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Uma relação exige dedicação, abdicação e sinceridade e não uma tentativa de mudar alguém. A relação é a sabedoria de manter um elo que você pode manter muito forte ou despedaçar facilmente.
O MAIOR SÁBIO 13º ******************* Muitos pensam que são burros,
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O MAIOR SÁBIO 13º ******************* Muitos pensam que são burros, Mas são bem mais sábios do que pensam, A sabedoria está na luz e não no escuro, Burros são os que sabem, e não tentam, O estudo é a arma do sábio, E os livros são o seu auxilio, O sábio tira proveito do contrário, E toma os seus erros como ensino, Quando o sábio erra, Acha o seu erro proveitoso, Pois nos seus vacílos se espelha, Para não acontecerem de novo, Na verdade ninguém ainda chegou aonde queria, Mas isso não é o mais extraordinário, O irônico é que todos teriam chegado a sabedoria, Se não acreditassem que já eram suficientemente sábios, Por isso eu não contexto, De um ditado que há muito tempo dizia, Que o caminho do excesso, Leva ao palácio da sabedoria, Pode até existir alguém que discorde, Mesmo assim eu não me iludo, Mantenho a minha teoria forte , De que o maior sábio foi quem construiu o mundo. 17/01/1998. Terminado às 11:00 hrs

Reza uma lenda oriental que Deus coloca obstáculos no caminho do gênio para que os anjos possam aprender com os homens a serem sábios e fortes. Essa sabedoria e essa força - que se chama beleza na linguagem da arte - é o estôfo de que são feitos os grandes compositores. E é essa…
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Reza uma lenda oriental que Deus coloca obstáculos no caminho do gênio para que os anjos possam aprender com os homens a serem sábios e fortes. Essa sabedoria e essa força - que se chama beleza na linguagem da arte - é o estôfo de que são feitos os grandes compositores. E é essa qualidade que transforma um sofredor humano num professor divino.

A Viúva Quando a amiga lhe apresentou o garotinho lindo dizendo que era seu filho mais novo, ela não pôde resistir e exclamou: " Mas como, seu marido não morreu há cinco anos?" "Sim, é verdade" — respondeu então a outra, cheia daquela compreensão, sabedoria e calor que fazem os…
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A Viúva Quando a amiga lhe apresentou o garotinho lindo dizendo que era seu filho mais novo, ela não pôde resistir e exclamou: " Mas como, seu marido não morreu há cinco anos?" "Sim, é verdade" — respondeu então a outra, cheia daquela compreensão, sabedoria e calor que fazem os seres humanos — "mas eu não". MORAL: Não morre a passarada quando morre um pássaro.

******************* Muitos pensam que são burros, Mas são bem mais sábios do que pensam,
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******************* Muitos pensam que são burros, Mas são bem mais sábios do que pensam, A sabedoria está na luz e não no escuro, Burros são os que sabem, e não tentam, O estudo é a arma do sábio, E os livros são o seu auxilio, O sábio tira proveito do contrário, E toma os seus erros como ensino, Quando o sábio erra, Acha o seu erro proveitoso, Pois nos seus vacílos se espelha, Para não acontecerem de novo, Na verdade ninguém ainda chegou aonde queria, Mas isso não é o mais extraordinário, O irônico é que todos teriam chegado a sabedoria, Se não acreditassem que já eram suficientemente sábios, Por isso eu não contexto, De um ditado que há muito tempo dizia, Que o caminho do excesso, Leva ao palácio da sabedoria, Pode até existir alguém que discorde, Mesmo assim eu não me iludo, Mantenho a minha teoria forte , De que o maior sábio foi quem construiu o mundo. 17/01/1998. Terminado às 11:00 hrs

