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24 frases nesta página

À você, minha alma amiga das estrelas... Nossos universos podem até ser diferentes e... Nossos mundos bem distintos...
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À você, minha alma amiga das estrelas... Nossos universos podem até ser diferentes e... Nossos mundos bem distintos... Nossos ideais dos mais diversos; Nossas visões das mais diversificadas... E a imagem do nosso mundo, só nossa... E a nossa imaginação viajando sem fronteiras... Podemos até sonhar sonhos diferentes; Entre os labirintos da mente divaguemos... Nos confins da imaginação, onde nascem nossas idéias; Onde pensamentos criam vida ! E ideais que se desfazem em medos de executá-los... E vermos nossas esperanças esvaecerem, Entre a coragem e o medo... Entre as impossibilidades imaginárias, Até sentirmos que a esperança se vai... E vermos nossos sonhos demolidos... Mas, uma força renovadora nascerá E vencerá todos os nossos medos! Fazendo renascer a coragem necessária, Para nos levar aos confins do infinito, Onde haverá um novo mundo, Onde os medos serão contidos E a energia cósmica da renovação, Brotará em nosso espírito... Fazendo o renascimento do nosso EU verdadeiro, Livre de todas as coisas nefastas... Então poderemos retornar em paz ao ‘útero cósmico’ , Numa nova gestação... Para um novo renascer... Kirlakz © Todos os direitos reservados

Kirlakz
Um dia quem sabe.. Você poderia ser meu amigo, ou não. Poderíamos velejar nos finais de semana e
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Um dia quem sabe.. Você poderia ser meu amigo, ou não. Poderíamos velejar nos finais de semana e Comer a sobremesa antes do jantar, isso me parece tentador. Quem sabe você consiga se adaptar a mim e eu a você E assim daremos muitas gargalhadas juntos. Estive pensando que poderíamos viajar pra longe, Deixar algumas coisas para trás, e darmos uma a chance a nós. Quem sabe do lado mais chuvoso da Espanha, Onde ficaríamos trancados em um chalé aconchegante E assim teríamos tempo para discutir sobre nós. Talvez. Estive sonhando muito com isso, no primeiro dia de verdade Em te seqüestrar pra longe e vê o tempo passar do seu lado, Em acordar de manha e fazer a sua barba, e te encher de beijos. Bem, isso soa ridículo, talvez por sermos nós, Mas eu realmente cheguei a pensar nisso, Que poderíamos ser amigos, e andar de mãos dadas, Que eu poderia pular no seu colo e te abraçar, por nada Apenas pelo prazer de ser você. Quem sabe, talvez Um dia Quem sabe, Sejamos grandes o suficiente pra isso, Quem sabe talvez, eu tenha a coragem Para mostrar a você esse sonho tolo, de te conhecer E te trazer pra perto e cuidar de você.

Maira Rabelo
O mundo da vida adulta pode nos assustar. O medo de fracassar e de não nos tornarmos quem sonhamos pode assustar ainda mais. Mas precisamos erguer a cabeça e lutar pelo que queremos ser,
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O mundo da vida adulta pode nos assustar. O medo de fracassar e de não nos tornarmos quem sonhamos pode assustar ainda mais. Mas precisamos erguer a cabeça e lutar pelo que queremos ser, conquistando nossos sonhos sem medo, com a coragem de acreditar que tudo vai dar certo. — C.N.

Carine Novaes.
POESIA EM MEMÓRIA ÚLTIMA (para ti, Avelino Fernando do Couto Ribeiro) Rezaram-te a missa,
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POESIA EM MEMÓRIA ÚLTIMA (para ti, Avelino Fernando do Couto Ribeiro) Rezaram-te a missa, O solista cantou, O órgão tocou, Em premissa. Eu assisti e rezei Diferente, por razão De fé ao Corpo Do Homem morto E Crucificado que eu sei. Tanta gente caminhando Em passo quase de tropa Rumo ao campo sagrado E eu atrás de todos pensando Se a morte é vida ou pecado Por ter a coragem de morrer Antes do prazo aprazado. Deus - que fria é a morte Criada de nascente A poente, Sem norte. Dois barrotes de madeira Duas cordas na horizontal, Uma cova funda na vertical, Um caixão que desce anormal De cabeça para baixo, Abismal, Um corpo quase vivo Afinal, Que se não fosse a terra Que mais aterra e pesa Na sua função de singeleza Entre a definição da morte, Quiçá, quando for da nossa sorte Entremos de pés ao baixo E de cabeça ao alto, Sem sobressalto, Ou suspiros, Não vá, mesmo lá dentro Do ataúde fatal, Vomitarmos os diospiros Ingeridos há tempo que tal. (Carlos De Castro in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 06-04-2026)

