Pular para o conteúdo

Explorar frases

Busque um trecho, um tema ou um autor.

24 frases nesta página

Pacto eterno de Amor Te vejo... E o meu coração
Continuar lendo

Pacto eterno de Amor Te vejo... E o meu coração Acelera no peito. Me perco em teus olhos E, mais uma vez, Insisto em te conquistar. Esqueço quem sou E o que significamos Um para o outro. Por centelhas de segundos, Esqueço Que você nasceu para me amar. Nesse instante, Somos apenas eu e você, Aqui, agora. Não me lembro Das outras vidas, Através do tempo. Das noites quentes de amor, Dos nossos casamentos, Das vezes que me deixou. Não me lembro Do pacto que fizemos De nos encontrarmos em todas as vidas. Sou só eu e você, Aqui, não em outros tempos. Não por maldade — Apenas não me lembro. Que existe algo mágico, Que nosso vínculo é infinito, Que o nosso amor É eterno e espiritual. Esqueço Que sinto o que você sente: As lágrimas caindo Do seu rosto, O coração acelerado — não é só o meu — A raiva e a alegria Que não são minhas. Essa telepatia Que não se explica, Mas que está presente No nosso dia a dia. Mas por horas Sou só eu, Tentando ser vista, Mostrando que existo. Fico tentando chamar Sua atenção. Quero que me veja, E que me ame de uma vez. Esquecendo que você Não vai se apaixonar por mim — Vai se lembrar. Lembrar quem eu sou. Lembrar do contrato Que fizemos: De nos encontrarmos E sermos felizes no final Do nosso pacto eterno de amor.

Edineurai SaMarSi 2
Eu não fui capaz de ter 1% do seu coração. Um ato desesperado de querer continuar com você. Deu errado, eu sei, você aceitou a despedida,
Continuar lendo

Eu não fui capaz de ter 1% do seu coração. Um ato desesperado de querer continuar com você. Deu errado, eu sei, você aceitou a despedida, Indo embora sem fazer questão de saber. Não quero joguinhos, não quero que corra atrás, Mas queria que você mostrasse interesse, Que fosse recíproco com tudo que eu falava. Seu coração é blindado, eu não te julgo, Eu também queria ser assim, ter um coração que ninguém pudesse entrar. Por muito tempo eu me blindei com as pessoas, Mas com você foi diferente, chegou e só disse um oi, tudo bem? Eu me apaixonei sem ao menos raciocinar. Muitas das coisas que você falou aquela noite anterior Feriram meu coração, e eu não pude continuar deixando, Foi dolorido. Mandei o áudio, dizendo tudo que passava em minha cabeça, Foi difícil, mas eu tive que ouvir a razão. Você falou que nunca iria namorar, que não está na vibe, E eu respeito, eu entendo, por isso eu abro mão dos meus sentimentos. Fiquei 12 minutos contados, carregando o áudio para poder te enviar, Parece que alguém dizia "não manda esse áudio". A internet caiu, e nada carregava, Mas eu estava determinada em mandar, em te dizer tudo que a razão mandava. Foi doloroso criar coragem, pegar o celular e dizer, Palavras vazias, ditas sem sentido Cada palavra que saía da minha boca, um pedaço de mim diminuía. Mas tudo bem, eu não vou te perturbar mais, Desejo que você seja feliz, com alguém que você goste de verdade. Você é uma pessoa maravilhosa, merece tudo de bom, Eu queria ser esse tudo de bom, mas não fui capaz. Deixa de ser teimosa, é muito bom amar, É muito bom se apaixonar, é muito bom se entregar. Só seja feliz!

