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Frase de Eliane Correia

Seres inanimados Parados, sem vida E o que tem vida? O que os anima? E quando desanima? O que ou quem os reanima? E se não voltar? Que nome se dará? Objeto? Inanimado? Ou desanimado? E se assim ficar? O que será? Ser sem vida? Sem sangue? Sem fluxo? Sem nada? Não existir é melhor Que viver e resistir Á tudo, à todos, à si e a Ti.

Eliane Correia

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Tenho andado devagar, perdi a pressa. senti de repente que o tempo anda comigo não corre na minha frente.
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Tenho andado devagar, perdi a pressa. senti de repente que o tempo anda comigo não corre na minha frente. Também não preciso correr atrás dele. Posso caminhar lentamente ao seu lado. Olhar os que passam, lembrar os que foram Despedir-me dos que vão. Assim,calmamente... E assim, vou andando meu caminho Com tempo de olhar a paisagem Dar um adeus a criança que passa Dar a mão ao velhinho de andar vacilante Tomar um sorvete de tarde, andar descalço viver minha vida com a simplicidade Daqueles que perderam a pressa.

Gostava de ouvir Vivaldi Era como olhar o mar Sua constância
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Gostava de ouvir Vivaldi Era como olhar o mar Sua constância Seu ir e vir. Calmaria, agitação Sempre compassado Constante nas inconstâncias Qual as cordas do violino Acariciadas pelo arco Ao sabor do artista passa da Calmaria à agitação Sem perder a suavidade, A beleza, o esplendor. A beleza da sua música ou do mar Não a deixava alegre ou triste Só em paz!

Uma porta Uma janela Uma fresta
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Uma porta Uma janela Uma fresta Um buraco Uma nesga Onde entre luz Onde sopre vento Onde ouça o mar Onde haja vida Que se apresente E seja presente. Não ausente Dissidente Expoente vida simples Sem pretensão Nem retenção Simples vida Vida boa vida de passarinho que canta sem ter porque. Que vive sem saber pra que. Cumpre o que tem que fazer. Simples assim, lindo assim. Vida de passarinho. Onde suas paredes são as árvores E seu teto é o azul do céu.

"E um dia, ela virou criança. assim como ele havia sido. Criança linda, boneca na mão,
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"E um dia, ela virou criança. assim como ele havia sido. Criança linda, boneca na mão, Sorriso nos lábios. Dissipou-se a tristeza dos olhos. ficou a ternura dos que não guardam mais as lembranças. quem sabe só as doces? Ternura dos que não sabem mais nada. E nem querem saber. Só desejava dormir, comer, olhar, abraçar e beijar os que amava e ser feliz assim. Era só o que importava agora, Seus queridos, sua gatinha, seus lençóis. Seus temores haviam cessado. Não havia espaço, tampouco tempo. Lembranças ruins se apagaram. As boas só lampejavam em sua linda cabecinha de menina. Agora levada, como nunca pôde ter sido'.