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24 frases nesta página

Estou olhando nossas fotos juntos, quando acordo e tomo minha primeira xícara de café...
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Estou olhando nossas fotos juntos, quando acordo e tomo minha primeira xícara de café... É você que vem comigo, no meu bolso de lembranças boas . - Frase da música quero dizer baixinho do dj gato amarelo

dj gato amarelo
Chorar dói, é um nó na garganta. Era o que eu pensava, mas hoje, que me permito reconhecer que tenho sentimentos — e, especialmente, no tempo atual, mais intensos que o normal — percebo que chorar não dói. O que dói é o sentimento entalado, se recusando a sair por alguma razão, a…
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Chorar dói, é um nó na garganta. Era o que eu pensava, mas hoje, que me permito reconhecer que tenho sentimentos — e, especialmente, no tempo atual, mais intensos que o normal — percebo que chorar não dói. O que dói é o sentimento entalado, se recusando a sair por alguma razão, apesar de querer sair de qualquer forma. Me intriga como sentimentos podem nos mutilar no âmago do nosso ser quando somos tão taciturnos. Dores explícitas são dores, mas as ocultas são torturas. Te fazem agonizar amargamente, de dentro para fora. Culpa, tristeza, insegurança… a cada parte do seu corpo, se espalhando feito uma praga, bem devagar, lá no fundo, se certificando de que não sobrará nada para recorrer à recuperação. Você está sentindo isso, e sabe onde vai dar. Prematuramente, você ainda pode evitar, mas escolhe arriscar. Machuca. Você se machuca. Você morre de dentro para fora, sem propósito, sem felicidade, sendo o aconselhador dos tristonhos quando se está mais destruída do que alguém que já se destruiu. Quer saber? Chorar dói sim. A garganta fecha, as lágrimas caem, dilacerando meu rosto, o coração dói. Não acredito nesse papo de chorar de felicidade. Quem se submete a tanta dor por estar feliz? Afinal, eu não sei. Talvez nunca tenha estado tão feliz a esse ponto, mas não irei pedir para que alguém me faça feliz, ou pedir a um ser divino para me ajudar. Afinal, eu falo tanto que um pedido de ajuda passaria despercebido, assim como tudo o que eu falo passa despercebido diversas vezes. Mas, como dizem, é só tomar um remédio pra calar a boca, e fica tudo bem para eles. Não me atrevo a dizer para ninguém: há segredos e dores que morrem conosco.

anandayasmin
Sensação prazerosa de entusiasmo, clima quente maravilhoso, debaixo de um céu ensolarado de um lugar praiano, o mar vasto em movimento, a brisa suave e as águas amenizando o calor, tornando esse contexto bastante agradável nesse lindo cenário típico do Verão, de momentos caloroso…
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Sensação prazerosa de entusiasmo, clima quente maravilhoso, debaixo de um céu ensolarado de um lugar praiano, o mar vasto em movimento, a brisa suave e as águas amenizando o calor, tornando esse contexto bastante agradável nesse lindo cenário típico do Verão, de momentos calorosos em vários sentidos, cada um com o seu próprio nível de emoção Alguns períodos de veraneio são tão intensos e marcantes que consigo vivenciá-los até em pensamentos, admirando por exemplo uma bela arte de curvas exuberantes, pele molhada se refrescando com sua graciosidade abundante renovando o seu corpo e certamente a sua alma, lindos cabelos solto e um espírito de liberdade que naturalmente se destaca O Sol é o grande astro dessa época do ano, obviamente, porém, as noites de verão também deixam a sua marca por trazerem uma mistura calorosa de romantismo e aventura, paixões passageiras, vividas intensamente, despedidas que acontecem com um último beijo ou apenas em silêncio com uma troca de olhares, além daquelas ocasiões inesquecíveis entre amigos e familiares.

Jefferson Freitas.
*Assine com Excelência* Em um mundo onde muitos fazem apenas o necessário, destacar-se é uma escolha. Tudo aquilo que você for convidado a fazer de bom faça com excelência. Não apenas por obrigação, mas como uma expressão do seu caráter, da sua ética e da sua paixão. Cada taref…
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*Assine com Excelência* Em um mundo onde muitos fazem apenas o necessário, destacar-se é uma escolha. Tudo aquilo que você for convidado a fazer de bom faça com excelência. Não apenas por obrigação, mas como uma expressão do seu caráter, da sua ética e da sua paixão. Cada tarefa, por menor que pareça, é uma oportunidade de deixar sua marca. Uma assinatura invisível, mas poderosa, que diz: “Eu estive aqui e dei o meu melhor.” Essa marca não busca aplausos fáceis nem elogios vazios. Ela é reconhecida por quem entende o valor do esforço genuíno, da dedicação silenciosa, da entrega verdadeira. A verdadeira conquista não está na validação alheia, mas na meritocracia no mérito de quem se supera, de quem transforma o comum em extraordinário, de quem inspira pelo exemplo. Portanto, seja qual for o desafio, abrace-o com coragem, execute com excelência e deixe sua assinatura. O reconhecimento virá, não como um prêmio, mas como consequência natural de quem escolheu fazer a diferença. By Evans Araújo