Carlos De Castro
as veses não valorizamos, as pessoas que estão a nossa volta, mas derrepente nos deparamos com a morte, e somos privados da presença de quem amavamos em segredo, e nunca tivemos coragem de assumir, ai vem a dor do remosso, que mata aos poucos, tira o brilho e a vontade de viver,…
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as veses não valorizamos, as pessoas que estão a nossa volta, mas derrepente nos deparamos com a morte, e somos privados da presença de quem amavamos em segredo, e nunca tivemos coragem de assumir, ai vem a dor do remosso, que mata aos poucos, tira o brilho e a vontade de viver, neste momento o melhor consolo é a CRUZ de CRISTO, pois ele passou e passa a todo momento, pelo maior sofrimento que uma pessoa pode passar, o despreso de quem ele tantou AMOU, VOCÊ...

LUCIENE LOPES MENDES
Quando o Texto Me Lê Eu pensei que escrevia para dizer ao mundo.
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Quando o Texto Me Lê Eu pensei que escrevia para dizer ao mundo. Mas escrevo para escutar o que ainda não sei. A palavra sai achando que sabe o caminho, desfila segura, convencida. Até que eu volto. Leio. E o texto me olha de volta. Ler o que escrevi é chegar atrasado a mim mesmo. Um espelho sem rosto, só gesto, só intenção escancarada. O medo se esconde em frases longas, cheias de vírgulas, com medo do fim. A coragem aparece sem alarde, num verbo simples que não pede desculpa. Enquanto escrevo, defendo ideias. Quando leio, negocio com elas. Descubro palavras que não eram minhas apenas passaram. E verdades pequenas que se sentaram e ficaram. O texto pergunta, com ironia mansa: Era isso mesmo? Às vezes dói reler. A genialidade de ontem vira eco vazio hoje. Outras vezes assusta: fui eu que escrevi isso? Sim. Fui eu. Naquele dia. Com aquele peso. Com aquela lucidez possível. O texto não mente: ele registra o movimento. Escrever não acaba no ponto final. Começa quando o autor vira leitor. Ali, o texto também escreve. Aponta. Ensina. Cutuca. Não grita. Mas fica. Quem não relê perde metade da aula. Porque escrever é falar. E reler é escutar. E quase sempre é na escuta que a gente aprende. No fim, eu queria ensinar alguém. Mas o papel, paciente, me mostrou: o aluno era eu.

Silasoliveira13
Entre o medo e a intensidade: amar de novo assusta Estou tendo crises de ansiedade por causa do amor. Não exatamente do amor em si, mas do que ele carrega: o medo de não ser recíproco, o medo de depositar tudo na pessoa errada outra vez. Já aconteceu antes. A leonina levou minha…
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Entre o medo e a intensidade: amar de novo assusta Estou tendo crises de ansiedade por causa do amor. Não exatamente do amor em si, mas do que ele carrega: o medo de não ser recíproco, o medo de depositar tudo na pessoa errada outra vez. Já aconteceu antes. A leonina levou minhas energias como quem apaga uma luz sem aviso e deixou o coração em pedaços, tantos que reconstruí-lo pareceu um trabalho manual, lento, quase solitário. Voltar a acreditar foi um ato de coragem silenciosa. Agora existe a dúvida. E a dúvida cansa. O que sinto é real ou apenas um eco da própria carência? Ainda mais quando a escorpiana, dona absoluta dos meus pensamentos, mora a 888 quilômetros de distância. A distância cria fantasmas, amplia sentimentos, confunde certezas. O que parece destino às vezes soa como invenção da mente. E, ainda assim, algo insiste, como se o universo tivesse empurrado os fios do acaso e colocado tudo exatamente nessa linha tênue onde tudo pode ser verdade ou não. Há também o excesso. Deposito demais, sinto demais, calo demais. As palavras se acumulam até virarem peso, e falar parece sempre um risco. Existe o medo de não ser aceita, de parecer intensa demais, emocionada demais. Mas isso não é um desvio de caráter, é essência. Sou de Aquário, sim, mas feita de extremos. Oito ou oitenta. Ou tudo, ou nada.