Tai melo
A tristeza de uma mulher é uma ferida aberta que o tempo não cicatriza, é um silêncio que grita dentro do peito, sufocando cada suspiro. É acordar todos os dias com um vazio que não se preenche, mesmo rodeada de pessoas. É estar em um lugar cheio de vozes e ainda assim sentir-se…
Continuar lendo

A tristeza de uma mulher é uma ferida aberta que o tempo não cicatriza, é um silêncio que grita dentro do peito, sufocando cada suspiro. É acordar todos os dias com um vazio que não se preenche, mesmo rodeada de pessoas. É estar em um lugar cheio de vozes e ainda assim sentir-se invisível. Ela carrega nos olhos um mar de lágrimas que raramente deixa transbordar, porque o mundo não tem paciência para sua dor. Aprende a sorrir quando tudo dentro dela está em pedaços, aprende a dizer “está tudo bem” quando, na verdade, tudo está desmoronando. A tristeza de uma mulher é uma prisão sem grades, mas com correntes pesadas que a arrastam, tornando seus passos lentos e sua alma cansada. Não é apenas a dor de um momento, mas a soma de várias decepções, de amores não correspondidos, de promessas quebradas, de sonhos arrancados sem piedade. É o coração se doando inteiro e recebendo migalhas. É acreditar nas palavras e ser ferida pelas ações. É esperar o abraço e receber apenas distância. O mais cruel é que, mesmo dilacerada, ela continua a ser pilar. Segura os outros, enquanto dentro de si tudo desmorona. Cuida, mesmo quando não é cuidada. Ama, mesmo quando não é amada. E sua tristeza cresce justamente porque se doa além da medida, até perder de vista a si mesma. Mas há uma verdade que poucos percebem: a tristeza de uma mulher pode afundá-la, mas também a ensina a voar. Do fundo da dor, nasce a força que ninguém imaginava. Do cansaço, nasce a coragem de recomeçar. E quando ela decide renascer, não há dor que a detenha, não há corrente que a prenda, não há tristeza que consiga vencê-la. Porque a tristeza de uma mulher, por mais profunda e cruel que seja, também é a chama que a transforma. É o caminho da queda que a leva ao auge de si mesma. Ela sofre, sim. Ela chora, sim. Mas um dia, essa mesma tristeza se tornará apenas lembrança, e dela surgirá uma mulher ainda mais forte, mais consciente e impossível de ser ignorada. Gláucia Araújo

Glaucia Oliveira
ANGOLA, A MÃE DESALOJADA Ao longo da história da raça humana, o homem sempre esteve ligado à sua comunidade e procurou viver em paz e segurança dentro da sociedade, pelo fato de encontrar-se e viver em comunhão com o seu semelhante. Esse comportamento fez com que o homem criasse…
Continuar lendo

