Frase de Jacilene Arruda
No Silêncio da Lua e da Flecha Na mata onde o tempo dorme, Oxóssi vigia com olhos de caça, Arco tenso, flecha firme, Respira o segredo que a floresta abraça. A lua derrama prata no rio, Que serpenteia entre raízes e sombras, E ali, na beira, com cuia e calma, Uma filha da terra recolhe as ondas. Seu gesto é antigo como o vento, Seu silêncio, um canto sem som, Ela sabe que a água tem memória, E que a noite é mais do que escuridão. No espelho do rio, uma lótus se abre, Como se o mundo respirasse em flor, Oxóssi observa, sem romper o instante, Guardião da vida, do saber e do amor. Entre flechas e folhas, entre lua e mulher, A floresta sussurra o que não se vê: Que o sagrado vive onde há respeito, E que o espírito dança onde há fé.
No pensador.ai desde