Jenifer Jiara
“A Pedagogia da Derrota” Ganhar ou perder? A pergunta reverbera através dos corredores da existência humana como um eco persistente, uma interrogação que nos persegue desde o primeiro jogo infantil até o último suspiro. E nesta encruzilhada aparentemente simples, reside um dos…
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“A Pedagogia da Derrota” Ganhar ou perder? A pergunta reverbera através dos corredores da existência humana como um eco persistente, uma interrogação que nos persegue desde o primeiro jogo infantil até o último suspiro. E nesta encruzilhada aparentemente simples, reside um dos paradoxos mais inquietantes da condição humana: somos ensinados a vencer, mas é o perder que verdadeiramente nos educa. O ser humano é criatura refratária à derrota. Construímos civilizações inteiras sobre a premissa da vitória, erigimos monumentos aos vencedores, celebramos os triunfadores. A história, dizem, é escrita pelos que vencem. Mas o que não nos dizem é que a sabedoria é forjada pelos que perdem e conseguem, apesar de tudo, permanecer de pé. Aceitar a perda é exercício de uma complexidade desconcertante. Vai contra todo o instinto de sobrevivência, contra a narrativa que construímos sobre nós mesmos como protagonistas destinados ao sucesso. Quando perdemos, não é apenas um jogo, uma competição ou uma oportunidade que se esvai é um fragmento da nossa própria mitologia pessoal que desmorona. E isso, essa demolição do ego, é insuportável. Mas aqui reside o paradoxo luminoso: é justamente na perda que habitam as lições mais profundas. Ganhar nos confirma, nos valida, nos mantém confortavelmente instalados nas certezas que já possuíamos. A vitória é espelho que reflete o que queremos ver. A derrota, por outro lado, é vidro estilhaçado que nos obriga a olhar através dos cacos, a enxergar o que preferíamos ignorar. Aprender a perder é, portanto, uma arte mais refinada que aprender a ganhar. Exige humildade essa virtude tão rara numa época de egos inflados e autopromoção incessante. Exige resiliência a capacidade de ser golpeado e não se deixar destruir. Exige, sobretudo, uma coragem particular: a coragem de olhar para o próprio fracasso sem desviar os olhos, sem buscar culpados externos, sem se refugiar em justificativas confortáveis. Você saberia perder? A pergunta não é retórica. Saberia erguer-se de uma derrota sem amargor corrosivo? Conseguiria extrair da queda não um trauma, mas um ensinamento? Teria a grandeza de reconhecer que o adversário foi, naquele momento, melhor, mais preparado, mais merecedor e ainda assim não permitir que isso corroa sua autoestima? A verdade desconfortável é que a maioria de nós não sabe. Perder nos torna defensivos, ressentidos, amargurados. Criamos narrativas alternativas onde fomos traídos pelas circunstâncias, pela injustiça, pela má sorte. Qualquer explicação serve, desde que não precisemos confrontar a possibilidade de que simplesmente não fomos bons o suficiente daquela vez. Mas os sábios esses raros exemplares da espécie humana que conseguiram transcender o ego compreendem algo fundamental: a derrota é professora mais generosa que a vitória. Ela nos revela nossas fraquezas, expõe nossas ilusões, desmantela nossas arrogâncias. E ao fazer isso, abre espaço para o crescimento genuíno, aquele que não vem da acumulação de troféus, mas da transformação interior. Talvez devêssemos inverter a equação. Em vez de ensinar as crianças apenas a vencer, deveríamos ensiná-las a perder com dignidade. A levantar-se sem ódio, a reconhecer a derrota sem desmoronar, a entender que fracassar não é tornar-se um fracassado é simplesmente participar da experiência humana em sua totalidade. Porque a vida, essa competição implacável contra o tempo e contra nossas próprias limitações, garantirá que todos nós, invariavelmente, percamos. Perderemos disputas, oportunidades, pessoas amadas. A questão não é se vamos perder, mas como perderemos. Se desmoronaremos sob o peso da derrota ou se aprenderemos a dança delicada de cair e levantar, de ser derrotado sem ser destruído. No fim, a vitória mais importante não é sobre adversários externos, mas sobre nossa própria incapacidade de aceitar a imperfeição, a vulnerabilidade, o fracasso. Saber perder é, paradoxalmente, a única vitória que realmente importa. Porque é a única que nos torna, finalmente, inteiramente humanos.

