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Frase de Halany Gomes

Dúvida de uma tarde Tentou ser, mas não foi. Tentou ir, mas não deu e simplesmente saiu do carro. - Volta aqui, Mariles! Gritava o outro, enquanto a ele gritava o silêncio. A caminhar por a estrada avermelhada de pó do sertão, pensava sobre o que tinha o seu devido valor. Tinha ouvido palavras tão marcantes, desde o amor, até o ódio, e simplesmente resolvera que não iria continuar. Não mais. Refletia se estava vivendo uma história inventada, quando seus pensamentos foram interrompidos por Matteo, novamente, a berrar: - Mariles! Exagerei ao falar aquilo, me desculpe! Mas ao virar-se o falou: - É claro, depois da invenção da palavra desculpa, pode-se fazer e dizer o que quer, sem precaução alguma! É normal e bom exagerarmos ao amar demais, estar feliz demais, mas ao magoar alguém, palavras assumem papeis de grandes espadas, e acredite, isso é tão anormal para mim. Pedro retruca: - Perdoa, Mariles! Sabe que te gosto tanto... Isso acontece por você me irritar com certos fazeres! Mas entra logo nesse carro, o sol já está nos deixando. Mariles, com receio da escuridão e do que frio que vinha junto dela, entrou. Já tinham vivido tantos prazeres e desprezares juntos que chegou a conclusão que 'eu te odeio' não é tão forte assim, não quando os dois estão de neurose, exaltados e com sistema irritante inflamado. Tentou ser, mas não foi. Tentou ir, mas não deu e simplesmente entrou no carro. Um amplexo pra quem entendeu! :)

Halany Gomes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Momento não-certo Estou tentando. Evitando. Me negando. Mas não está dando certo. Em meus reflexos tem andado um ciúme absurdo, ciúme dos seus sonhos.
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Momento não-certo Estou tentando. Evitando. Me negando. Mas não está dando certo. Em meus reflexos tem andado um ciúme absurdo, ciúme dos seus sonhos. Talvez você não entenda o porque, mas a vida há de te apresentar e explicitar. Eles podem estar na sua cabeça todas as noites, podem te fazer sorrir, te ver sorrir. Eles podem te afagar, te acalentar, te tratar. Eles podem ver-te cochilar no seu próprio colo. Isso não pode acontecer, não pode se ativar. Tão fugaz, tão inestimável, no mesmo que é amável. Estou tentando. Evitando. Me negando. Mas não está dando certo.

O meu quente A sua temperatura fervente me acalenta A sua escassez de água por vezes me desidrata
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O meu quente A sua temperatura fervente me acalenta A sua escassez de água por vezes me desidrata A sua não-grande prosperidade me preocupa Mas não o troco por lugar nenhum do Sul. Os teus rostos sofridos do Sol O teu exôdo, o teu gritar silencioso O meu amigável Sertão Um jovem velho, já tão maltratado Uma flor já tão murcha O meu amigável Sertão Não te secas, amigável, não te secas Não some do meu coração

No calor do teu abraço No calor daquele abraço Sentira o beijo e o mormaço
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No calor do teu abraço No calor daquele abraço Sentira o beijo e o mormaço Ao sentir se estranhou Primeira vez desse calor Achou estar mal por tanto Só não imaginava Que o amor lhe adentrando Tão espoleta estava O seu homem a segurou Lhe deu amasso e sussurrou: - Te quero como minha Como mulher e primeiríssima Te quero como agora Sem deixar para outrora Meu grande amor, amor meu Te entregas, meu coração é teu Depois de tanto aguço Mãos se entrelaçando Sussurrava aos soluços: Estou me entregando Perderam tanta energia Naquela noite, e agora Sem perceber que já raiava o dia Que seu amor encontrava a aurora A exaustão era inevitável O prazer inegável Agradeciam a Deus o amor que os tinha dado Pois graças a ele, acabavam de batizá-lo