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Frase de Antonio Almas

Não entendo como de olhos fechados ainda te persigo, como sem te encontrar, ainda te sinto, como sem nunca te olhar ainda te vejo. Como explico a fúria que comprime os sentidos e expande as vontades nesta busca louca onde sei que não te vou encontrar. Não vale, não vale mais a pena percorrer mil caminhos, pois sei de ante-mão que já não estás. Os dedos cravam-se na casca das árvores, querem teu corpo escalar, o teu cimo alcançar para poder olhar o horizonte que teima em se ocultar detrás das copas da floresta. Não adianta correr, saltar, para tentar ao Olimpo chegar, pois o caminho é de pedras e as noites longas são escuras como breu, o frio aperta e a pele dilacera-se nas bainhas destas espadas que carrego. Não vale a pena guerrear, combater, perante ti me ajoelhar porque não me vês, o teu olhar fixa-se no mais distante ponto do Universo, estás imerso num qualquer lago morno, o frio não te corta os sentidos, não te esmaga a carne, não te arrebenta o destino, porque já chegaste, e nunca por mim esperaste.

Antonio Almas

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Ventos na sombra Ventos na sombra empurram a luz, suaves segredos que teu corpo seduz. Momentos, instantes de puro prazer, vontade, desejo de apenas te ter. Dançam os corpos na Noite vazia, silêncios despidos que a alma temia. Passos certeiros de meu corpo se elevam, entregues a ti quando minhas mãos te levam. Gritos contidos e...nvoltos em magia, almas perdidas que a Noite vigia. Formas diversas se agitam no ar, ondas imensas se levantam no mar. No instante mais longo do tempo, minha vida te entrego num simples lamento. Abraças o corpo que em ti se abandona, mulher, menina ou simples amazona. in Reflexos d'Alma