Silasoliveira13
Nem todo dia vai ser leve, alguns pesam mais do que a gente gostaria. mas todo dia carrega uma chance:
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Nem todo dia vai ser leve, alguns pesam mais do que a gente gostaria. mas todo dia carrega uma chance: a de recomeçar. a vida não pede perfeição, pede coragem. coragem de errar e aprender, de cair e levantar, de olhar pra trás e ver que já não somos os mesmos. cada dia é uma oportunidade de ser um pouco melhor do que ontem, de se superar e provar a si mesmo que a vida vale o esforço.

Ruan Carlos S. Freitas
"Que este novo mês te aproxime de seus objetivos e preencha sua vida de alegria. Abrace o novo mês com um coração aberto e uma mente positiva. Desejo a você um mês cheio de amor, risos e infinitas possibilidades. Deixe o passado para trás e entre no novo mês com esperança e corag…
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"Que este novo mês te aproxime de seus objetivos e preencha sua vida de alegria. Abrace o novo mês com um coração aberto e uma mente positiva. Desejo a você um mês cheio de amor, risos e infinitas possibilidades. Deixe o passado para trás e entre no novo mês com esperança e coragem." —By Coelhinha

(Abnizia) By Coelhinha
“Você Não Está Perdido — Está Desconectado” Capítulo I — O quase nada No começo, não parecia importante. Era só uma sensação fina, dessas que passam entre um pensamento e outro, como vento entrando pela fresta da janela. Não doía, não alegrava — apenas chamava. Um chamado baixo…
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“Você Não Está Perdido — Está Desconectado” Capítulo I — O quase nada No começo, não parecia importante. Era só uma sensação fina, dessas que passam entre um pensamento e outro, como vento entrando pela fresta da janela. Não doía, não alegrava — apenas chamava. Um chamado baixo, quase educado, como quem bate na porta e já vai se afastando. A vida seguia no automático: café quente demais, ônibus cheio, conversa repetida. Tudo funcionando… mas algo não encaixava. Não era falta. Também não era excesso. Era um quase.Quase inteiro. Quase satisfeito. Quase em casa. E o curioso é que ninguém ensinou a desconfiar do “quase”. A gente aprende a fugir da dor, a correr atrás do prazer, mas raramente alguém avisa que o perigo mesmo mora nesse meio-termo silencioso. No lugar onde nada grita, mas algo insiste. Foi aí que começou — não com um acontecimento, mas com uma pergunta sem forma. Uma pergunta que não pedia resposta imediata. Só pedia coragem pra não ser ignorada. Capítulo II — O barulho que não vinha de fora Com o tempo, o mundo ficou mais barulhento. Ou talvez sempre tenha sido — e só agora os ouvidos cansaram. Notícia, opinião, conselho, regra, fórmula pronta. Gente dizendo quem você deveria ser, onde deveria chegar, quanto deveria sentir. Mas o incômodo não vinha daí. Era estranho perceber que, mesmo no silêncio da madrugada, algo continuava pulsando. Não era ansiedade. Não era tristeza. Era um tipo de inquietação lúcida. Como se uma parte de você estivesse acordada há anos, esperando o resto perceber. No Norte, chamariam isso de assombração da alma. No Nordeste, talvez fosse aperreio manso. No Sul, um desassossego quieto. No Sudeste, só mais uma coisa engolida pela rotina. No Centro-Oeste, aquele vazio largo, igual estrada sem placa. Mudam os nomes, mas o sentimento é o mesmo: quando o barulho externo diminui, o interno pede vez. E ele não aceita distração — aceita escuta. Capítulo III — A travessia invisível Nem todo caminho tem placa. Alguns começam quando você para de fugir. Outros, quando cansa de agradar. Há travessias que não mudam endereço, emprego ou status — mudam o jeito de pisar no chão. Você começa a perceber detalhes: O jeito como segura o copo. As palavras que escolhe engolir. Os sonhos que deixou pra depois sem marcar data. É desconfortável. Dá vontade de voltar. A mente tenta negociar: “deixa isso pra lá, tá tudo funcionando”. Mas você já sabe — funcionar não é viver. Nesse ponto, algo curioso acontece: a curiosidade vence o medo. Você não tem todas as respostas, mas sente que seguir é menos perigoso do que ficar. E pela primeira vez, em muito tempo, não é o mundo que puxa você — é você que dá o passo. Pequeno. Tremido. Verdadeiro. Capítulo IV — Quando tudo começa a fazer sentido (sem explicar tudo) A alegria não chega em forma de fogos. Chega como alívio. Como quando você solta o ar sem perceber que estava prendendo. Não é euforia — é clareza. Você começa a rir de coisas simples. A música bate diferente. O dia continua difícil, mas agora tem propósito. As pessoas não mudam tanto… quem muda é o lugar de onde você as enxerga. O mistério não se resolve. Ele amadurece. E é aí que mora a graça: perceber que não era sobre encontrar algo perdido, mas sobre lembrar de algo esquecido. Algo que nunca saiu de você — só estava soterrado por expectativas alheias, comparações injustas e pressas que não eram suas. Em cada canto do