Frase de Carlos de Castro
OUTONO SEM COR Dantes, eram cores e terra em sono. Eram paletas de inebriar no outono. Agora, não sei porquê, Ele já não pinta nem dorme Nem come com fome. Será que ele vê O mundo mais estarrecido, Que já nem folhas deixa no chão, Quase todas tombadas no verão? Que outono este, tão distraído… E eu que queria tanto pintar Talvez mais até borrar Uma tela, Simples, singela, Com cores mágicas de encantar. A minha musa inspiradora Do outono multicor, Sumiu-se farta da pose, Nervosa pela neurose Do mau pintor Plebeu, Que sou eu. (Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 26-09-2023)
No pensador.ai desde