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24 frases nesta página

O lugar que alguém ocupa na sua vida deve ser definido pelo caráter, pelo respeito e pela capacidade de somar nunca pelo medo de ficar sozinho ou pela intensidade de um amor que machuca.
Darly costa
Acredito que a verdadeira medida de uma vida não se encontra no que as mãos acumulam, mas no que o coração distribui. Minha jornada é guiada por uma promessa silenciosa: ser a voz dos que não podem falar e a proteção dos que ainda não podem se defender. Para mim, proteger uma cr…
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Acredito que a verdadeira medida de uma vida não se encontra no que as mãos acumulam, mas no que o coração distribui. Minha jornada é guiada por uma promessa silenciosa: ser a voz dos que não podem falar e a proteção dos que ainda não podem se defender. Para mim, proteger uma criança é garantir que o futuro tenha esperança. Cuidar de um animal é honrar a forma mais pura de amor e inocência que habita a Terra. Em cada olhar resgatado e em cada sorriso protegido, encontro o meu propósito. Entendo que a morte não é o fim quando deixamos algo vivo nos outros. Por isso, vivo sob uma única verdade: Herança é o que se deixa para os outros; legado é o que se deixa dentro deles. Que, ao final do meu caminho, o meu rastro não seja feito de posses ou títulos, mas sim pelo silêncio de um animal que não sofre mais e pela alegria de uma criança que cresceu segura. Esse é o meu compromisso. Esse é o meu legado.

Noemý Alves (a desenhista)
Devo desfazer? Devo me deixar ir? Me despedir?
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Devo desfazer? Devo me deixar ir? Me despedir? Bom dia! E essa dor? Desse tremor? Isso é amor? Bom tarde! O que viveu? O que aconteceu? Mas e eu? Boa noite! Devo escutar? Me atormentar? Devo cantar? Boa.

Pedro.
Gratidão a Deus, porque foi Ele quem me sustentou nos dias em que ninguém via a batalha que eu travava por dentro. Quando faltou força, Ele foi meu refúgio. Quando faltou direção, Ele foi luz no caminho. A paz que vem do alto me manteve de pé, mesmo quando tudo ao redor parecia q…
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Gratidão a Deus, porque foi Ele quem me sustentou nos dias em que ninguém via a batalha que eu travava por dentro. Quando faltou força, Ele foi meu refúgio. Quando faltou direção, Ele foi luz no caminho. A paz que vem do alto me manteve de pé, mesmo quando tudo ao redor parecia querer me derrubar. Gratidão ao trabalho, que nunca foi só sustento, mas também caráter sendo moldado. Cada suor derramado construiu mais do que resultados construiu resistência, disciplina e visão. O trabalho me ensinou que dignidade não se negocia e que quem planta com fé, colhe no tempo certo. Gratidão às pessoas verdadeiras que permanecem. As que não precisam de plateia para demonstrar lealdade. As que chegam no silêncio, ajudam sem anunciar e ficam quando muitos vão embora. Poucas, mas suficientes. São conexões que Deus coloca para lembrar que ainda existe verdade no meio de tanta superficialidade. E acima de tudo, que a paz de Deus guarde meu coração, e que o amor de Cristo transborde em cada atitude minha. Que eu nunca perca a essência, nunca endureça o coração e nunca esqueça de onde vim porque tudo que sou e tudo que conquisto começa n’Ele e termina n’Ele. By Evans Araújo

Evangelista araujo leite
Eu nunca me senti assim antes. Agora eu percebo que viver sem você seria um vazio enorme. Meu corpo já se acostumou com a sua presença.
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Eu nunca me senti assim antes. Agora eu percebo que viver sem você seria um vazio enorme. Meu corpo já se acostumou com a sua presença. Ao deitar e ao levantar, meu coração só sabe pensar em você. O amor é mesmo impressionante… e eu amo sentir isso. Saber que é você quem faz meu corpo tremer, meu coração acelerar, e minha respiração falhar por um segundo… é algo que ainda me surpreende. Até nos meus sonhos você aparece. Às vezes em campos floridos, com um sorriso lindo; às vezes em praias ensolaradas; e até nos pesadelos quando você segura minha mão e tudo fica calmo de novo. Eu amo esses sonhos. Você sempre me leva para um lugar de paz junto dos nossos gatos. E sabe o que é mais impressionante? O final é sempre igual. Não somos só dois, mas três. Quando me perguntam se eu iria embora, eu penso nos dias sem você. Seria horrível acordar sem o seu “bom dia” e seu beijo suave na testa. Eu te amo oliver ❤️

