Frase de Rodrigo Horta
Em tempos tão modernos, preferimos ler e sermos lidos ao invés de ouvir e sermos ouvidos.
No pensador.ai desde
Em tempos tão modernos, preferimos ler e sermos lidos ao invés de ouvir e sermos ouvidos.
No pensador.ai desde
As pessoas podem amar a beleza mas no fim, se apaixonam pela personalidade !
Surreal e estranhamente único. Logo vou te conquistar, talvez até seduzir. De vampiro tenho muito. Sinto grande necessidade em servir. Me alimento da sua atenção. Mas não coleciono amizades nem paixões. Como faço isso? Livro aberto é convite para ser lido. Aprendo rápido muitas…
Surreal e estranhamente único. Logo vou te conquistar, talvez até seduzir. De vampiro tenho muito. Sinto grande necessidade em servir. Me alimento da sua atenção. Mas não coleciono amizades nem paixões. Como faço isso? Livro aberto é convite para ser lido. Aprendo rápido muitas coisas sobre você. Percebo no ar os pensamentos de quem tenho afinidade. Não, não sou nem um pouco manipulador. Só gosto de fazer diferença pra pessoas que me considero amigo. Não costumo passar em branco. Sempre deixo minha semente no seu coração. Só sei ser eu mesmo. Não uso máscaras, nem conseguiria. Meu maior defeito é tentar ser perfeito. Sempre exijo muito de mim mesmo. Faço isso seguindo minha natureza. Sempre dou o melhor de mim. Costumo ser obcecado por minhas paixões. Mas nunca levo tudo 100% a sério. A vida fica bem menos complicada com senso de humor e flexibilidade. Dedico um bom tempo tentando me encontrar. As vezes dentro de mim, as vezes em outras pessoas. Sou escravo do coração. Quando me apaixono por algo me entrego de cabeça sem medo. Quando me apaixono por alguém preciso de segurança pra fazer o mesmo. Mas acho estou aprendendo a não dar corda pro coração quando a razão mostra que não devo avançar. Meu maior hobby é me dedicar a você. Gosto de cuidar dos meus amigos e amores. Acho que não conseguiria viver sozinho, apesar de gostar da solidão. Me insiro fácil em novas rodas de amizade. Não tenho medo do que os outros vão pensar. Não costumo me relacionar com pessoas que ainda não conheça. Não acredito que seja por falta de vontade. Talvez necessidade de segurança, alguma coisa bloqueia minha atitude. Não tenho amigos sem conteúdo. Nem costumo me afinizar com pessoas vazias ou que levem a vida no “piloto automático”. Não me incomodo em ficar sozinho por conta disso. Eu sei que na hora certa a pesssoa certa aparece. Não sou bom com relacionamentos superficiais. Comigo duraram pouco, os poucos que tive. Gosto de ser o que sinto. Digo o que vivo e não minto. Definitivamente não sou bom com mentiras. E por isso acredito no que os que tenho como amigos dizem e não temo ou duvido disso. Acerdito na bondade das pessoas, no brilho do olhar de uma criança e nas rugas de experiência de um idoso. Estou em constante revolução interna. Não mudo meus valores, mas sempre estou lapidando minha essência. Sou analista de mim mesmo. Pinto minha própria tela e toco a minha sinfonia. Conheci você pra te absorver, e tirar dessa amizade o melhor exemplo pra mim. E pra plantar no seu coração minha semente. Sou um pouco de cada um e cada um é um pouco por mim. Com você eu sou mais eu. Em você eu vejo eu. Então é assim! Se você não entendeu é porque ainda não me conheceu. Neste me descrevo sem pudor e sem temor. Este sou eu. Surreal e estranhamente único.
