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Frase de Sandro kretus

O verme Ao decompor-se, o corpo já apodrecido Metamorfoseou-se em um liquido espesso, amarelado E ao ser sugado, embrenhou-se ao estomago da mosca varejeira Que lentamente o sugava Após extraordinária transmutação Produziu-se uma espantosa manifestação Fazendo a mosca defecar o verme Em meio a podridão Submergido em um caldo azulado Estava o verme Em estado espantado Tentando livrar-se daquela bolsa fecal Ao colocar a cabeça para fora Após romper a grossa membrana O verme esforçou-se, conseguido tirar seu corpo Lançando-se ao chão com um hibrido mergulho Livre daquela prisão, rastejou suavemente Deixando um rastro meloso no chão E aos poucos as luzes foram acendendo Fazendo o verme recuperar a visão A sua frente, a surpresa Estava o verme em frente a um jardim de violetas E sem perder tempo, foi logo tratando de rastejar Indo ao encontro das lesmas Ao chegar, o verme foi expulso pelos molúsculos gastrópodes Que lançaram-no um olhar de repulsa -Vá ao encontro dos seus! Gritou uma das lesmas -Estão ali! Ali no corpo decomposto O verme emocionou-se ao ver uma nuvem de vermes Fervilhando em uma carcaça apodrecida E assim, juntou-se aos seus Dando continuação a vida, que ali, lentamente se esvaia

Sandro kretus

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Pensador.com

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Outras frases de Sandro kretus

Expurgo De mim foram tiradas as vísceras apodrecidas Junto com as feridas de um mundo adoentado
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Expurgo De mim foram tiradas as vísceras apodrecidas Junto com as feridas de um mundo adoentado Outrora envenenado pelos reis das províncias E machucado pelos gigantes atormentados Não há cura onde a real loucura predomina O louco não consegue gritar quando a mente o domina Restos são restos, e o que sobra para os insetos? Que de longe chegam perto de nossa hegemonia A insustentável razão de um ser humano incrédulo Que com seu apego, apelo, apreço Paga seu preço pela sua inevitável ignorância Que desde a infância constrói seus castelos E desenha sois amarelos Desejando um dia ser feliz

As flores de tuas mãos Ninguém pode ver-te Ninguém pode sentir-te como eu sinto
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As flores de tuas mãos Ninguém pode ver-te Ninguém pode sentir-te como eu sinto Ninguém pode sentir o toque de tuas mãos, porque agora entre nós só existe a chuva Ninguém pode tirar-te de mim, pois meu amor é forte e profundo Mesmo que ceguem meus olhos, poderei ver-te Mesmo que silenciem meus ouvidos, ouvirei tua voz, porque sei que Deus mandou- me um anjo, e mesmo sem assas, voaremos juntos no céu Veja aquelas flores que nascem, cada uma delas guarda um segredo, e nas pétalas de cada uma está escrito o teu nome Ouça o vento que suspira por ti, em cada sopro meu coração se eleva junto com as folhas perdidas e esquecidas de amor Agora sinta meu amor, e veja que sou as flores que estão em tuas mãos Veja que sou o vento que suspira em teu corpo Veja que sou o homem que espera por ti, sem mesmo saber se um dia irá chegar.

Soneto ás mulheres Que todas as mulheres sejam felizes Por darem vida a minha existência
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Soneto ás mulheres Que todas as mulheres sejam felizes Por darem vida a minha existência Que todas as mulheres sejam amadas Como deusas, rainhas, imperatrizes Que todas as mulheres sejam realizadas Que o amor se faça como uma dádiva Que de suas almas sejam tiradas as cicatrizes Do coração de toda mulher mal amada Que o amor se faça como um presente Dando luz a vida de todas as mulheres Acalentando seus corações carentes Que todas as rosas possam juntar suas pétalas Em um único altar deixar suas mágoas e promessas No altar do meu coração, o amor é o que ainda resta