Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ÁGUAS TÉPIDAS Nas tépidas águas onde nasce a canção Vozes roucas de névoas em segredo Terra seca que espera um só degredo No sono, sonho ciprestes já impostos Desperta aquilo que em si já se preste Espanto castigado de mágoa endecha Queixa de um silêncio em letras tardias Dias, noites de tardes noturnas sem fim Ilibado esquecido utopia do desesperado Néscio sem porto no horto já esquecido Desconforto desvão de ilusão na quimera Sombra que espanta a dor que se embala Noite espessa, espasmo que bate no vento Aquilhado que passa, rompe o forte embate No cravo de uma canção feitas pelas ondas Do mar de vozes roucas, empatia assassina
No pensador.ai desde