Evangelista araujo leite
O Espelho da Alma Ser manso não é ser fraco, é ser forte para não ferir. É fechar a porta pro desmazelo e deixar a porta aberta pro sorrir.
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O Espelho da Alma Ser manso não é ser fraco, é ser forte para não ferir. É fechar a porta pro desmazelo e deixar a porta aberta pro sorrir. Sem malícia, a vida floresce mais, o riso é franco, o sono é profundo. Quem semeia gestos de paz, é um espelho do bem ao mundo.

Pensador
A cura vai além do físico Fazer um milagre não é só sobre curar o corpo, é sobre transformar vidas Existem feridas invisíveis, deficiências que precisam de cuidado e esforço próprio
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A cura vai além do físico Fazer um milagre não é só sobre curar o corpo, é sobre transformar vidas Existem feridas invisíveis, deficiências que precisam de cuidado e esforço próprio A verdadeira cura envolve ação divina e nossa dedicação, com fé no amor e a misericórdia de Deus. Rosinei Nascimento Alves Ótimo dia! Deus abençoe sempre 🙏🏾 Tenhamos fé!

ROSINEI NASCIMENTO ALVES
Eu só quero que você seja feliz. Não importa se não for comigo, só quero te ver sorrindo novamente, amando novamente, pois te ver assim, triste, dói demais em mim. Eu só quero te ver feliz, não importa com quem seja, pois quando nós amamos, colocamos a felicidade de quem amamos n…
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Eu só quero que você seja feliz. Não importa se não for comigo, só quero te ver sorrindo novamente, amando novamente, pois te ver assim, triste, dói demais em mim. Eu só quero te ver feliz, não importa com quem seja, pois quando nós amamos, colocamos a felicidade de quem amamos na frente da nossa.

T.S Cada Vez Mais Sincero
Exercícios de Pensar Texto III – Escrever Escrevo porque o silêncio, às vezes, mente. E porque há verdades que só existem quando encontram palavras.
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Exercícios de Pensar Texto III – Escrever Escrevo porque o silêncio, às vezes, mente. E porque há verdades que só existem quando encontram palavras. A minha escrita não resolve o mundo, mas impede que ele se torne completamente opaco. Cada texto é uma tentativa imperfeita de dar testemunho ao tempo, antes que ele se perca. Escrevo para não apodrecer por dentro. E, se possível, para partilhar essa podridão consigo, que me lê.

Ramos António Amine
Brilha o sol, logo, um lindo girassol desperta e se volta para o seu esplendor como se um fosse o reflexo do outro, um no céu e o outro na terra, ensolarado e um florescer caloroso Eles se encontram diariamente, ficam num tipo de admiração mútua e se despedem assim que chega a n…
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Brilha o sol, logo, um lindo girassol desperta e se volta para o seu esplendor como se um fosse o reflexo do outro, um no céu e o outro na terra, ensolarado e um florescer caloroso Eles se encontram diariamente, ficam num tipo de admiração mútua e se despedem assim que chega a noite e quando está nublado, os seus encontros são mais breves Pela minha mente poética, podem ser vistos como duas versões diferentes e ao mesmo tempo tão similares de uma mesma existência, fazem brilhar dias e olhares, então, juntos se completam.