Todo filho tem um andajá, que lhe foi dado por DEUS, chamado MÃE e que independente do número de filhos age com a mesma segurança e proteção necessária. Este andajá nos segura nos momentos mas difíceis de nossas vidas para que não caíamos e se por ventura cheguemos a cair, que s…
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Todo filho tem um andajá, que lhe foi dado por DEUS, chamado MÃE e que independente do número de filhos age com a mesma segurança e proteção necessária. Este andajá nos segura nos momentos mas difíceis de nossas vidas para que não caíamos e se por ventura cheguemos a cair, que saíbamos levantar com sabedoria. Quanto mas velho ele fica, mais nos proteje. Como todo filho, insistimos em trilhar por caminhos turbulentos que as vezes devastam nossas vidas e só deixam de pé, e inteiro, o andajá, que nos levanta e nos dá força para continuar lutando. Só que um dia nos deparamos com a dor da perda, não temos mais a presença física do andajá na nossa vida, e temos que conseguir sobreviver sem ele. Neste momento começamos a relembrar de todo amor, orientação, ensinamentos, segurança e sensação de proteção que tivemos ao longo da nossa vida. Ficamos felizes quando percebemos que mesmo sem o andajá, conseguimos reconhecer em nós todos os ensinamentos, palavras e atos, principalmente de amor, que recebemos ao longo da nossa caminhada. E é nesse momento que nos damos conta que de certa forma não perdemos o nosso andajá, pois ele continua vivo dentro de nós. Mesmo depois da "viagem" eu ainda consigo sentir o seu amor, ouvir os seus ensinamentos e sentir a sua forte presença fazendo com que eu nunca me sinta só, pois, eu fui amada e orientada por um anjo chamado MÃE. Obrigada por todos os ensinamentos no decorrer da vida. Obrigada pelas vezes que caí e você estava lá para me segurar. Obrigada por me fazer a mãe e mulher que sou. Obrigada por nunca nos abandonar, mesmo nos momentos mais difíceis da vida, onde você era mãe e filha. Homenagem a todas as mães e em especial a minha, WALNICE RIBEIRO DA SILVA, uma simples mulher que viveu pela imensidão do seu amor.

Posição da sua cama Dicas de Feng-Shui Os antigos chineses acreditavam que se você escolhesse o local certo para morar, teria uma vida próspera e equilibrada. Há um provérbio chinês que define essa busca por uma moradia harmoniosa:
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Posição da sua cama Dicas de Feng-Shui Os antigos chineses acreditavam que se você escolhesse o local certo para morar, teria uma vida próspera e equilibrada. Há um provérbio chinês que define essa busca por uma moradia harmoniosa: “Onde o vento é suave e o sol quente, a água clara e a vegetação viçosa”. Esta cada vez mais difícil morar junto à natureza, mas podemos trazê-la para nossos lares por meio dessa sabedoria que surgiu há mais de 4 mil anos na China: o Feng Shui (expressão que significa “vento e água”). Dicas sobre o posicionamento da sua cama A cama deve estar encostada na parede. Não deve estar sob uma janela. Não se deve colocar espelhos na frente, no teto ou atras das camas. A cama não deve estar na parede em que o outro lado esteja um fogão ou um banheiro. O banheiro e nem escadas deve estar também, no piso superior da casa sobre a cama. Não se deve ter também, uma viga sobre a cama. As estantes também não são aconselháveis na cabeceira da cama. Cozinha ou garagens não devem estar sob a cama. Deve-se evitar colchões d’água. Pessoas de idade avançada devem ter seus aposentos no andar térreo, para evitar subir ou descer escadas. Um dormitório no porão é considerado yin, que é a energia oposta ao dos seres vivos.

