Frase de Idenir Ramos
Esboço de um epitáfio O canto do quero-quero, a xícara de café no meio da tarde Ah, que alegria! Lembranças que deixo. Sonhos que desvanecem Vocês – família, amigos, vizinhos, conhecidos, estranhos Não estou mais aí, aliás, não estou nem aqui Jazo invisivelmente, sou um símbolo a partir de agora Nada levo, mas depois de mim – o mundo – belo e áspero, miserável e sublime ainda será o mesmo. O céu azulado, os desenhos que fiz, as mulheres que beijei e levei para cama, a ânsia de dar sentido a minha vida... Meu romantismo, minha solidão, meu refúgio, os mundos que criei; as páginas da bíblia, os enigmas espirituais... Nada mais me toca nada mais me diz um ai Por quê? Porque não existo mais Sou pó, ao pó retornei.
No pensador.ai desde