Jefferson Freitas.
Los Angeles: A Flor De Cada Entardecer. O seu nascer deve ter sido em algum entardecer. Um entardecer alaranjado com toques de uma cor roxa.
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Los Angeles: A Flor De Cada Entardecer. O seu nascer deve ter sido em algum entardecer. Um entardecer alaranjado com toques de uma cor roxa. Em algum entardecer de antes. Dos que ainda te iluminam com duas cores antes do Sol ir dormir. O seu nascer deve ter sido em um entardecer agradável em um lugar que o mar pode alcançar. Em terras que se estendem até algumas montanhas. Terras amareladas e seguidas pelo brilho do entardecer. E mais do que um. Com cores que o Sol fazia com o céu por vários momentos no tempo. O teu nascer foi sob as cores de um entardecer. De um passado bonito. Que estava sobre grandes terras que seriam o seu lugar. Em um entardecer do tempo que seguia o Sol a sua vida foi semeada naquelas grandes terras. Nos dias que retornavam e viravam um outro entardecer a sua vida era iluminada pelo Sol e um momento singelo que tornava o céu. Nessas grandes terras que seguiam o Sol algumas montanhas passavam perto do céu. Com o tempo nos seus movimentos. E no mar o entardecer se completava. Como o Sol em duas cores que navegava ao longe. Como uma semente deixada por um entardecer de um brilho passado. Naquelas grandes terras de Sol e também de montanhas. Com o céu o Sol estava. E o mar nas suas ondas se manifestava. Com o tempo que seguia o Sol e as cores de cada entardecer. Até que antes do Sol ir dormir novamente a sua vida floresceu daquelas grandes terras cercadas por majestosas montanhas. Delicada e linda vida. Sendo felicitada pelo mar. E muitas vezes por um Sol em um misto de alaranjado e roxo. No ir do tempo aquela semente do entardecer foi crescendo. Como uma nova flor. Com pétalas nas cores do entardecer. Lá do céu o Sol viu aquele desabrochar com o tempo. Aquela linda flor sentia o mar nas suas pétalas sensíveis de Sol. E escutava as suas canções que eram trazidas até as suas raízes. Nas montanhas que estavam ao seu lado as suas pétalas tocavam cada uma. Com a luz de cada entardecer. Uma semente deixada pelo Sol para que uma outra vida pudesse nascer naquele lugar. Em um momento do tempo que seguia. Como um mar que em ondas levava um pouco da sua cor para aquela flor. Flor que crescia ao redor das montanhas e nas grandes terras. Olhando para o céu e o Sol. Quando o céu se tornava alaranjado aquela flor movia levemente as suas pétalas no sentido do céu. De cada entardecer. As suas pétalas também tinham duas cores. Desde que era uma semente e dentro da sua vida ainda revestida por uma casca que foi trazida por algum entardecer que já coloria o mar,aquelas montanhas e uma vastidão de terras amareladas. E sobre o tempo o Sol sabia. Que percorria as cores de cada entardecer. Das coisas do mar. Como o mar que buscava aquela flor em cada dia. Desde as manhãs e as noites. E principalmente cada entardecer que o Sol fazia. Naquelas grandes terras havia uma outra flor. E estava crescendo de um jeito lindo e doce. Nas suas pétalas duas cores se misturavam. Até o Sol sentia o seu perfume de entardecer. Antes de ir dormir outra vez. E aquela flor com o mar e as montanhas ficava. À espera do Sol e de mais um entardecer. Que retornava colorindo o céu com um alaranjado e um roxo. Como as pétalas daquela flor. Deixada ainda como uma semente de um entardecer de um passado do Sol. Uma semente de um momento do tempo em que o Sol fazia cores no céu. E ainda faz sobre aquela nova flor. Nas terras grandes que o seu brilho ilumina. Como o mar e algumas montanhas. Que em cada entardecer também seguem o Sol e o céu. Com o passar do tempo essa nova flor cresceu mais. Perto do mar que queria mais das suas pétalas com as cores do entardecer. E as montanhas que sentiam as suas raízes querendo atravessá-las. Um flor crescida nas cores que o Sol traz. Desde algum tempo é assim. Uma linda e delicada flor com as cores de cada entardecer que ainda crescerão em cada pétala sua. Assim que o Sol voltar outras vezes sobre a sua vida enraizada em momentos feitos no céu. Uma flor crescida que se parece com um entardecer no seu lugar perto do mar e das montanhas. Uma flor parecida com um entardecer que tem lindas pétalas de Sol e lindas cores como as suas.

Fabricio Herenio Duraes
A vida silenciosamente me ensinou que ter total discernimento e visão sobre o que é falado e não é feito, é uma grande proteção contra as ilusões. E quando se pensa fora da caixa e se tem autonomia mental sobre apenas o que nos diz respeito, é a melhor defesa, para sermos origina…
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A vida silenciosamente me ensinou que ter total discernimento e visão sobre o que é falado e não é feito, é uma grande proteção contra as ilusões. E quando se pensa fora da caixa e se tem autonomia mental sobre apenas o que nos diz respeito, é a melhor defesa, para sermos originais e não sermos apenas, mais um, no grande rebanho da matrix.