Kelly
Poema: União de Corpo e Alma A cada toque, me entrego inteira a ti, ó meu amor. Vivemos fantasias ardentes, que o tempo não apagará.
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Poema: União de Corpo e Alma A cada toque, me entrego inteira a ti, ó meu amor. Vivemos fantasias ardentes, que o tempo não apagará. Teu olhar acende em meu peito uma chama suave. Dos teus lábios saem sussurros que me prendem em seu encanto, e eu me deixo levar, cada vez mais envolvida. Nossos corpos se encontram, contando o segredo que guarda o amor. Quando o céu nos beija em seu ápice, adormecemos entrelaçados, selando nosso vínculo em um abraço eterno. Nosso silêncio fala mais que mil palavras escritas, meu coração conhece o teu, sem precisar de vista. Em cada gesto, um pacto de alma a alma tecido, o laço que nos une é puro, sem nada oculto. Teus sonhos se entrelaçam aos meus, como riacho ao mar, e na profundidade desse amor, encontro a minha paz. Não há mais dúvida nem medo que possa nos separar, pois somos um só ser, em corpo e em pensar.

Léia Coelho
O amor não morre. Pode até hibernar. Pode recolher-se no silêncio, esconder-se atrás do orgulho ou perder-se no tempo. Às vezes parece distante, quase invisível, como se tivesse partido sem aviso. Mas o amor verdadeiro não desaparece. Ele espera. Ele amadurece. Ele resiste às e…
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O amor não morre. Pode até hibernar. Pode recolher-se no silêncio, esconder-se atrás do orgulho ou perder-se no tempo. Às vezes parece distante, quase invisível, como se tivesse partido sem aviso. Mas o amor verdadeiro não desaparece. Ele espera. Ele amadurece. Ele resiste às estações mais frias da vida. Pode adormecer… mas nunca deixa de existir. Porque o que é real não se apaga — apenas aprende a sobreviver.

Domingos Cupa - Escritor
O Primeiro Abrigo No seu ventre, estive no meu primeiro abrigo, Cheio de amor.
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O Primeiro Abrigo No seu ventre, estive no meu primeiro abrigo, Cheio de amor. No seu colo, fui consolado inúmeras vezes, E hoje, ainda encontro conforto nos nossos abraços. Ter o mesmo riso frouxo Foi, e continua sendo, imprescindível. Sem dúvida, sou abençoado por tê-la como mãe; Não conseguiria ter pedido a Deus uma melhor. Errei e erro muito, Mas busco ser um bom filho. Pois tudo o que eu fizer será, de fato, Apenas o mínimo.

