Frase de Luth
Não Está Aqui Guardo labirintos de palavras. Entre sombras e colunas antigas, mais que livros repousa o mistério. Sem buscar, mãos tocam o mais espesso dos tomos, aquele que murmura entre poeiras: decifra-me ou devoro-te. Olhos distantes, o objeto contempla. Folha a folha, uma alma se abre. Cada página, um suspiro, cada linha, um abismo. Leitura feita em silêncio sagrado, onde o tempo se curva diante da persistência. Mesmo o guardião da palavra não ousa compreender. Um menino detém o gesto. O corpo se cristaliza. O silêncio se parte: — Que houve? Lábios tremem: — A página… em branco. Mas eis que o branco se move. Letras nascem do que se vê. No convento onde tudo cala, escreve-se o invisível. E assim, o manuscrito respira.
No pensador.ai desde