AVE,ROSA E O SERTÃO NOSSO DE CADA DIA O mês de julho foi testemunha do aniversário de 50 anos do lançamento de Grande Sertão: Veredas. Há 50 anos, portanto, temos a ventura de conviver com uma leitura que encerra um universo aberto, que abre um universo cerrado, numa ambigüidade…
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AVE,ROSA E O SERTÃO NOSSO DE CADA DIA O mês de julho foi testemunha do aniversário de 50 anos do lançamento de Grande Sertão: Veredas. Há 50 anos, portanto, temos a ventura de conviver com uma leitura que encerra um universo aberto, que abre um universo cerrado, numa ambigüidade do mestre que sempre ensina mas que, "de repente, aprende". Será possível medir o que significou para a literatura brasileira o advento desse alentado deleitado romance, ousado na linguagem, na temática, na abordagem e na construção? Linha a linha, mestre Rosa constrói no diapasão da metalinguagem uma história de amor, recheada da sabedoria cabocla, com a fina observação do homem, do espaço e de como um vice-versamente interfere sobre o outro. Grande Sertão: Veredas é um inspirado questionamento do íntimo de cada pessoa humana que é toda pessoa humana. Pois se o sertão está dentro de cada um, e se o sertão é o mundo, então o mundo inteiro está dentro de cada pessoa. A universalização das individualidades ganha o seu complementar contrário na individualização dos universos. E aí está a riqueza de Rosa: o sertão é a cidade, a cidade é o sertão, ambos são o mundo, e o homem está em todo lugar. Dúvidas e certezas, conflitos e convergências, ficam mescladas na natureza de cada homem. A sabedoria só era cabocla por causa da intenção de registrar a poética do falar sertanejo, mas pode ser vista como a sabedoria de cada homem que é todo homem, e que cabe em qualquer lugar, não só em Minas Gerais. Guimarães Rosa construía cada obra de dentro para fora. Era ele assimilando o mundo e devolvendo o que enxergou, sob a forma de narrativas trabalhadas. Como bom narrador, Guimarães Rosa está, ele mesmo, dentro do romance. Observa, de dentro, no tremer da luta, as situações e as almas. Ele é, por exemplo, o interlocutor de Riobaldo, o misterioso ouvinte, que ouve o relato do guerreiro e a sua travessia pelo caráter do sertanejo. Como bom narrador, Guimarães Rosa está dentro de outra história, como o menino piticego que ganha óculos e aí sim começa a enxergar o mundo, a vida. Nova travessia. Como bom narrador, Guimarães Rosa está testemunhando tudo, postado na terceira margem do rio, vendo o viver e o esperar de pai, filho e espírito santo, na trilogia da religiosidade barroca. Travessia, outra vez. São histórias outras e simultaneamente as mesmas, enredadas como corpos, nos bailes das Gerais. Todas as histórias, seja num livro ou em outros, são veredas que deságuam num mesmo rio grande, em viagem grandota como a de Mário de Andrade. Conheci pessoas que conheceram o mestre Rosa, e que me falavam do jeito acanhado desse mineiro do burgo do coração. Contavam de como ele, muito míope, apertava bastante os olhos para ver melhor o interlocutor. Querendo ver, "eu queria decifrar as coisas que são importantes. E estou contando não é uma vida de sertanejo, seja se for jagunço, mas a matéria vertente." Matéria vertente é a matéria fundamental, a vida, a origem da vida, o bem e o mal, os contrastes do físico e do metafísico. É sobre isso que meditou o Joãozito. Para, depois, dividir conosco, seus leitores, o que resolveu contar. Não sem sofrer, porque a criação é trabalhosa. "Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já passaram. Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas - de fazer balance, de se remexerem dos lugares." As coisas mudam de lugar na memória da gente. Ganham uma certa névoa de esquecimento, que perturba a limpidez da lembrança. Mas, em nossa memória coletiva, João Guimarães Rosa tem lugar certo, cristalino e bom. Bem no pedestal, onde ficam os melhores. (Artigo publicado na edição de número 97 do Jornal das Letras)

O som do amor Sabe quando falta uma palavra para definir o que sentimos? Sabe quando o que você sente é tão grande, tão inusitado, que não há força em nenhuma poesia ou palavreado.
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O som do amor Sabe quando falta uma palavra para definir o que sentimos? Sabe quando o que você sente é tão grande, tão inusitado, que não há força em nenhuma poesia ou palavreado. Tudo fica pequeno diante de tantos sentimentos, a vida deixa de ser uma teoria, um pensamento, ela passa a ser completa, preenchida. E essa palavra que falta, que se cala na garganta, só pode ser expressa pelos sentimentos, falar não adianta. Quem sabe com o brilho desse olhar. As palavras mentem, o olhar jamais… O falar deve ser reservado para expressar alegria, para aquele bate papo gostoso com as pessoas queridas, para a entrevista de emprego, para expressar um desejo. O falar é a expressão do que vai no seu intimo, por isso, deve ser estudado, pois aquilo que é falado, não pode ser deletado, é email que já saiu, partiu… Deixe-se embriagar pelos sentimentos, deixe seus olhos falarem: – eu te amo! Deixe seus braços apertarem a felicidade, deixe as tolices e as discussões vazias morrerem na ponta da língua, e acima de tudo, deixe o amor ser o seu mensageiro, ele fala, esclarece, perdoa, pede desculpas, reconcilia, reaproxima… Quem faz do amor o seu interlocutor, carrega na alma a pedra de alquimia, é mais do que inteligência, é pura sabedoria. Quando faltar palavras, seja onde for, deixe falar mais alto, o som do amor.