Jefferson Freitas.
Eu já errei… e não foi pouco não por imaturidade… falta de coração briguei na escola pra provar que eu era forte
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Eu já errei… e não foi pouco não por imaturidade… falta de coração briguei na escola pra provar que eu era forte sem saber que força mesmo era mudar minha própria sorte empurrei quem só queria brincar comigo fiz do orgulho escudo, fiz da raiva abrigo menti por medo, calei por vergonha carreguei silêncio que ainda me acompanha feri com palavras que eu nem lembrava mais quem ouviu guardou… cicatriz não volta atrás quis ser adulto sem saber ser homem confundi aplauso com valor do meu nome andei com quem brilhava… mas por fora e deixei de ouvir quem me alertava por hora amei errado, por carência, por impulso jurei futuro com sentimento avulso casei sem amor achando que era destino de novo rsrs, e era medo de ficar sozinho erros que arrependemos profundamente erros de ser jovem demais, inconsequentemente erros de amar sem saber o que é amar de falar demais, de não saber calar mas se hoje eu penso diferente é porque ontem eu fui imprudente cada falha virou aprendizado cada tombo me deixou mais preparado fingi que tava bem quando tava quebrado sorri na foto mas por dentro devastado não pedi ajuda, quis ser invencível mas todo herói também é falível pedi desculpa tarde demais perdi pessoas que não voltam jamais e entendi que o tempo não negocia ele ensina… ou cobra um dia no meio dos meus erros encontrei direção meus filhos viraram norte, mais opção uma me traz luz, outro me traz chão o caçula me ensina força na decisão três motivos vivos pra eu ser melhor três espelhos dizendo pra eu ser maior e no amor eu parei de correr hoje é amor, e não é preencher ela é paz quando o mundo faz guerra é firme quando desmorona a terra se ontem eu errava tentando provar hoje eu acerto só por saber amar...

Niasa
Apego Ato 3 (O palco ainda guarda vestígios do trono quebrado. A luz nasce lenta, como amanhecer.) Sobre as ruínas, permaneço.
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Apego Ato 3 (O palco ainda guarda vestígios do trono quebrado. A luz nasce lenta, como amanhecer.) Sobre as ruínas, permaneço. Não mais de joelhos. Não mais cego pela própria devoção. Aprendi tarde, mas aprendi que amor não é escalar alguém até os céus, é caminhar ao lado, mesmo quando o chão treme. Toquei o fundo da minha própria ilusão e descobri algo inesperado: eu também sou digno de altura. (olha ao redor) Que tolos fomos, eu e meu coração, confundindo intensidade com entrega cega. Amar não é desaparecer. Não é reduzir-se à sombra do brilho alheio. Amar… é permanecer inteiro. Se outra vez meu peito arder, que arda lúcido. Que admire sem se diminuir. Que exalte sem se apagar. Não construirei mais tronos. Não erguerei altares. Se houver amor, que seja entre dois reis sem coroa, duas almas sem palco, dois humanos imperfeitos que escolhem ficar. (pausa) E se um dia eu voltar a sofrer que seja por ter sido verdadeiro, não por ter sido menor. (ergue o olhar) Hoje não carrego mais o peso de sustentar ninguém. Carrego apenas a responsabilidade de ser inteiro. E isso… isso é liberdade. (A luz se expande. Fim.)

