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24 frases nesta página

Esse sorriso que anseia pela vida, que se aglomera entre objetos, sonhos e planos… Como poderia se conter
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Esse sorriso que anseia pela vida, que se aglomera entre objetos, sonhos e planos… Como poderia se conter tanta energia que pede para transbordar através do seu rosto? Não tente se espreitar, nem se resumir a rascunhos — como uma molécula solitária, sem perceber o próprio potencial. Você é transformação. É a prova de que a energia, quando bem direcionada, se torna força, movimento e um átomo inteiro de felicidade.

Luis Henrique Takatsu
Entre o medo e a intensidade: amar de novo assusta Estou tendo crises de ansiedade por causa do amor. Não exatamente do amor em si, mas do que ele carrega: o medo de não ser recíproco, o medo de depositar tudo na pessoa errada outra vez. Já aconteceu antes. A leonina levou minha…
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Entre o medo e a intensidade: amar de novo assusta Estou tendo crises de ansiedade por causa do amor. Não exatamente do amor em si, mas do que ele carrega: o medo de não ser recíproco, o medo de depositar tudo na pessoa errada outra vez. Já aconteceu antes. A leonina levou minhas energias como quem apaga uma luz sem aviso e deixou o coração em pedaços, tantos que reconstruí-lo pareceu um trabalho manual, lento, quase solitário. Voltar a acreditar foi um ato de coragem silenciosa. Agora existe a dúvida. E a dúvida cansa. O que sinto é real ou apenas um eco da própria carência? Ainda mais quando a escorpiana, dona absoluta dos meus pensamentos, mora a 888 quilômetros de distância. A distância cria fantasmas, amplia sentimentos, confunde certezas. O que parece destino às vezes soa como invenção da mente. E, ainda assim, algo insiste, como se o universo tivesse empurrado os fios do acaso e colocado tudo exatamente nessa linha tênue onde tudo pode ser verdade ou não. Há também o excesso. Deposito demais, sinto demais, calo demais. As palavras se acumulam até virarem peso, e falar parece sempre um risco. Existe o medo de não ser aceita, de parecer intensa demais, emocionada demais. Mas isso não é um desvio de caráter, é essência. Sou de Aquário, sim, mas feita de extremos. Oito ou oitenta. Ou tudo, ou nada.

Jenifer Jiara
"Embora nem todos os dias sejam fáceis, todas as jornadas oferecem oportunidades de aprendizado, crescimento e esperança. Tempos difíceis te fazem mais fortes, enquanto que nos dias tranquilos permitem você descansar e valorizar sua vitória Manter a fé, o auto-cuidado e a ajuda c…
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"Embora nem todos os dias sejam fáceis, todas as jornadas oferecem oportunidades de aprendizado, crescimento e esperança. Tempos difíceis te fazem mais fortes, enquanto que nos dias tranquilos permitem você descansar e valorizar sua vitória Manter a fé, o auto-cuidado e a ajuda constante para superar as adversidades nos momentos difíceis. Lembre-se de que as crises fazem parte da vida, e focar no presente, manter uma atitude positiva e com gratidão nos permitem renovar as forças para seguir em frente." —By Coelhinha

(Abnizia) By Coelhinha
“Há acontecimentos que carregam a delicadeza de um rito: não se anunciam, se revelam. São mais que fatos, são símbolos de vida. Antecipar-se a eles é roubar o instante de quem os vive, é quebrar o ritmo natural da experiência. O tempo de cada pessoa é um espaço inviolável, e resp…
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“Há acontecimentos que carregam a delicadeza de um rito: não se anunciam, se revelam. São mais que fatos, são símbolos de vida. Antecipar-se a eles é roubar o instante de quem os vive, é quebrar o ritmo natural da experiência. O tempo de cada pessoa é um espaço inviolável, e respeitá-lo é reconhecer sua dignidade. Só quem sabe esperar entende que o florescer não se força — ele acontece quando a própria vida decide.”