ANGOLA, A MÃE DESALOJADA Ao longo da história da raça humana, o homem sempre esteve ligado à sua comunidade e procurou viver em paz e segurança dentro da sociedade, pelo fato de encontrar-se e viver em comunhão com o seu semelhante. Esse comportamento fez com que o homem criasse leis, princípios e regras impostas a todos os residentes da comunidade. O mesmo aconteceu com o surgimento e a divisão de países dentro de um continente, a partir de reinos, tribos e clãs. O homem nunca se sentiu totalmente satisfeito e realizado, pelo fato de suas necessidades serem ilimitadas. A interligação entre o homem e o seu semelhante fez com que tribos, povos, línguas e nações permutassem e cooperassem em prol de interesses comuns que ambos os lados compartilhavam ao formarem e firmarem suas diplomacias. O mesmo aconteceu com Angola e com os angolanos, tanto no período pré-histórico quanto no colonial e pós-colonial. O povo angolano teve a graça de contar com homens e movimentos que sempre pautaram pelos interesses nacionais e patrióticos, em prol do bem-estar comum. O povo participou dessas incursões de forma indireta, pois, naquela época, lutar, protestar, revolucionar e defender a nação era considerado crime contra o regime colonial e as potências opressoras que se encontravam na África. Por isso, muitos foram acusados, condenados e perseguidos pela PIDE. Fazer revolução, protesto ou incursão em prol de Angola, naquela época, tinha como prêmio a pena capital. Ao longo dos tempos, muitos homens lúcidos — intelectuais, acadêmicos, autodidatas, revolucionários, nacionalistas e patriotas — já lutavam por uma Angola justa, pacífica e livre, onde todos os angolanos teriam direito à educação, saúde, habitação e, acima de tudo, à dignidade e ao respeito de seus direitos enquanto cidadãos, sem termos que olhar para a cor da pele ou para a cor partidária de um indivíduo. Sonhavam com uma Angola onde todos nos veríamos como irmãos, filhos da mesma terra. Onde a bandeira do partido não seria mais importante do que ser angolano e filho desta terra. Esses homens — militantes, militares e líderes — não lutavam por interesses pessoais, mas sim pela pátria-mãe chamada Angola. Durante as lutas e a guerra contra o regime colonial, muitos foram iludidos e cegados pelo orgulho, ódio, ambição e separatismo, agindo de forma parcial e xenófoba contra seus próprios irmãos angolanos. O sacrifício foi árduo e a luta foi longa. Mas, em vez de paz, ganhamos guerra fria; em vez de união, ganhamos divisão; em vez de reconciliação, ganhamos tribalismo; em vez de imparcialidade, ganhamos parcialidade; em vez de família, ganhamos adversários; em vez de irmãos, ganhamos inimigos. Em vez de amor, promovemos o ódio contra o próximo, apenas por pertencer a um partido ou religião diferente da nossa. Esses males foram plantados ontem, numa Angola desavinda, onde irmãos matavam-se entre si, guerreando violentamente contra o próximo e o seu semelhante. Angola foi alvo da orfandade e viuvez causadas pela política ocidental e imperialista. Foi através dessa política que começamos a nos matar, por acreditarmos na hegemonia política e partidária, sem sequer usarmos o senso crítico. Hoje, Angola encontra-se nômade, desalojada, vagando por terras férteis e aráveis, levando apenas consigo: trouxas, roupas, panos, panelas, chinelas e lenços. Está vestida apenas com roupas das cores das bandeiras partidárias e nacional. Apesar das riquezas que o nosso solo oferece, ela continua a vagar pelas ruas das cidades, pedindo esmolas, comida, dinheiro e socorro àqueles que passam por ela. Enquanto Angola passa fome, sede, vergonha e humilhação diante de seus filhos, sobrinhos, netos e bisnetos, o estrangeiro explora, rouba, saqueia e aliena seus filhos, cidadãos e povos — reduzindo-os à condição de mendigos, e transformando-os em fonte de rendimentos e enriquecimento por meio de doutrinação (alienação religiosa), cegueira e reprodução de teorias políticas alheias. Hoje, em vez de nação, vivemos no exílio; em vez de cidadãos, tornamo-nos refugiados; em vez de patriotas, somos taxados de inimigos públicos; em vez de nacionalistas, somos chamados de terroristas; em vez de filósofos, somos considerados malucos. É por causa desses e de outros males que transformamos o partido no poder em religião, o presidente em divindade, políticos em salvadores, revolucionários em demônios, críticos em adversários, artistas em papagaios, filósofos em malucos e ativistas em frustrados. Essa ideologia foi promovida por aqueles que sempre quiseram se perpetuar no poder a todo custo, mesmo que para isso fosse necessário lutar e guerrear contra os ventos do progresso. Nós, angolanos, tornamo-nos inquilinos dentro da nossa própria terra e pagamos renda a quem não é filho legítimo desta nação chamada Angola. Nossos direitos foram consagrados na Constituição, mas, infelizmente, a realidade os nega. E o governo nos reprime quando exigimos e clamamos diante dos órgãos competentes e de direitos. Nossa mãe já não tem voz, nem poder sobre aqueles a quem ela confiou o poder e a administração dos recursos e riquezas do país. Nós — revolucionários, ativistas, nacionalistas, patriotas e filósofos — tentamos resgatar a dignidade, o respeito, o valor e a consideração que Angola tinha diante de outras nações, mas, até hoje, sem sucesso. Só nos resta chorar, lamentar e morrer, porque nossas forças se esgotaram, nossas garras e nossa esperança se desfizeram diante dos obstáculos, barreiras e oposições que nossos inimigos e opositores colocaram em nosso caminho... Foi como se estivéssemos sendo degolados, executados e fuzilados em um campo de batalha. Cansados, esgotados e partidos, vimos nossa mãe — Angola — deambulando pelas ruas, cidades e estradas, e, acima de tudo, desalojada dentro da sua própria terra. Foi aí que eu vi, caí em mim e disse comigo mesmo: "Em vão foi termos lutado por uma Angola livre, pacífica, justa e independente..." Autor: Jack Indelével Wistaffyna