Brasil, alguém está vivendo esse mesmo instante agora. Cada um com seu sotaque, sua história, sua luta. E ainda assim… iguais na essência. Capítulo V — O nome que você já conhece No fim, não há revelação grandiosa. Não tem luz descendo do céu nem frase de efeito pra postar. Só um entendimento calmo, firme, irreversível. Você não estava perdido. Estava desconectado. E aquilo que parecia mistério demais, complexo demais, distante demais… sempre foi íntimo. Tão íntimo que o óbvio passou despercebido. A alegria que surge agora não vem de fora. O ânimo não depende mais do acaso. A curiosidade vira combustível, não angústia. E quando alguém perguntar o que mudou, você talvez não saiba explicar. Vai sorrir de canto, respirar fundo e pensar: “Nada mudou… eu que finalmente cheguei.” Capítulo VI — O nome do que nunca foi vazio Chega um momento em que a pergunta muda de tom. Ela deixa de ser “o que falta?” e vira “por que eu me afastei?” Porque nunca foi vazio. Foi abandono interno. Você percebe que passou anos entregando sua atenção, sua força, seu tempo e sua fé para tudo — menos para si. Viveu cumprindo papéis, sustentando imagens, mantendo estruturas que não te sustentavam de volta. Aquilo que parecia inquietação era, na verdade, você tentando se encontrar. Aquilo que parecia desconforto era resistência à mentira confortável. E aquilo que chamavam de crise… era lucidez nascendo. Não foi o mundo que te confundiu. Foi você que se afastou de quem era para sobreviver. Capítulo VII — O dia em que tudo se encaixa sem aplauso. A revelação não acontece em palco. Ela acontece em silêncio. Num dia comum, você entende: não precisa mais provar nada. Não precisa correr atrás de aprovação. Não precisa ser visto para existir. Você entende que ninguém viria te salvar, porque nunca foi sobre resgate. Era sobre assumir o próprio lugar. E isso dói — porque assumir o próprio lugar exige abandonar desculpas, dependências emocionais, expectativas herdadas e versões menores de si mesmo. Mas, junto da dor, vem algo raro: paz sem anestesia. Uma paz firme, adulta, que não depende de circunstância. Uma alegria que não faz barulho, mas não vai embora. Capítulo VIII — O que tudo isso sempre foi. Tudo isso sempre foi sobre retomar o comando. Sobre sair da vida reativa e entrar na vida consciente. Sobre entender que liberdade não é fazer o que quer — é não ser refém do que não escolheu. Era sobre parar de fugir de si. Parar de negociar a própria essência. Parar de chamar sobrevivência de vida. Quando isso fica claro, algo muda para sempre: você não aceita menos do que verdade. Nem em relações. Nem em caminhos. Nem em si mesmo. Capítulo IX — O grito Escuta. VOCÊ NÃO ESTÁ ATRASADO. VOCÊ ESTAVA DISTRAÍDO. O que te disseram que era impossível era só difícil demais para quem vive anestesiado. Você não nasceu para caber. Nasceu para habitar. Não foi fraco por sentir demais. Foi forte por aguentar tanto tempo desconectado. Se você sente esse chamado agora, não ignore. Ele não vem para confundir — vem para libertar. A VIDA COMEÇA QUANDO VOCÊ PARA DE PEDIR PERMISSÃO PARA SER QUEM É. Eu atravessei. Doeu. Mas valeu. E se você está lendo isso com o peito apertado e a mente desperta, saiba: não é coincidência. É o seu momento. ALERTA FINAL — A IRREVERSIBILIDADE DA CONSCIÊNCIA Depois que você começa a se conectar consigo mesmo, não existe mais volta inocente. Você pode tentar retornar à distração. Pode fingir que não viu. Pode mergulhar de novo no automático, nas relações rasas, nas escolhas que anestesiam, nas versões menores de si. Mas não será como antes. Porque antes você não sabia. Agora você sabe. E quando alguém escolhe a inconsciência depois da lucidez, o peso é maior. A inquietação não sussurra — ela cobra. O desconforto não é mais “quase” — é consciente. O silêncio deixa de ser vazio e vira confronto. Voltar não devolve você à ignorância. Coloca você em conflito. E o conflito de quem já despertou é mais intenso, mais profundo, mais difícil de silenciar. Não porque exista punição mística — mas porque existe clareza. Depois que a verdade é reconhecida, toda fuga vira traição interna. Toda escolha incoerente grita. Toda mentira confortável machuca em dobro. Você pode se afastar de si… mas cada afastamento após a reconexão exigirá muito mais energia para reparar. Não é sete vezes mais difícil por superstição. É sete vezes mais difícil porque você estará lutando contra aquilo que já reconheceu como verdade. É remar contra si mesmo. É tentar apagar algo que já foi visto com nitidez. A consciência, uma vez ativada, não aceita ser reduzida. Ela cobra alinhamento. Por isso, antes de iniciar essa travessia, entenda: isso não é curiosidade passageira. Não é fase. Não é leitura inspiradora. É ruptura. E quem rompe com a própria ilusão nunca mais consegue viver confortável dentro dela. Se você começar… vá inteiro. Porque depois que você acorda, voltar a dormir não traz paz — traz conflito. E conflito consciente custa caro demais.