Tatianne Ernesto S. Passaes
Pílulas Placebianas – Voz do Zarathustra da Esquina Ó ouvinte das noites insone... escuta o chamado das pílulas placebianas. Nesta era de veludo podre e telas que mentem,
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Pílulas Placebianas – Voz do Zarathustra da Esquina Ó ouvinte das noites insone... escuta o chamado das pílulas placebianas. Nesta era de veludo podre e telas que mentem, Zarathustra da esquina desce das montanhas imaginárias Pra cuspir verdades cruas no asfalto rachado. Engole o placebo da vida mansa... ou desperta pro abismo que pulsa. Agora, o fluxo começa – brutal, belo, sem piedade. No sofá elitizado... queixume ecoa baixo. Mulheres de espinhos afiados... homens de ferro enferrujado. Anel reluz – prisão dourada no dedo. Pecho infla de posts vazios... não de abraços que sangram. Ó mortal das sombras... ama o lascado, o irremediável – no defeito, pulsa o eterno sim... à terra nua. Unha lascada... chora sob chuva fina e impiedosa. Tempo traiçoeiro... esmalte em ruína cinzenta. Manicure pisa barro vivo... pés que doem sem queixas. Tu posas unhas de cristal... intocadas pelo real. Deixa rachar, ó alma errante – pele nua sente o pulso sombrio... da existência bruta. Uber range nas curvas... chofer de olhos fundos como abismos. "Estrelas frias" no app... véu da ilusão digital. Viram costas... chamam o próximo fantasma. Sem ver o irmão... no volante da dor cotidiana. Monte no lotado, ó nômade das trevas – suor alheio é ponte gasta... pro humano eterno. Lanche frio chega... foto de fúria viral, efêmera. Sofá engole o corpo... belly de sombras se alastra. Devoram o morno... reclamação como vinho amargo. Embriaga o vazio... que grita no silêncio. Cozinha no fogo baixo e traiçoeiro, ó faminto das noites – fome crua forja banquete... da alma desperta. Chefe voraz... promoção no CV lustroso. Reclamam o jugo... mas joelho dobra por migalhas. Trânsito engole horas... culpa no mundo, não no espelho. CV esconde o suor... que ninguém vê. Ergue-te, ó escravo coroado – manda em ti mesmo... na rua sem terno. Gym de elite... pesos cromados, selfie no espelho. Corpo esculpido... reclama "dor nos glúteos". Rua mal iluminada... corrida visceral, sem academia. Calejado pelo asfalto... sobrevive sem like. Corre na noite crua, ó titã de carne – músculo da vida bate... no peito exposto. Zarathustra da esquina... sussurra das sombras: Vive o borrão sombrio... não a aquarela falsa. A vida é caos que canta... brutal, bela, sem fim. Desperta... ou incha no sofa⁠ Ysrael Soler #israelsoler #ysraelsoler