Enquanto ela observava os ponteiros do relógio pela madrugada, sentada em uma cadeira de balanço com seus rolos de tricô a tiracolo, lembrava da vida e de todos os momentos que passaram como em um piscar de olhos. Lembrava das crianças pequenas correndo pela rua em frente da casa…
Enquanto ela observava os ponteiros do relógio pela madrugada, sentada em uma cadeira de balanço com seus rolos de tricô a tiracolo, lembrava da vida e de todos os momentos que passaram como em um piscar de olhos. Lembrava das crianças pequenas correndo pela rua em frente da casa que por anos viveu e que hoje já não estão mais pois seguiram suas vidas e aparecem de vez em quando para uma visita, querendo saber mais da sua saúde do que da sua própria vida. Lembrava dos amigos, dos ainda vivos e presentes e daqueles que não estavam mais ali, para dar um sorriso, uma risada ou uma palavra de conforto. Lembrava ela dos amores que teve, alguns ruins, outros bons, outros que deixaram algumas marcas e por fim do amor inesquecível. Lembrava que tiveras em outro tempo quando a sua faceta se fazia menina, jamais dispensada seria por tão belo corpo esbelto que se tinha. Ela lembrava de tudo e tudo que a cada momento ia ficando mais distante e perdendo detalhes por tal cabeça já não ser tão lúcida, mas que com muito esforço ainda conseguia visualizar a luz daqueles dias tão bem vividos. Por fim, ela via aquele seu momento e não acreditava que o fim seria aquele, um fim solitário, sem amigos, sem amores, só. Esse sentimento entranhado em sua alma tão grandiosa mas que naquele momento se fazia pequena, prestes ao fim, a um apagar das luzes que ela mesmo não acreditava e já entregava seus pontos ao passar das horas. Eis que então ela entendeu que aquilo tudo era necessário, para que ela pudesse lutar com todas as forças para que aquela pequena fagulha que ainda existia viva não se apagasse e fosse possível ainda poder olhar o seu último nascer do sol.
Em um canto sem luz, ele parado a olhava e via o semblante de loucura que existia ali. Ela que outrora era controladora, o vendo parado sem conseguir ver seus olhos mais uma vez, sentia que a fera que existia dentro de si, hoje era dominada. A angústia dos sentimentos se perdia e…
Em um canto sem luz, ele parado a olhava e via o semblante de loucura que existia ali. Ela que outrora era controladora, o vendo parado sem conseguir ver seus olhos mais uma vez, sentia que a fera que existia dentro de si, hoje era dominada. A angústia dos sentimentos se perdia em um turbilhão de detalhes que estavam ali, naquele momento frente-a-frente. Um olhar escuro começava a dar lugar a luz clara que o irradiava por causa daqueles caprichos que ele tanto amava. Ao olhar sua musa ali, aos seus pés implorando seu perdão, ele sentia que nada mudaria tal situação e que aquela fraqueza, não cabia no ego que ele antes idolatrava. Ela por sua vez, não acreditava que seu amado, que a conquistara com tanto ardor, naquele momento começava a lhe igualar aos outros seres. Não para ela que tanto havia sido cortejada e desejada e que não entendia a volta daqueles sentimentos que a haviam atormentada por outros em outros momentos vividos. Ele se move das sombras na direção dela, lhe desfere um beijo e sai sem rumo definido. Ela chora agarrada ao tapete da sala se perguntando onde estavam suas súplicas de ajuda feitas em oração contra o fim daquele desalinho. Eis que a porta se abre e ela enfim consegue ver os olhos daquele que havia partido. Eram olhos de ternura e de cansaço que mostravam fardos de uma vida que se esvaia. Ele se ajoelha perante a dona de seus raios de luz e a toma nos braços. Ela fica calada e entende que ali estava seu porto, seu protetor. Aquele que poderia ter raiva do mundo mas que jamais poderia desgostar de sua dama ao ponto de partir deixando seu coração para trás. Os dois se congelam naquela cena de época e sobem aos céus como pequenos feixes de luz dentro de toda aquela escuridão que consumia todo aquele lugar, provando que não há no mundo escuridão, sombra ou pavor que possa acabar com a luz que existe dentro de cada um de nós.