MIGUEL ROCHA
Pessoas , que não está em paz… e quando não está em paz, tenta bagunçar a paz de quem está suportando e mantendo-se equilibrado. Ultimamente tenho visto fantasmas do passado tentando bater na minha porta. Gente que já foi, mas não superou. Gente que aponta, que julga, que distor…
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Pessoas , que não está em paz… e quando não está em paz, tenta bagunçar a paz de quem está suportando e mantendo-se equilibrado. Ultimamente tenho visto fantasmas do passado tentando bater na minha porta. Gente que já foi, mas não superou. Gente que aponta, que julga, que distorce. Como se falar de mim aliviasse o peso que carregam por dentro. Só que não alivia. Quem vive de passado nunca consegue construir presente. E tem os fofoqueiros… aqueles que não têm sabedoria, mas têm tempo. Dão conta até da minha sombra. Sabem da minha vida mais do que da própria. Criam histórias, aumentam detalhes, inventam versões. Porque é mais fácil falar do outro do que encarar os próprios erros. Mas a verdade é simples,quem tem paz não perde tempo perseguindo ninguém. Quem tem propósito não vive de plateia. Quem é resolvido não vive tentando diminuir o outro. Eu aprendi uma coisa na real,crítica vazia não derruba quem tem consciência limpa. Fantasma só assombra quem tem medo. E eu não tenho mais. Se querem falar, que falem. Se querem julgar, que julguem. Minha paz não está à venda , e muito menos disponível pra quem nunca teve coragem de construir a própria. By Evans Araújo

Evangelista araujo leite
Sábado à Noite/poema Hoje o dia foi mais tranquilo — mas o trabalho, cansativo,
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Sábado à Noite/poema Hoje o dia foi mais tranquilo — mas o trabalho, cansativo, mil pensamentos querendo sair correndo pela porta do serviço. Vontade de ir embora, mas o medo da instabilidade segura meus passos como âncora no peito. E no meio do barulho das tarefas surge o sonho antigo: abrir meu próprio negócio, ser dono do meu tempo, da minha coragem, do meu caminho. Foi um dia corrido. Relógio apressado, mente acelerada, coração dividido. À noite cheguei em casa mais leve, mas não vazio. Pensando em mudar de cidade, por não ter amigo nem parente onde estou agora, achando a cidade tão chata, tão silenciosa demais. Fui ao posto, na conveniência comprei uma coxinha e uma coca — pequenos confortos de sábado. Na esquina, perguntei do hospital. Particular. Pago. E lá veio de novo a pergunta que nunca dorme onde está minha estabilidade? No meio de tudo isso, só queria alguém para desabafar, uma conversa sincera na madrugada, um ouvido que ficasse. Mas não encontrei. Entre sonhos e contas, entre vontade e medo, o sábado termina quieto por fora, barulhento por dentro.