Israel Soler
“A Pedagogia da Derrota” Ganhar ou perder? A pergunta reverbera através dos corredores da existência humana como um eco persistente, uma interrogação que nos persegue desde o primeiro jogo infantil até o último suspiro. E nesta encruzilhada aparentemente simples, reside um dos…
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“A Pedagogia da Derrota” Ganhar ou perder? A pergunta reverbera através dos corredores da existência humana como um eco persistente, uma interrogação que nos persegue desde o primeiro jogo infantil até o último suspiro. E nesta encruzilhada aparentemente simples, reside um dos paradoxos mais inquietantes da condição humana: somos ensinados a vencer, mas é o perder que verdadeiramente nos educa. O ser humano é criatura refratária à derrota. Construímos civilizações inteiras sobre a premissa da vitória, erigimos monumentos aos vencedores, celebramos os triunfadores. A história, dizem, é escrita pelos que vencem. Mas o que não nos dizem é que a sabedoria é forjada pelos que perdem e conseguem, apesar de tudo, permanecer de pé. Aceitar a perda é exercício de uma complexidade desconcertante. Vai contra todo o instinto de sobrevivência, contra a narrativa que construímos sobre nós mesmos como protagonistas destinados ao sucesso. Quando perdemos, não é apenas um jogo, uma competição ou uma oportunidade que se esvai é um fragmento da nossa própria mitologia pessoal que desmorona. E isso, essa demolição do ego, é insuportável. Mas aqui reside o paradoxo luminoso: é justamente na perda que habitam as lições mais profundas. Ganhar nos confirma, nos valida, nos mantém confortavelmente instalados nas certezas que já possuíamos. A vitória é espelho que reflete o que queremos ver. A derrota, por outro lado, é vidro estilhaçado que nos obriga a olhar através dos cacos, a enxergar o que preferíamos ignorar. Aprender a perder é, portanto, uma arte mais refinada que aprender a ganhar. Exige humildade essa virtude tão rara numa época de egos inflados e autopromoção incessante. Exige resiliência a capacidade de ser golpeado e não se deixar destruir. Exige, sobretudo, uma coragem particular: a coragem de olhar para o próprio fracasso sem desviar os olhos, sem buscar culpados externos, sem se refugiar em justificativas confortáveis. Você saberia perder? A pergunta não é retórica. Saberia erguer-se de uma derrota sem amargor corrosivo? Conseguiria extrair da queda não um trauma, mas um ensinamento? Teria a grandeza de reconhecer que o adversário foi, naquele momento, melhor, mais preparado, mais merecedor e ainda assim não permitir que isso corroa sua autoestima? A verdade desconfortável é que a maioria de nós não sabe. Perder nos torna defensivos, ressentidos, amargurados. Criamos narrativas alternativas onde fomos traídos pelas circunstâncias, pela injustiça, pela má sorte. Qualquer explicação serve, desde que não precisemos confrontar a possibilidade de que simplesmente não fomos bons o suficiente daquela vez. Mas os sábios esses raros exemplares da espécie humana que conseguiram transcender o ego compreendem algo fundamental: a derrota é professora mais generosa que a vitória. Ela nos revela nossas fraquezas, expõe nossas ilusões, desmantela nossas arrogâncias. E ao fazer isso, abre espaço para o crescimento genuíno, aquele que não vem da acumulação de troféus, mas da transformação interior. Talvez devêssemos inverter a equação. Em vez de ensinar as crianças apenas a vencer, deveríamos ensiná-las a perder com dignidade. A levantar-se sem ódio, a reconhecer a derrota sem desmoronar, a entender que fracassar não é tornar-se um fracassado é simplesmente participar da experiência humana em sua totalidade. Porque a vida, essa competição implacável contra o tempo e contra nossas próprias limitações, garantirá que todos nós, invariavelmente, percamos. Perderemos disputas, oportunidades, pessoas amadas. A questão não é se vamos perder, mas como perderemos. Se desmoronaremos sob o peso da derrota ou se aprenderemos a dança delicada de cair e levantar, de ser derrotado sem ser destruído. No fim, a vitória mais importante não é sobre adversários externos, mas sobre nossa própria incapacidade de aceitar a imperfeição, a vulnerabilidade, o fracasso. Saber perder é, paradoxalmente, a única vitória que realmente importa. Porque é a única que nos torna, finalmente, inteiramente humanos.

Silasoliveira13
​"Muitas vezes nos questionamos sobre a origem do sofrimento e das tribulações em nossas vidas. Nesses momentos, a sensação de abandono pode surgir, mas a verdade é que as provações servem como um processo de aprendizado e fortalecimento. Deus permite tais desafios para que possa…
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​"Muitas vezes nos questionamos sobre a origem do sofrimento e das tribulações em nossas vidas. Nesses momentos, a sensação de abandono pode surgir, mas a verdade é que as provações servem como um processo de aprendizado e fortalecimento. Deus permite tais desafios para que possamos exercitar a resiliência e manter a fé inabalável, compreendendo que a vitória é, frequentemente, o fruto da perseverança diante das dificuldades. Nos momentos de dor, que busquemos força no exemplo de Jesus Cristo."