A importância do professor Valorizar o professor. Capacitá-lo para o exercício pleno de suas atividades como educador. Proporcionar-lhe os instrumentos necessários à sua função primordial: lapidar diamantes. Hoje, esses são os objetivos principais da Secretaria de Educação do Es…
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A importância do professor Valorizar o professor. Capacitá-lo para o exercício pleno de suas atividades como educador. Proporcionar-lhe os instrumentos necessários à sua função primordial: lapidar diamantes. Hoje, esses são os objetivos principais da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Em outras palavras: entendemos o professor como a figura mais importante do processo educativo, em todas as suas esferas. Cabe ao mestre a incumbência de ensinar, orientar, estimular e incentivar crianças e jovens a descobrir suas potencialidades. É uma tarefa nobre e gratificante, mas que exige um esforço e um empenho ininterruptos. Sem o educador seria impossível conceber a sociedade e sua contínua evolução cultural e científica. Afinal, todas as áreas do conhecimento humano dependem do professor para serem apreendidas com eficácia e colocadas em prática com competência e habilidade. A palavra professor vem do latim professore, cujo significado é: aquele que professa ou ensina uma ciência, uma arte, uma técnica, uma disciplina. Mas para que isso aconteça, o professor deve instigar o aluno. Levá-lo à dúvida, à inquietação, à contestação, ao questionamento. A transmissão do saber precisa ser estimulante e prazerosa. Há que se estabelecer entre os mestres e seus aprendizes uma relação de troca porque ensinar também é, antes de tudo, aprender. Educar é um missão que guarda em si um mundo repleto de possibilidades. Entre elas, a capacidade de despertar no outro um sem-número de qualidades adormecidas. Na Grécia Antiga, Sócrates já nos mostrou o caminho com a sua maiêutica. Sem a provocação, sem o questionamento, sem a inquietação, sem as perguntas incessantes do mestre não ocorrerá esse processo pedagógico socrático em que se multiplicam as perguntas a fim de obter um conceito a respeito do objeto em questão. Sem a maiêutica não é possível haver a parturição das idéias. Não se adquire o conhecimento, a sabedoria. Machado de Assis, no clássico Dom Casmurro, mais precisamente no Capítulo 9, nos brinda com sua poesia, ironia e irreverência quando compara a vida e os personagens que a compõem a uma ópera. Vamos pedir licença ao grande gênio da nossa Literatura para utilizar essa metáfora no universo específico da sala de aula. Quem dentre os alunos será o maestro que irá reger os personagens do espetáculo da existência? Quem será barítono, soprano, contralto, tenor? Quem irá optar por conceber a cenografia? Quem será o diretor? Quem será o figurinista? Quem irá compor o coro? Quem serão os bailarinos? Bem, o professor pode até imaginar os rumos que serão seguidos pelos seus alunos, mas isso não é sua tarefa principal. Cabe aos educadores conceder às crianças e jovens o direito de escolha, a partir do momento em que aprenderão sobre a importância de todos os personagens da ópera, inclusive os que optam por ficar nos bastidores. A nobreza do magistério reside justamente na capacidade de transmitir aos aprendizes a beleza e a grandiosidade dessa magnífica experiência que é a vida. Temos por meta preparar o professor para o exercício de uma profissão cada vez mais essencial à formação do ser humano. Por isso estamos realizando capacitações, palestras, teleconferências e seminários. No último mês de maio, por exemplo, reunimos cerca de mil educadores das 89 regionais de ensino do Estado em capacitação realizada no Interior de São Paulo. A idéia é transformá-los em multiplicadores de informação em suas localidades de origem. Acreditamos ser possível conceder ao educador o que lhe é de direito: o respeito de todos e o orgulho por ser quem traz à tona o que as pessoas têm de mais sublime. O professor, para nós, é a alma da educação e a espinha dorsal da sociedade. Sem ela, torna-se impossível adquirir o equilíbrio, a força e a vitalidade necessária para fazer do Brasil um país comprometido com a formação de seus cidadãos. Um país cuja nação será consciente e intelectualmente capaz de construir as bases sólidas que sustentarão os sonhos das novas gerações. Publicado no Jornal A Tribuna