Luis Henrique Takatsu
A literatura brasileira pode ser entendida como uma tentativa contínua de construção de identidade nacional, mas não de modo linear ou estável. Desde suas origens, ela se constitui como um campo de reflexão sobre o próprio país, suas fraturas históricas, suas influências externas…
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A literatura brasileira pode ser entendida como uma tentativa contínua de construção de identidade nacional, mas não de modo linear ou estável. Desde suas origens, ela se constitui como um campo de reflexão sobre o próprio país, suas fraturas históricas, suas influências externas e suas tensões internas. Mais do que um reflexo passivo da nação, a literatura brasileira participa ativamente da elaboração simbólica do Brasil, questionando e reconstruindo constantemente aquilo que se entende por identidade nacional. Essa instabilidade pode ser percebida ao longo da evolução de seus autores. Machado de Assis, por exemplo, não apresenta uma obra linear. Seus primeiros romances ainda dialogam com o romantismo, enquanto sua fase realista introduz a ironia como uma forma de leitura do mundo e do ser humano. A ironia machadiana não é apenas um recurso estilístico, mas revela uma visão ontológica: o ser humano é contraditório, autoconsciente e frequentemente incapaz de compreender a si mesmo plenamente. No entanto, em sua fase final, como em Esaú e Jacó, essa ironia se suaviza, indicando que a própria visão de mundo do autor se transforma ao longo da vida. Machado, portanto, encarna uma consciência literária em movimento, que evolui e se reconfigura. Em Clarice Lispector, a literatura deixa de ser apenas narrativa de acontecimentos e passa a se concentrar nos estados do ser. Sua linguagem pode tanto revelar quanto dissolver o sujeito. A epifania clariceana, recorrente em sua obra, é um momento de revelação que simultaneamente desestabiliza a identidade do personagem. Em A Hora da Estrela, por exemplo, a linguagem se apresenta mais linear, enquanto em outras obras se torna mais hermética e introspectiva. Em todos os casos, porém, há uma tensão contínua entre revelar o sujeito e desorganizá-lo, indicando que a identidade nunca é plenamente fixa. Essa dimensão ontológica também se manifesta em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. O sertão, ali, é simultaneamente geografia e metafísica. Embora a narrativa se construa a partir de histórias de jagunços, essas histórias funcionam como pano de fundo para reflexões mais profundas sobre Deus, o diabo, o amor e a própria realidade. O sertão rosiano representa um estado existencial no qual o ser humano questiona constantemente o sentido de sua existência. A linguagem regionalista, elaborada e inventiva, não limita o alcance da obra; ao contrário, serve como veículo para questões universais e ontológicas. Na poesia de Carlos Drummond de Andrade, o “eu” frequentemente se apresenta deslocado. Esse sentimento de inadequação é simultaneamente psicológico, social e metafísico. Ao afirmar que não será o poeta de um mundo caduco, Drummond revela tanto sua leitura crítica da sociedade quanto sua própria percepção existencial do mundo. O deslocamento não é apenas individual, mas também histórico e ontológico, refletindo a dificuldade de encontrar um lugar estável em uma realidade em transformação. O modernismo brasileiro, por sua vez, buscou romper com a tradição europeia, mas também se constituiu a partir dela. Influenciado pelas vanguardas europeias — como o cubismo, o futurismo e o expressionismo —, o modernismo brasileiro não pode ser considerado totalmente revolucionário. Ele representou, antes, uma reconfiguração cultural que reposicionou o Brasil dentro de um cenário internacional. Embora tenha introduzido novas formas de expressão e valorizado elementos nacionais, manteve diálogo constante com modelos estrangeiros, revelando a complexidade da construção de uma identidade cultural autônoma. Lima Barreto exemplifica a fusão entre literatura e política. Sua obra é simultaneamente um ato literário e um ato político. Ao desconstruir visões ufanistas do Brasil e expor desigualdades sociais profundas, ele revela um país distante da imagem idealizada. Sua escrita, crítica e amarga, continua atual justamente por evidenciar problemas estruturais que persistem. A literatura, nesse caso, torna-se instrumento de lucidez social e histórica. Na poesia de Cecília Meireles, a temporalidade assume caráter ao mesmo tempo nostálgico e metafísico. Seus versos frequentemente refletem sobre a passagem do tempo e a transitoriedade da vida, construindo uma nostalgia que não se limita à memória pessoal, mas se expande para uma reflexão existencial sobre o destino humano. O tempo, em sua poesia, é consciência da impermanência. A questão da identidade nacional atravessa toda a literatura brasileira. Durante muito tempo, a produção literária refletiu fortemente influências europeias. Apenas ao longo do século XX, especialmente após o modernismo e nas décadas seguintes, é possível perceber a consolidação de uma identidade literária mais autônoma. Ainda assim, essa identidade permanece instável, construída em diálogo constante com referências externas e internas. A literatura brasileira não define uma identidade fixa; antes, revela a dificuldade de estabelecê-la de forma definitiva. Por fim, a relação entre forma estética e verdade social é central na tradição literária brasileira. Em obras como Vidas Secas, de Graciliano Ramos, a linguagem seca e direta corresponde ao conteúdo narrado, criando uma unidade entre forma e temática. A estética não suaviza a realidade, mas a traduz e a intensifica. Quando forma e conteúdo caminham juntos, a literatura alcança maior potência expressiva e crítica. Assim, a literatura brasileira pode ser compreendida como um espaço simbólico em que a identidade nacional é continuamente construída, questionada e reformulada. Ela não oferece respostas definitivas, mas evidencia a complexidade de um país cuja identidade permanece em permanente elaboração.

