Frase de Vinicius de Moraes
Soneto do amigo Enfim, depois de tanto erro passado Tantas retaliações, tanto perigo Eis que ressurge noutro o velho amigo Nunca perdido, sempre reencontrado. É bom sentá-lo novamente ao lado Com olhos que contêm o olhar antigo Sempre comigo um pouco atribulado E como sempre singular comigo. Um bicho igual a mim, simples e humano Sabendo se mover e comover E a disfarçar com o meu próprio engano. O amigo: um ser que a vida não explica Que só se vai ao ver outro nascer E o espelho de minha alma multiplica...
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: Antologia Poética. Rio de Janeiro.1960 | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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