Ricardo V. Barradas
A Guardiã dos Avisos Ignorados Por Ramos António Amine, Professor de Filosofia Nada estava visível naquela noite. Mas algo pairava, em surdina, nas pequenas coisas que costumamos ignorar: a Guardiã dos avisos ignorados.
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A Guardiã dos Avisos Ignorados Por Ramos António Amine, Professor de Filosofia Nada estava visível naquela noite. Mas algo pairava, em surdina, nas pequenas coisas que costumamos ignorar: a Guardiã dos avisos ignorados. Uma alta dirigente distrital decidiu partir para a cidade a fim de passar a quadra festiva junto da família. Fora avisada de que a lei não concede diferimentos favoráveis a viagens impulsivas de quem detém autoridade. Ainda assim, escolheu ouvir o coração pois, em tempos festivos, o coração costuma falar mais alto do que a norma. A regra foi relegada ao segundo plano, dobrada e esquecida, enquanto à frente da dirigente seguia apenas o desejo de estar entre os seus. Não faltou quem tentou dissuadi-la. Não com gritarias nem com processos disciplinares, mas com a frieza de quem conhece o peso da responsabilidade. O aviso foi simples e claro: quem serve o distrito não deve servir-se dele sem consequência. Contudo, a decisão já estava tomada. Quando o poder se habitua a mandar e passa a ouvir apenas a si próprio, aprende também a ignorar os avisos. Naquele dia, apesar de esburacada e lamacenta, a estrada comportou-se silenciosa, como sempre é a Guardiã dos avisos ignorados. No caminho, o mundo cobrou o preço da decisão. O irreparável sucedeu. Um corpo ainda marcado pelas ressacas das vésperas atravessou a estrada e, num instante, tudo se desencadeou: decisão em absurdo, movimento em culpa, pressa em tragédia, quadra festiva em luto. A estrada manteve-se indiferente, enquanto uma vida se despedia sem temor nem tremor. Em delírio, a dirigente recorreu ao gesto mais antigo do mundo moderno: ligou para casa. Do outro lado da linha, o marido correu para socorrer quem amava. Mas o absurdo: hóspede discreto da condição humana, ainda não havia concluído a sua obra. Ao calçar os sapatos à pressa, o marido foi mordido por uma cobra, escondida onde ninguém espera a morte: no abrigo quotidiano do pé. Assim, num só encadeamento de factos, uma decisão tomada no distrito gerou tragédia na estrada; a tragédia clamou por auxílio; e o auxílio quase gerou outra tragédia. Nada disso constava nos planos da dirigente. É assim que o absurdo opera. Houve conspiração? Intenção malévola visando a sua queda? Não se sabe. Sabe-se apenas que houve consequência. A exceção aberta à interpretação da lei abriu caminho; a pressa acelerou; e a Guardiã dos avisos ignorados, amontoada nos sapatos, respondeu como sempre: silenciosa, inevitável. Talvez seja isso que mais nos vulnerabiliza: o mundo não castiga, apenas responde. Responde ao orgulho, à arrogância institucionalizada, às escolhas impulsivas, ao descuido, à crença perigosa de que o cargo nos coloca acima da lei, dos outros ou do absurdo. Na origem desta tragédia esteve uma decisão. No fim, restou a estrada. E a estrada resta sempre para ensinar, sem alarde, que o poder é efémero, que a vida é um sopro e que o absurdo nos acompanha justamente onde julgamos estar seguros: na exceção que toleramos, na viagem que consentimos a nós mesmos, no otimismo que nos dispensa da prudência. Enquanto os homens celebram datas e inventam hierarquias, a natureza permanece silenciosa e atenta, indiferente às nossas justificações. E a Guardiã dos avisos ignorados, paciente, continua onde poucos ousam procurar: no intervalo entre avisos e a decisão.

Ramos António Amine
ECO DO PLENO Não busco o estrondo das festas vãs, nem o artifício das palavras amontoadas
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ECO DO PLENO Não busco o estrondo das festas vãs, nem o artifício das palavras amontoadas que tentam, sem sucesso, estancar a hemorragia do tédio. Aprendi que o vácuo é quem mais grita; necessita de ruído, de pressa, de caos, para não ter que ouvir o próprio nada. Eu, pelo contrário, prefiro o peso sagrado da quietude. Mergulho no mudo como quem volta para casa, descobrindo que, no centro do meu silêncio, não falta conteúdo. Lá, as águas são límpidas e a paz não precisa de legenda. Sou um homem que habita a própria pausa e nela encontro tudo o que o barulho tenta esconder. Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ

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A Estranha Geometria da Ausência Existem pessoas que a gente assume como parte da paisagem. Como a poltrona velha da sala, o barulho da chuva no telhado ou o cheiro de café passado às sete da manhã. Não precisamos olhar diretamente para saber que estão lá; elas apenas ocupam o e…
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A Estranha Geometria da Ausência Existem pessoas que a gente assume como parte da paisagem. Como a poltrona velha da sala, o barulho da chuva no telhado ou o cheiro de café passado às sete da manhã. Não precisamos olhar diretamente para saber que estão lá; elas apenas ocupam o espaço, garantindo que o mundo permaneça em ordem. Ela era essa presença. A única que esteve lá o tempo todo. Na mudança de apartamento, ela carregou as caixas mais pesadas não as de papelão, mas as da alma. Nas noites em que a ansiedade vinha, era a luz constante no fim do corredor. Conhecia minhas piadas sem graça e suportava meus silêncios de homem de poucas palavras, aquele mutismo típico de quem tenta resolver o universo sem usar verbos. Ela não cobrava explicações; apenas ocupava o espaço, segura. Sempre achei que, se tudo ruísse, ela ainda estaria ali, segurando a última viga para que eu não fosse soterrado. Acreditava piamente na perenidade daquela âncora. Mas a vida tem um jeito irônico de nos ensinar sobre a efemeridade. A pessoa que mais permaneceu foi a primeira a encontrar a porta de saída. Hoje, quando chego em casa, a poltrona está no mesmo lugar, o café ainda tem o mesmo cheiro, mas o ar... o ar está leve. Leve demais. A ausência dela não é um grito, é um sussurro contínuo, uma frequência de rádio fora do ar que eu ainda tento sintonizar. A única pessoa que esteve lá o tempo todo, é a única pessoa que não faz parte mais da minha vida. Olho para o lado e há um vazio inabitado. Aprendi, da maneira mais seca possível, que presença não é garantia de permanência. E que o silêncio dela, agora, fala mais alto do que qualquer "adeus" que eu jamais ouvi. O tempo segue, as coisas mudam, e eu, um homem de poucos verbos, me vejo tentando aprender a gramática da solidão.

Orlen Pessoa
Eu, feminista! Ser feminista é importante, relevante, necessário, urgente. Historicamente, durante muitos anos a mulher viveu subordinada aos homens, com direitos limitados e “vocação” única para cuidar dos filhos.
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Eu, feminista! Ser feminista é importante, relevante, necessário, urgente. Historicamente, durante muitos anos a mulher viveu subordinada aos homens, com direitos limitados e “vocação” única para cuidar dos filhos. No mundo da ciência, algumas contribuições de nomes femininos ficaram ocultas devido ao preconceito, favorecendo somente os homens de sua época. No mercado de trabalho, as pesquisas apontam que mulheres ganham menos que os homens, especialmente por fatores como discriminação e acúmulo de responsabilidades domésticas. Na vida pessoal, durante várias gerações a mulher teve que aceitar casamentos arranjados com submissão aos maridos. Felizmente, mesmo que de forma lenta, surgiram mulheres que começaram a questionar a privação dos direitos femininos e iniciaram lutas que resultaram em alguns feitos. A sociedade começou um novo olhar para a figura feminina e passou a enxergar a sua capacidade, mas além de suas conquistas, a mulher também acumulou tarefas, pois precisava se dedicar ao trabalho e aos filhos. Conclusão: mesmo ganhando, a mulher teve perdas. Soma-se a isso a realidade feminina: a mulher menstrua todos os meses durante anos, sofre com cólicas, enfrenta enxaqueca, acolhe no útero uma vida por nove meses, sente a dor intensa do parto, preocupa-se diariamente depois que os filhos nascem, sofre quando os filhos saem de casa. Um detalhe relevante é que, apesar da mulher sentir tantas dores, sabe-se que ela é fisicamente mais frágil que o homem e isso contribui para que ao longo de anos muitas delas sejam vítimas de violência doméstica e atualmente, de forma assustadora, de feminicídio. A mulher entra em um relacionamento e nem sabe se continuará viva, quando sair dele. Por esses fatos aterrorizantes é que sou feminista e defendo que toda mulher faça o mesmo. A sororidade não deve ser uma condição, mas uma necessidade. A mulheres precisam se apoiar e se defender, sempre. No relacionamento, o respeito deve ser mútuo. Se houver conflitos, deve existir o diálogo. É fato que, se uma briga for iniciada, a mulher sempre sairá perdendo. Homens, o que os torna mais fortes não é a sua força física, mas a sua sabedoria em usá-la somente para o bem. Mulheres, nenhum homem deve ser mais importante que a sua vontade de lutar pelos objetivos pessoais. Chega de feminicídio!!!!!

Tatiane da Silva Santos - Santarém PA