Monalisa Ogliari
Eu ainda te amo Nao como que procura sua presença no escuro
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Eu ainda te amo Nao como que procura sua presença no escuro Mas com sentimento profundo Eu te amo quem olha seus olhos E busco sua alma que me atravessa Com calma, sem pressa Perdemos as palavras Perdemos o abraço terno Que eu oferecia sem cálculo E sua palavras cada vez mais curtas E nada fluidas anunciam Que o nosso amor não te mobiliza E eu te pinto com tinta preta Uma imagem de luto Onde estão as juras de amizade eterna? Nada mais resta. Estou sozinha em silêncio No despontar do anoitecer E minha casa é meu refúgio Um solo impenetrável Onde reflito minha existência humana. Eu me basto, mas meus lábios São vazios sem os seus Eu quero introspecção Silêncio que se entente Você quer expansão Viva social E em meio a muitos Eu me sinto habitante De outro ecossistemas Estamas separados por anseios de vida E nada espero de ti A não seus olhos que me observam E a distância de nossos lábios Eu te amarei na memória Você procura ação Eu anseio vida privada Isso nao me faz mais pobre Eu converso comigo Você conversa com o público Eu não deixei de te amar Amo na distância E seus olhos olham os meus E nosso boca se tocam em silêncio E à distancia Sei que nunca seremos indiferentes E na noite de hoje Sonho com diferenças serenizadas E o encontro de nossos lábios Mostras que somos todos iguais E nos encontramos em nossos corpo E saberemos que fomos amados Apesar do mundo Apesar de nós dois O amor quer pele O amor não quer razão Unidos pelo desejo inconsciente De sermos um Em um mundo caótico O meu amor está aqui Entre desejo e ponderação Olhe-me, simples mulher caseira. E te abraçarei profundamente E te curarei da razão. Eu não sou palco Eu não sou plateia Eu sou o amor puro Que sua alma reconhece. Ainda que você negue. O amor é abstração E nada espera, O amor não é humano. É um pedaço de divina Na esfera terrestre. Eu te amarei sem nada esperar. Ao dormir eu lembrarei dos seu olhos. Seguirei em frente como que carrega O segredo do universo.

Monalisa Ogliari
Apego Ato 2 (Palco quase escuro. Um único facho de luz. Ele caminha lentamente.) Assim termina o engano do meu próprio coração.
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Apego Ato 2 (Palco quase escuro. Um único facho de luz. Ele caminha lentamente.) Assim termina o engano do meu próprio coração. Eu, arquiteto da ilusão, escultor de um trono que jamais me pertenceu. Com mãos trêmulas de afeto ergui muralhas de admiração, e no topo delas coloquei um ser humano… feito da mesma fragilidade que eu. Mas ceguei-me. Preferi chamá-la de estrela, para justificar minha disposição em viver na sombra. Oh, que doce veneno é idealizar. Enobrece o outro e empobrece a si mesmo. Fiz dela soberana de um reino que inventei. Curvei-me diante de um amor que não pediu joelhos. E quando clamei por reciprocidade, o eco foi minha única resposta. (pausa longa) Mas eis a tragédia maior não foi rejeição. Não foi desprezo. Foi consciência. Consciência de que nenhum trono se sustenta sozinho. Que todo pedestal exige um chão. E eu… eu escolhi ser chão. (olha para as próprias mãos) Estas mãos que ergueram, agora aprendem a desfazer. Pois se amor houver de existir, que venha sem coroas. Sem alturas inventadas. Sem abismos criados pelo excesso de devoção. Que venha como encontro. De pé. Olho no olho. Respiração contra respiração. E se não puder ser assim… (entonação firme) Que caia o trono. Que se despedacem os altares. Que reste apenas a verdade dois seres humanos ou nenhum. (A luz se apaga lentamente. Silêncio.)

Luis Henrique Takatsu