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Frase de Francisco Pontes

Sob o Véu da Meia-Noite Sob o véu da meia-noite, onde os sussurros ganham voz, Eu caminhei entre as sombras, onde o tempo já se pôs. A saudade era um espectro, com os olhos de rubi, E cantava o nome dela — que se foi, e não ouvi. Oh Lenora, doce chama, Que o destino levou ao mar… Tua alma vaga em bruma e chama, E eu só posso te chamar. Volta, anjo de silêncio e dor, Meu delírio, meu amor! No relógio da parede, cada badalada é um lamento, Como ecos de um passado preso ao frio do esquecimento. O corvo em minha janela nunca diz o que eu quero crer: Que a morte é só um sonho, e que eu ainda vou te ver. Oh Lenora, doce chama, Que o destino levou ao mar… Tua alma vaga em bruma e chama, E eu só posso te chamar. Volta, anjo de silêncio e dor, Meu delírio, meu amor! Os anjos choram tua ausência, As estrelas cessam de brilhar. E no abismo da consciência, Só tua voz vem sussurrar… Oh Lenora, doce chama, Entre os mortos e o luar… Guia-me pela tua chama, Pois não posso mais ficar. Leva-me, ó sombra encantadora, Para sempre… Lenora.

Francisco Pontes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Assim como na vida, uma corrida sem obstáculos não gera prazer, só velocidade.