Leitura: uma odisséia rumo à descoberta É impressionante como o mar e a leitura estão ligados de forma indelével há milhares de anos. O escritor argentino Jorge Luis Borges - amante inveterado dos livros - dizia uma frase que sintetiza bem esse conceito: "Toda a literatura decli…
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Leitura: uma odisséia rumo à descoberta É impressionante como o mar e a leitura estão ligados de forma indelével há milhares de anos. O escritor argentino Jorge Luis Borges - amante inveterado dos livros - dizia uma frase que sintetiza bem esse conceito: "Toda a literatura declina de Homero". A afirmação impactante do autor de Ficções expõe a importância do poeta grego, cujas obras Ilíada e Odisséia podem ser consideradas verdadeiros marcos da literatura ocidental. Ambos são belíssimos, mas, em Odisséia, Homero criou uma das mais belas e instigantes histórias já escritas e na qual o mar exerce um papel fundamental no desenvolvimento de seu enredo. Afinal, o que seria de Ulisses (ou Odisseu) sem o mar como pano de fundo para suas aventuras? Da mesma forma, Luís de Camões e Fernando Pessoa - para citar apenas dois ícones da literatura de língua portuguesa - muitas vezes fizeram uso da pena para versificar sobre o mar, sua grandiosidade, sua imponência, sua beleza e sua relevância crucial para o progresso da civilização (grandes descobrimentos, novas rotas de navegação, possibilidade de expansão econômica, comercial etc.) Por meio da História e da Literatura, percebemos que o mar sempre foi palco de grandes aventuras, conquistas e numerosos feitos heróicos da humanidade. Esse mesmo sentimento de descoberta, de desbravamento e de heroísmo presente no espírito dos grandes navegadores também se apodera de todos os personagens reais da vida quando se envolvem, se entregam e se deixam levar pela fascinante viagem proporcionada pela leitura. Quando nos tornamos leitores e passamos a apreciar e valorizar devidamente essa condição, percebemos o quão maravilhoso é poder desvendar o universo e cruzar suas fronteiras de forma ilimitada. Em outras palavras, ler é singrar os mares em direção à esplêndida aventura do conhecimento e do aprendizado. Temos nos livros uma espécie de bússola que nos orienta - piratas e vikings curiosos e sedentos de experiências diversas - na direção exata de um tesouro singular: o saber. Passaporte imprescindível para quem deseja realizar a verdadeira viagem da vida. Neste novo tempo em que o verbo "navegar" ganhou conotações cibernéticas devido às novas ferramentas tecnológicas que nos auxiliam na busca contínua do entretenimento e da informação (leia-se internet), é preciso deixar claro: nada substitui o prazer e os ganhos proporcionados pela leitura de um bom livro. Sem uma sólida formação cultural, acabamos por subutilizar tanto a rede mundial de computadores como todas as demais criações tecnológicas, recebendo suas informações de forma fragmentada e descontextualizada. A leitura nos fornece as condições necessárias para ampliarmos nossos horizontes ao infinito. Aumentamos nossa capacidade crítica, nosso poder de argumentação, de discernimento, de persuasão... Adquirimos a força, a coragem, o entusiasmo, o dinamismo e o espírito adequado para enfrentar as grande tempestades, turbulências e desafios da jornada. Os livros nos credenciam para empreender com sucesso as expedições mais variadas, traçando o rumo de nosso próprio destino com talento, sabedoria e confiança. Em seu poema O Livro e a América, o poeta brasileiro Castro Alves mescla com maestria a relação metafórica mais do que pertinente entre o livro e o mar. Uma visão magistral e que, certamente, irá nos inspirar para que prossigamos esta reflexão que apenas iniciamos : "Oh, Bendito o que semeia / Livros... livros à mão cheia... / E manda o povo pensar! / O livro caindo n'alma / É gérmen - que faz a palma, / É chuva - que faz o mar". Publicado na Revista E - Sesc SP

NO LABORATÓRIO DA VIDA A educação não precisa necessariamente se realizar dentro de uma sala de aula. O cotidiano da vida é um excelente laboratório, em que se vão misturando doses de atitudes, ações e reações, até encontrar o aristotélico meio-termo. Mas um dos ingredientes mai…