Jack Wistaffyna
A liberdade sempre foi meu ponto de partida E por isso eu mudei várias vezes Não aceitava ficar onde minhas assas eram podadas
Continuar lendo

A liberdade sempre foi meu ponto de partida E por isso eu mudei várias vezes Não aceitava ficar onde minhas assas eram podadas Em função disso deixei para trás pessoas, amores, lugares, trabalhos Talvez não seja motivo de orgulho mas de amor próprio Para alguns fuga, para outros coragem Minha própria companhia me bastava e continua me bastando Não tente me entender, estou em constante transformação Parafraseando Clarice Lispector: Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.

Márcia Dani
Cheguei tarde demais para ser o seu primeiro amor, mas cheguei no tempo certo para ser o último. O primeiro ensina, mas é o último que fica. Não quero ser só mais um capítulo da sua história, quero ser o ponto final escrito com ternura, onde o enredo encontra repouso. O amor que…
Continuar lendo

Cheguei tarde demais para ser o seu primeiro amor, mas cheguei no tempo certo para ser o último. O primeiro ensina, mas é o último que fica. Não quero ser só mais um capítulo da sua história, quero ser o ponto final escrito com ternura, onde o enredo encontra repouso. O amor que chega depois da bagagem pesada entende o que realmente vale a pena carregar: não são lembranças do que passou, mas a leveza de caminhar junto, a certeza de que agora é para sempre. Porque quando Deus une, o tempo se torna apenas detalhe, o essencial é que o coração encontrou o seu lar.

Janice F. Rocha
Nada é suficiente Posso enfrentar Uma ou outra situação.
Continuar lendo

Nada é suficiente Posso enfrentar Uma ou outra situação. Não me importo Com a poeira da montanha, Nem com o vento Congelante, Que finjo ser neve aqui no DF. Só quero te encontrar... Quem liga se os ônibus não param? E que depois Venha um bem lotado? E daí se tenho que correr? O que importa é o resultado final: Você! E daí se fico horas Na parada, Esperando os olhos secarem, Até me acalmar Da dor de vê-lo partir Sem se despedir... Se tenho que procurá-lo no infinito, No passado ou no futuro, Se fui até as dobras do tempo... O que importa é que o encontrei Aqui, no presente. Só quero te ver... Se a saudade me mata E lateja no peito, Se meu coração e minha alma Entram em conflito E não entendem a razão... Quem se importa Se as dores de outras vidas Ainda me atormentam? Se é só em você Que eu penso. Pode ser um estranho amor Que chegou na noite escura da alma, Pode ser uma dualidade Lutando de igual para igual... Só quero estar com você. E daí se minha mente se confunde Com dúvidas que não me pertencem? Se nem tudo é matemática, Nem tudo está na ponta do lápis... Se tive que te amar duas vezes, Nesta vida e em outra espiritual, Só quero sonhar E estar com você no final. E nada mais importa. Você é o ouro Que eu preciso No fim do arco-íris, É a luz no fim do dia. E sem vê-lo Nada mais faz sentido. É como perder a alma, É deixar de existir... Porque nada é suficiente.

Edineurai SaMarSi 2