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Frase de Vítor Hugo S. Costa

Jornada Tudo começou no primeiro minuto de dor No momento que todo silêncio machucava E antes da futura solidão, eu vi amor Nas palavras que ninguém pronunciava. E assim segui minha odisseia Entre pontes aéreas Para chegar ao fim de minha excursão E inicio de um novo obstáculo, Uma nova evolução. Cheguei ao novo mundo, Com minhas ambições, Entre prédios, carros e construções, De tanta ignorância me senti imundo. Este Ulisses não é forte E nem tem uma tripulação Deixou seus companheiros ao norte, Por sorte ainda tinha um coração. Luta pela melhor instrução Adquirindo cultura, conhecimento e poder De não ser mais um número que você vê na TV. Sua ignorância foi convertida em confiança Seus sofrimentos cicatrizaram como experiência, Tornou-se o homem letrado Pelo qual tanto havia sonhado. Mas, com sua sabedoria Nasceu uma patologia, Passou a perceber corrupção E acentuado descaso Para com aqueles que formam a nação E parou de acreditar no acaso. Então em meio a tanta intolerância Um milagre aconteceu Encontrou alguém que carregava a substancia Que completava seu eu. Renunciei em teu nome minha loucura Figura ímpar, minha virgem pura Que tanto me assusta. A verdade é que quis tê-la e minhas mãos Mas outro ganhou seu coração E de ti fiz a mais bela amiga Apenas para não perder o seu sorriso O tesouro que tanto vim buscar E de que tanto preciso. Minha viagem não tem fim Como pode ver continuo a escrevê-la E luto para que no fim Minha história não morra E brilhe como uma estrela.

Vítor Hugo S. Costa

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Pensador.com

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De novo, poemas O ser volta a escrever, A usar palavras como escravas
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De novo, poemas O ser volta a escrever, A usar palavras como escravas Enquanto lá fora, chuvas binarias Traduzem a tristeza das águas. Ah, como é reconfortante Voltar a ser amante Da donzela que exilei Por não entender o quanto a amei. Em meio a água e números, Entre mulheres que criei, Entre a solidão que optei, E poemas absurdos, Poesia, musa minha Peço para usar o seu corpo Mais uma vez. (V.H.S.C.)

Apenas sonhando Descanso a cabeça sobre o travesseiro As pupilas já fatigadas tornam-se pesadas
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Apenas sonhando Descanso a cabeça sobre o travesseiro As pupilas já fatigadas tornam-se pesadas A moleza toma conta do corpo E finalmente fecho os olhos. Repentinamente imagens aparecem Em meio a escuridão Rostos, ações, sorrisos, amigos, paixões Assombram ao mesmo tempo em que confortam Alguém que transformou tudo em passado. São memórias? Pequenas lembranças? Realmente não sei dizer, Só sei que tudo parece tão doce Até mesmo aquilo que deveria ser ruim Devo sentir saudade? Ou remorso? Orgulho? Ou vergonha? Então aparece o carrossel Meu momento de epifania Onde traço sonhos dentro de um sonho Não há sentido, nem o real, nem o tempo Não há inícios e nem fins É um carrossel de momentos.

Enfermo mundo O sol escondido entre as nuvens Demonstra a nostalgia da natureza
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Enfermo mundo O sol escondido entre as nuvens Demonstra a nostalgia da natureza Pequenas pinceladas, fuligens Sobre um céu negro, beleza. O ar gélido toca a face Dos leitores dessa grande anedota, Construtores de prédios como disfarce Para amenizar o sofrimento do planteta. De lúpus sofre o corpo O homem, patogênica célula Destrói a natureza com tanta sutileza E esquece o quanto depende dela. (V.H.S.C.)

Apenas outras ideias O ser humano em sociedade tem uma característica peculiar, ele consegue criar diferentes situações (produtos, sistema econômico, tecnologia, entre outro), e por algum motivo, uma vez criadas, a própria sociedade empresta as qualidades daquilo que ela invento…
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Apenas outras ideias O ser humano em sociedade tem uma característica peculiar, ele consegue criar diferentes situações (produtos, sistema econômico, tecnologia, entre outro), e por algum motivo, uma vez criadas, a própria sociedade empresta as qualidades daquilo que ela inventou. Essa estranha mimética acompanha o homem desde sua origem, o que me leva a pensar, “o ser humano não conhece integralmente aquilo que descobre, inventa e produz, a ponto de no final das contas sofrer grandes mudanças sociais devido às características daquilo que criaram.” Se você leu até aqui e realmente entendeu essa ideia - que muitos considerarão absurda- observará que os exemplos a seguir conferem de certa obviedade, então os leia como complemento apenas. O dinheiro, moeda de troca, ou como quiser chamá-lo, é um dos exemplos mais atuais. Você já parou para pensar em como o dinheiro foi tomando forma na sociedade, até chegar à concepção que temos hoje? Ele começou tão tímido, praticamente qualquer coisa era moeda de troca, não havia padrão e o acúmulo era incipiente. E não fazia muita diferença se o homem poderia, ou não trocar algo, não era realmente essencial. Surgiram as primeiras moedinhas, talhos tão simples de metais encontrados na natureza, mas que significavam um valor. E perceba que nesse momento o homem restringiu o poder de compra, passando de um universo maior de coisas para simples representações, tornando mais simples o acúmulo de simples moedas. Mas o ser humano é seletivo e passou a dar valores aos metais que eram a matéria prima de suas moedas, e assim surgiram moedas de valores diferentes (será que a moeda de cinco centavos é do mesmo material da de um real?). E o dinheiro foi tomando forma, no entanto, surgiu um obstáculo que não permitia o acúmulo (era pecado). Entenda uma coisa, tudo aquilo que o homem cria, ele pode alterar e/ou destruir, e quando duas criações se chocam por terem ideais diferentes, ou coisas do gênero, o ser humano pode simplesmente alterá-las, assim acumular dinheiro deixou de ser pecado e tornou-se sinônimo de prosperidade. A parti desse ponto fez-se de tudo para conseguir metais preciosos, ou dinheiro, a parte obscura da história do capital onde haverá mortes das mais diferentes civilizações. E o dinheiro passou a ser indispensável, e o homem tornou-se dependente dele. Nossa criação nos controla, e isso assusta. A seguir vem uma serie de fatos que desembocarão na modernidade, na qual ganhamos o adjetivo líquido (aqui tem muitos pensadores do século XX e XXI) primeiramente direcionado ao nosso dinheiro. O ser humano, por vezes, não cria simples objetos, ele cria um universo inteiro de possibilidades do qual é impossível a compreensão do todo. Se você duvida disso, ligue o computador e acesse a internet, diferente da ideia de partículas em expansão que é o universo, ela é um condensado de bytes em expansão. Não condeno as invenções que cercam o nosso dia-a-dia, mas a maneira de como muitos se deixam influenciar por elas. “É pai acho que só no início eles sabiam o que faziam. Perdoe-nos é agora que eles não sabem o que fazem”. (V.H.S.C.)