José Valdeci Dionísio 34;Pensador
[Fadado a Triunfar] O Sorriso Sincero,
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[Fadado a Triunfar] O Sorriso Sincero, é a Manifestação mais Poderosa da Natureza. É de nosso feitio fazermos furiosamente fados frenéticos. Eu não entendo como um amor começa, mas hoje compreendo, como ele se eterniza. mas entendo tudo sobre perder. perdi tantas vezes na vida, que acabei me tornando profissional nisso. Sou o melhor perdedor que você vai conhecer. A dor, muitas vezes é a maior prova de vida, que podemos experimentar. se Você for embora, já embrulhei meu Coração com um laço vermelho, ele te pertence, pode levar contigo. cuide-se meu bem, caso contrário a qualquer momento, pode ser atingida, por uma poesia perdida. Poesia é nossa arma, o Verso a munição, descarregamos tolerância, sem piedade ou omissão. Tudo chega ao fim, até a opressão. CUIDADO com a Educação, na pior das hipóteses vc pode aprender alguma coisa. Nenhum deles estava completamente certo, nenhum deles estava completamente errado. Somente a incerteza está assegurada. Só a dúvida é definitiva. Somos movidos pela singeleza, o único objetivo de um sonhador, é realizar sucessivamente o impossível. Fatidicamente existem entidades superiores ao ser humano. Pois não é aceitável, que em um universo tão vasto, nós, em nossa infinita mediocridade, sejamos os seres mais evoluídos que existem. Não nos leve a mal, cremos em Deus. Só não cremos nos credos. Só não cremos, que Deus, tenha algo a ver estritamente com a humanidade. Vemos tantas pessoas que se intitulam religiosas, crentes e agraciadas com o dom da fé, praticando atrocidades terríveis para com seus semelhantes, que é um grande alívio espiritual, não crer em credo algum. Próxima Fatia: [A meritocracia é a Arte de Usurpar do Outro] quando o homem perdeu para a máquina no Xadrez, nossa espécie já estava condenada ao fim ?! Não. se formos derrotados em nossa lógica, criaremos outra. A potência criativa é nosso trunfo. No entanto, um país que elege mais militares do que Professores, pelo voto popular, destina-se a escravidão. Parece ruim né ?! Mas é muito pior Do que parece. patriotismo sem Cidadania e Humanidade, é o primeiro passo para o holocausto e o genocídio. Chega a ser inacreditável, a profundidade do poço de incoerência e ignorância, no qual uma parcela da população sempre se encontra. Mas até a fossa abissal das ilhas Marianas, tem fim. Tristemente, não podemos mudar o que as pessoas são de fato, como elas também não mudam o que somos. A influência existe, mas a transformação, além de ser uma escolha, é uma experiência pessoal e solitária. Se quiser saber mais, sobre pífias opiniões, leia meus livros. Se não quiser saber, adquira meus livros e dê como presente a um inimigo. Mas saiba, que desta forma, ele sempre estará em vantagem. A reta é a menor distância entre dois estragos. Jamais existiu, uma civilização mais evoluída que os povos indígenas. Não somos dignos dos selvagens, nós, sempre fomos os primitivos. Quando foi ?! Foi no dia em que vi a mais bela flor, toda vestida de flores. Guiados pela franqueza, esperança e compaixão, nosso objetivo é simples, só desejamos liberdade e revolução. ainda que na vitória, a brutalidade sempre será derrotada. Ao passo que, mesmo na derrota, o amor está fadado a triunfar. (Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Bruno Michel Ferraz Margoni
Se a vida te jogou no chão, tentou te ver quebrado Catando os pedaços, visão reta, foco alinhado Não dá pra rebobinar o filme que já passou
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Se a vida te jogou no chão, tentou te ver quebrado Catando os pedaços, visão reta, foco alinhado Não dá pra rebobinar o filme que já passou Mas dá pra editar o final, foi isso que aprendi com a dor Erro virou aula, queda virou direção Hoje eu piso mais firme, blindado de evolução - música Você é mais forte do dj gato amarelo

dj gato amarelo
Entre as tuas camadas e as tuas outras versões, também muito me agrada o lado quente da tua personalidade, onde a tua intensidade se faz bastante presente, forte sensação acompanhada da tua beleza grandiosa, exibindo uma linda desenvoltura sedutora com um sabor expressivo de tama…
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Entre as tuas camadas e as tuas outras versões, também muito me agrada o lado quente da tua personalidade, onde a tua intensidade se faz bastante presente, forte sensação acompanhada da tua beleza grandiosa, exibindo uma linda desenvoltura sedutora com um sabor expressivo de tamanha audácia, um fulgor divino Alma tão calorosa e encantadora como um belo fim de tarde muito emocionante durante o verão, quando o dia e a noite se encontram numa emoção que aquece e toma conta do teu coração e de todo o teu corpo, que te proporciona um tipo incomparável de exultação, de dentro para fora, despertando desejo e imaginação As tuas formas atraentes passam a fazer parte de uma arte formosa, feita de amor e veemência, cuja aparência tem menos relevância diante de uma essência sincera, viva, profusamente, fervorosa, entretanto, continua sendo um fragmento relevante de uma soma chamativa, o prazer abundante de uma mulher naturalmente doce e atrevida.