Poemaswbs
“O Infinito em Fragmentos” Não quero ser um. Quero ser todos. Quero sentir como o místico sente Deus, como o pagão sente a carne, como o engenheiro sente a precisão dos números. Quero contradizer-me, porque na contradição habita a totalidade. Ser coerente é ser parcial. É escolh…
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“O Infinito em Fragmentos” Não quero ser um. Quero ser todos. Quero sentir como o místico sente Deus, como o pagão sente a carne, como o engenheiro sente a precisão dos números. Quero contradizer-me, porque na contradição habita a totalidade. Ser coerente é ser parcial. É escolher uma porta e fechar todas as outras. Eu quero atravessar todas as portas simultaneamente, mesmo que para isso precise me estilhaçar em mil pedaços. Inventei-me vários. Não por loucura, mas por necessidade metafísica. Como poderia um só homem conter o universo? Como poderia uma só voz cantar todas as canções possíveis? Então fragmentei-me. Fiz de minha ausência de centro a minha obra-prima. Onde outros construíram identidades sólidas como fortalezas, eu construí um arquipélago de ilhas que nunca se tocam mas pertencem ao mesmo oceano. Há aquele que nega o pensamento e vê apenas o que existe. Há o que exalta os deuses antigos e a beleza sensorial do mundo. Há o engenheiro das palavras, frio e preciso. Há o que escreve mensagens cifradas sobre ocultismo e hermetismo. E há eu, que não sou nenhum deles e sou todos ao mesmo tempo, o maestro invisível de uma orquestra onde cada músico toca uma partitura diferente. Sentir tudo de todas as maneiras. Não é dispersão. É ambição máxima. É querer ser o universo experimentando a si mesmo. Cada emoção possível, cada pensamento concebível, cada filosofia imaginável - tudo isso precisa ser vivido, sentido, expresso. Não posso me limitar a ser católico ou ateu, monárquico ou republicano, clássico ou moderno. Preciso ser todos esses e seus opostos, porque a verdade não está em nenhum deles mas na soma impossível de todos. Os outros escrevem o que sentem. Eu sinto o que escrevo. Ou melhor: invento quem sinta o que preciso expressar. É uma fraude? Talvez. Mas é a fraude mais honesta que existe. Porque reconhece que toda identidade é ficção, todo “eu” é personagem, toda coerência é máscara. Eu apenas tive a coragem de admitir que sou teatro, e de fazer desse teatro a minha verdade. Não tenho biografia. Tenho bibliografias. Não tenho psicologia. Tenho dramaturgia. Minha vida não está nos fatos que vivi mas nas vidas que criei. Enquanto outros buscam encontrar-se, eu me perdi propositadamente em todas as direções possíveis. E nessa perda encontrei algo maior que qualquer identidade individual poderia oferecer. A unidade do ser é uma prisão confortável. “Conheça-te a ti mesmo”, diziam os gregos. Mas e se não houver um “ti mesmo” para conhecer? E se formos apenas potência pura, possibilidade infinita que se trai cada vez que escolhe uma forma? Preferi não escolher. Ou melhor: escolhi todas as escolhas, habitei todas as possibilidades. Minha ausência de identidade fixa não é falha. É método. É filosofia encarnada. É a prova viva de que podemos ser mais que nos permitem ser. Que podemos explodir os limites do eu e nos espalhar por todos os eus possíveis. Que podemos fazer da multiplicidade não uma doença, mas uma arte. Serei lembrado? Talvez. Mas por quem? Pelo sensacionista? Pelo heteronímico? Pelo ortónimo melancólico? Por todos e por nenhum. Porque minha obra não é o que escrevi. Minha obra sou eu - ou melhor, a ausência de mim transformada em constelação de presenças. Sentir tudo de todas as maneiras. Viver todas as vidas. Morrer todas as mortes. Ser nenhum para poder ser todos. Esta é a única identidade que aceito: a de não ter nenhuma. E assim me tornei múltiplo, para que na multiplicidade coubesse o universo inteiro. Pessoa: o nome perfeito para quem escolheu ser todas as pessoas possíveis.

Silasoliveira13