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NO LABORATÓRIO DA VIDA A educação não precisa necessariamente se realizar dentro de uma sala de aula. O cotidiano da vida é um excelente laboratório, em que se vão misturando doses de atitudes, ações e reações, até encontrar o aristotélico meio-termo. Mas um dos ingredientes mais fundamentais de qualquer dessas misturas é, sem dúvida, o respeito. O respeito tem que estar presente em qualquer experimento social - ou mesmo individual. Isto porque, quem não tem amor-próprio, quem não se respeita, corre o risco de perder o sentido da vida. A dignidade nasce do respeito que forma o caráter e determina uma vida condizente com ele. Há numerosas histórias de pessoas que se encontraram em situações em que poderiam levar vantagem ilícita, sem que ninguém soubesse e sem que nunca fossem descobertas. Os desfechos de algumas dessas histórias seguem a lógica da esperteza - "já que posso passar impune, por que não aproveitar a ocasião?" Outros seguem uma lógica mais profunda, que respeita a consciência. - "Pode ser que ninguém veja, mas eu estou vendo" - reagirá aquele que se respeita. Na ótica do laboratório vital, aquele que não se respeita não será respeitado. Respeito é palavra que significa, na sua origem latina (respectus), a ação de olhar para trás. A palavra demonstra, claramente, que a pessoa dotada de respeito é aquela que não esquece o que passou, não se esquece de quem ficou para trás porque envelheceu, morreu ou sofreu. Geralmente se utiliza a palavra respeito para definir a atitude desejável diante de pessoas mais velhas, porque mais vividas, mais sofridas. Merecem, por um cansaço físico, passar à frente nas filas, ter primazia nos transportes, receber atendimento prioritário em hospitais e bancos e em outros serviços públicos ou privados. Isso não significa que devam ser tratados com pena, mas com dignidade. Inclusive no mercado de trabalho. Talvez não tenham a mesma força física. Têm, entretanto, geralmente, mais sabedoria. Viveram mais, experimentaram maiores perdas, amadureceram. Mas também merece respeito a criança, um ser em formação. O Estatuto da Criança e do Adolescente traz um corolário dos direitos de que são detentoras essas crianças. Essa lei traz proibições inclusive para os pais e outros educadores. Traz exigências ao próprio Estado quanto ao atendimento das necessidades das crianças. Elas não podem ser humilhadas nem agredidas. Em outras palavras, precisam ser respeitadas. Merece respeito o trabalhador, independentemente de sua profissão. Como é bom trabalhar em um ambiente em que as pessoas respeitam e são respeitadas, em que há hierarquia, mas não humilhação ou prepotência. Merece respeito a mulher que não pode, por conta de uma desvantagem física (há exceções, é claro) se submeter ao marido agressor. Multiplicam-se os casos de violência doméstica que causam indignação e dor. A covardia do mais forte é intolerável. Merece respeito todo cidadão, pelos impostos que paga, pelas obrigações que não pode deixar de cumprir. Desrespeita o cidadão o político corrupto, o mentiroso, o demagogo. Desrespeita o cidadão o político que age em interesse próprio ou aquele que é ineficiente na utilização do dinheiro que não lhe pertence. Merecem respeito todas as pessoas. E isso se aprende em casa, na escola, na vida. E a melhor lição é que é possível vencer sem destruir os próprios princípios. É preciso respeitar os limites, as diferenças, as perdas. É preciso compreender que cada um é diferente. Quantos há que querem mudar tudo em si mesmo, com a intenção de agradar ao outro. Isto é falta de respeito próprio. Será que o outro teria a mesma disposição em mudar tudo para me agradar? Se tiver, tome cuidado. Quem não respeita a si mesmo não há de respeitar o outro também. O mais interessante é que essas coisas são tão simples, tão óbvias e exatamente por isso merecem ser repetidas o tempo todo, como uma composição química testada e comprovada. Porque o difícil é ser simples. Respeito. No laboratório da vida, vale nos dois sentidos: comigo e com o outro. De mim para mim; do outro para o outro; de mim para o outro, e do outro para mim. Revista Profissão Mestre, setembro/2007