Jefferson Freitas.
"O INVENTÁRIO DA AREIA E DO VENTO..." Ah! Alcancei a crista da onda, aquele ponto cego onde o oceano se torna abismo e as águas, memória; um ápice que não é o topo da montanha, mas o momento em que a descida se torna a única forma de abraçar a terra. Já tenho em mãos o inventári…
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"O INVENTÁRIO DA AREIA E DO VENTO..." Ah! Alcancei a crista da onda, aquele ponto cego onde o oceano se torna abismo e as águas, memória; um ápice que não é o topo da montanha, mas o momento em que a descida se torna a única forma de abraçar a terra. Já tenho em mãos o inventário do mundo: o sangue ramificado em filhos, o suor cristalizado em ofícios e os pequenos templos de tijolo que chamo de lar, mas à mesa, o banquete é de silêncio e o tilintar do garfo no prato vazio ecoa uma fome de ser... A água na geladeira, guardada em vidros gélidos, retém o gosto de todos os rios que não naveguei, sabores de partida, espera e esquecimento que se misturam aos meus pensamentos, cavalos selvagens chicoteados pelo cronômetro. Eles galopam para o ontem em busca de um rastro, caem mortos no solo estéril do agora e fixam o olhar vítreo num amanhã que nunca se deixa tocar, enquanto meu centro se desfaz como um catavento enferrujado tentando ler o sentido dos ventos em dispersão... Aos quarenta e oito invernos, o corpo reclama o aluguel do tempo e a força, antes uma lança de ferro, hoje é um fio de seda segurando o peso de uma existência que parece ter durado séculos. O álcool deixou de ser celebração para tornar-se um solvente, um mergulho em águas turvas para ignorar o naufrágio das células e os pequenos motins que minha própria biologia organiza contra mim... Sinto a falta daquela euforia bruta dos finais de ciclo da juventude, da liberdade que cheirava a asfalto quente, antes que o acúmulo de dias se tornasse uma biblioteca de angústias. O livro da [minha] vida decidiu queimar suas próprias páginas; a história quer se abreviar, quer o ponto final antes que a tinta acabe, transformando-me em um ancião que assiste à própria biografia ser devorada pelas traças da finitude, enquanto o horizonte insiste em escrever capítulos sobre minha pele cansada... Nesse processo de liquefação, aprendi a coreografia secreta do riso para mascarar o estrondo das quedas, descobrindo o luxo de chorar por dentro, uma chuva privada que irriga jardins que ninguém visita. Distanciei-me das âncoras que me prendiam a portos de gente falsa, buscando uma ecologia do ser onde o propósito é a presença da luz e o silêncio dos pensamentos que já pararam... Não há mais o que explicar sobre a vista que embaça ao tentar ler o que está perto; talvez a alma tenha decidido focar apenas no que é infinito, desdenhando o que é ainda palpável. Sigo agora por este desfiladeiro onde a avalanche dos dias transforma o concreto em névoa e as lembranças em espectros sombrios e distantes, aceitando que tudo morra finalmente em mim, para que eu possa, despojado de tudo, renascer, quem sabe um dia, no vazio... --- Risomar Sírley da Silva ---

Risomar Sírley da Silva
A Geometria de um Enigma Eles veem o fogo nos teus cabelos; eu sinto a temperatura da tua alma.
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A Geometria de um Enigma Eles veem o fogo nos teus cabelos; eu sinto a temperatura da tua alma. Sob o pseudônimo de Ángel Morgana, ergueste um castelo de névoa — mas esqueceste que aprendi a ler o invisível e medir o imensurável. Acertei teus vinte e seis porque o tempo, em ti, é relativo: há a vibração ousada dos dezesseis no brilho que desafia, e a postura firme de quem negocia destinos como uma mente que nasceu para liderar. Tua presença carrega duas arquiteturas: a elegância de quem domina a própria imagem e a visão estratégica de quem constrói impérios invisíveis. E ainda assim, falas de fé — como quem já enxerga o topo antes da subida. Acertei teus passos, o número da tua base, o compasso do teu silêncio — pois quem observa os pés entende o caminho, mas quem lê a alma reconhece o destino. Tua expressão é meu teorema favorito: um desdém doce com promessa de conquista. Teu nome real? Guarda-o. Nomes rotulam o comum — e tu és ficção que decidiu prosperar. Se a vida vibra em frequências, a minha já encontrou a tua. O mistério não me afasta — me projeta. John Rabello de Carvalho

John Rabello de Carvalho (Mexicano)