentes valores De tons, que reflete o arco-íris composto. Só uma questão se faz no mundo aquarela: - Afinal. . . o que seria do amarelo, Se todo indivíduo tivesse bom gosto?!